Vergonhoso, mais uma vez. Há gente que vive repimpada nas suas mordomias e se esquece que esse dinheiro faz falta às pessoas. Mas quais projectos de escola?
Tanto quanto percebi, isto não é uma Bolsa de Mérito, é um Prémio de Mérito para os melhores alunos. Uns serão carenciados, outros não. A questão não está aí, está em “o prometido é devido”, como cantava o outro.
Por outro lado, esta notícia faz pensar que a coisa talvez não seja tão linear assim:
Não me parece que a posição expressa no link, com o fundamento que ali se apresenta, altere o que por aqui vai dito Isabel. Prometido é devido, como muito bem diz. Para o ano, façam o que quiserem.
É este bocado aqui que é estranho:
“O prémio de mérito continua a ser atribuído e o desempenho reconhecido. Acho que os alunos vão aceitar, porque basta falar com eles e explicar-lhes o que se está a passar”.
“Se os alunos não aceitarem penso que poderão ficar com o prémio (dinheiro)”
Oh well.
Cheira-me a spin, Isabel. Mas, faço minhas as suas palavras: oh well!
Bom, como sou embirrativa e gosto de ler as coisas no original, fui ver o que é que o Umbigo dizia (também sou preguiçosa, por isso apanho os atalhos mais curtos). Eis pois:
“1 – Aos alunos premiados deverá ser entregue um diploma alusivo à distinção concedida, conforme consta no n.º 6 do artigo 2.º do Regulamento de Concessão do Prémio de Mérito publicado no Anexo I.
2 – O valor pecuniário indicado no n.º 1 do artigo identificado no número anterior é, por indicação do ou dos alunos premiados, afecto à aquisição de materiais ou a projectos sociais existentes na escola.
3 – Cabe ao Conselho Pedagógico elencar as diversas necessidades sobre as quais recairão as escolhas dos alunos premiados.
4 – A entrega do montante será efectuada durante o primeiro período lectivo.”
O prometido continua a ser devido. Mas haverá nexexidade de dar as notícias como se fôssemos todos atrasados mentais e incapazes de lidar com o mínimo de complexidade?
Exacto, Isabel. A lei do menor esforço em tudo.
Dentro da mesma ordem de ideias (lei do menor esforço), gostava imenso que alguém me explicasse esta notícia, citada por tudo quanto é jornal (e que não encontro no site da Deco, mas também não sou sócia), e que diz:
“Mais de metade dos portugueses já apresentou queixas sobre erros médicos, indica um inquérito da associação de defesa do consumidor DECO, divulgado esta quarta-feira, que defende um seguro obrigatório de responsabilidade civil para os profissionais de saúde.
…
De acordo com o inquérito, mais de 60% dos portugueses revelaram preocupação face a possibilidade de serem vítimas de más práticas, sendo que 58 por cento apresentaram queixa.
A DECO refere também que cerca de um quinto dos portugueses considera que o próprio ou um familiar foi vítima de erro relevante pelo menos uma vez nos últimos 10 anos, enquanto os que se abstiveram argumentaram que não valia a pena, pois o doente fica sempre a perder. “
Se alguém me conseguir encontrar o dito inquérito, ficaria eternamente grata.
Pois. Não encontrei. Entretanto, sobre este mesmo tema do menor esforço, o comentário do Pedro Correia no post do SS naufrágio ali em baixo é também muito elucidativo.
O dinheiro vai ser usado em projectos na escola, dizem eles. Como fizeram o que fizeram nas vésperas de atribuir um prémio, tenho todo o direito de duvidar. Quanto ao resto, é tudo que está em causa: as expectativas dos alunos e a não atribuição do prémio. Vergonhoso. Quem vive na Escola sabe que há muita gente a passar mal, há alunos que não podem prosseguir estudos porque os pais não têm dinheiro. Para os outros são um grupo de gentalha que só tem o que merece porque viveu acima das suas possibilidades. Que desilusão, este país.
Acerca do assunto:
Sondagem efectuada aos alunos premiados:
89% disseram preferir : €€€€€€€
8% Mateial didático
3 % I-Pod/vestuário de marca
Perguntado aos 89% a razão da preferencia: Responderam : -p’ra comprar I-Pod’s – Vestuário de marca
Sondagem efectuada pela Euro-expansão….
Num universo de… etc
Será?
Agora, é bom que se diga: ” Quem dá e tira ao inferno vai parar”
Quer dizer… um Bordalo original deve valer os tais 500 Euritos, não?
Pois, BPHD. Mas, da maneira que as coisa estão, o mais provável é ser um Borlalo. Ali da loja do chinês mais próxima da escola.
Vergonhoso, mais uma vez. Há gente que vive repimpada nas suas mordomias e se esquece que esse dinheiro faz falta às pessoas. Mas quais projectos de escola?
