Ponto de partida: a democracia custa dinheiro. O mais recente escândalo deste cantinho indignado tem a ver com o corte ao financiamento partidário para as autárquicas. Para o caso, não me interessa agora discutir os pormenores, mas a substância. O financiamento partidário é um tema essencial na análise do desempenho democrático. Relaciona-se directamente com a falta de transparência e corrupção, portanto não deve ser tratado de forma leve, no jogo do euro a mais ou a menos. Na ausência de um quadro legal claro, os partidos vão sempre tentar gastar o mais que puderem, para maximizar os votos (ou o que eles entendem ser maximização de votos); isto quer dizer que vão procurar dinheiro por todas as maneiras: empresas, indivíduos, organizações. O financiamento público pretende, precisamente, evitar isto, com tectos estabelecidos pelo Estado. Há uma alternativa, que é o financiamento privado. Evidentemente, implica um quadro legal rigoroso, de publicação integral de dinheiros recebidos, com dadores bem identificados. Isto não se faz do pé para a mão. Dizer o contrário seria pura demagogia.
Subvenções
cadernoelastico,

É este o spin para justificar a nega ao corte de metade do financiamento para a propaganda eleitoral das autárquicas?
É um argumento um bocado gasto, não é suposto estarmos num estado de emergência nacional?
Ou só os reformados e a classe média é que têm direito à cacetada?
ps: espero que receba os subsidios todos, bem o merece.
eu sei que esse género de comentários pega mais, mas não resulta comigo, caríssimo.
sou bolseira de doutoramento, não tenho um único subsídio, e se não entregar a tese tenho de devolver integralmente o valor da bolsa. pronto, já pode voltar à sua vidinha.
já agora, eu nem referi que sistema preferia. limitei-me a dizer que dispenso medidas em cima do joelho, que no futuro se pagam bem mais.
Inteiramente de acordo, Ana.