A violação de expectativas é absolutamente inaceitável, Leonor. Ainda para mais numa questão como esta.
Já postei ali em cima. Estou furiosa. É que a Bolsa de Mérito, pelo que sei, é para alunos carenciados.
Tanto quanto percebi, isto não é uma Bolsa de Mérito, é um Prémio de Mérito para os melhores alunos. Uns serão carenciados, outros não. A questão não está aí, está em “o prometido é devido”, como cantava o outro.
Por outro lado, esta notícia faz pensar que a coisa talvez não seja tão linear assim:
http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2011/09/2 8/confederacao-de-pais-concorda-com-tran sferencia-de-premio-dos-melhores-alunos-p ara-estudantes-carenciados
Em verdade em verdade vos digo, o que eu gostava é de ter confiança nos nossos meios de comunicação…
Não me parece que a posição expressa no link, com o fundamento que ali se apresenta, altere o que por aqui vai dito Isabel. Prometido é devido, como muito bem diz. Para o ano, façam o que quiserem.
É este bocado aqui que é estranho:
“O prémio de mérito continua a ser atribuído e o desempenho reconhecido. Acho que os alunos vão aceitar, porque basta falar com eles e explicar-lhes o que se está a passar”.
“Se os alunos não aceitarem penso que poderão ficar com o prémio (dinheiro)”
Oh well.
Cheira-me a spin, Isabel. Mas, faço minhas as suas palavras: oh well!
Bom, como sou embirrativa e gosto de ler as coisas no original, fui ver o que é que o Umbigo dizia (também sou preguiçosa, por isso apanho os atalhos mais curtos). Eis pois:
“1 – Aos alunos premiados deverá ser entregue um diploma alusivo à distinção concedida, conforme consta no n.º 6 do artigo 2.º do Regulamento de Concessão do Prémio de Mérito publicado no Anexo I.
2 – O valor pecuniário indicado no n.º 1 do artigo identificado no número anterior é, por indicação do ou dos alunos premiados, afecto à aquisição de materiais ou a projectos sociais existentes na escola.
3 – Cabe ao Conselho Pedagógico elencar as diversas necessidades sobre as quais recairão as escolhas dos alunos premiados.
4 – A entrega do montante será efectuada durante o primeiro período lectivo.”
O prometido continua a ser devido. Mas haverá nexexidade de dar as notícias como se fôssemos todos atrasados mentais e incapazes de lidar com o mínimo de complexidade?
Exacto, Isabel. A lei do menor esforço em tudo.
Dentro da mesma ordem de ideias (lei do menor esforço), gostava imenso que alguém me explicasse esta notícia, citada por tudo quanto é jornal (e que não encontro no site da Deco, mas também não sou sócia), e que diz:
“Mais de metade dos portugueses já apresentou queixas sobre erros médicos, indica um inquérito da associação de defesa do consumidor DECO, divulgado esta quarta-feira, que defende um seguro obrigatório de responsabilidade civil para os profissionais de saúde.
…
De acordo com o inquérito, mais de 60% dos portugueses revelaram preocupação face a possibilidade de serem vítimas de más práticas, sendo que 58 por cento apresentaram queixa.
A DECO refere também que cerca de um quinto dos portugueses considera que o próprio ou um familiar foi vítima de erro relevante pelo menos uma vez nos últimos 10 anos, enquanto os que se abstiveram argumentaram que não valia a pena, pois o doente fica sempre a perder. “
Se alguém me conseguir encontrar o dito inquérito, ficaria eternamente grata.
Pois. Não encontrei. Entretanto, sobre este mesmo tema do menor esforço, o comentário do Pedro Correia no post do SS naufrágio ali em baixo é também muito elucidativo.
O dinheiro vai ser usado em projectos na escola, dizem eles. Como fizeram o que fizeram nas vésperas de atribuir um prémio, tenho todo o direito de duvidar. Quanto ao resto, é tudo que está em causa: as expectativas dos alunos e a não atribuição do prémio. Vergonhoso. Quem vive na Escola sabe que há muita gente a passar mal, há alunos que não podem prosseguir estudos porque os pais não têm dinheiro. Para os outros são um grupo de gentalha que só tem o que merece porque viveu acima das suas possibilidades. Que desilusão, este país.
Acerca do assunto:
Sondagem efectuada aos alunos premiados:
89% disseram preferir : €€€€€€€
8% Mateial didático
3 % I-Pod/vestuário de marca
Perguntado aos 89% a razão da preferencia:
Responderam : -p’ra comprar I-Pod’s – Vestuário de marca
Sondagem efectuada pela Euro-expansão….
Num universo de… etc
Será?
Agora, é bom que se diga: ” Quem dá e tira ao inferno vai parar”
Pois é isso mesmo Amendes. Não discuto a existência do prémio pecuniário nem a sua utilidade. Condeno o processo tal como ele foi conduzido neste ano.