Subsídios para o estudo do uso do fato sem gravata – 2


Ana Cláudia Vicente,

 

[Katie Holmes, Primavera de 2011

(Fato: Stella McCartney) ]

 

A apropriação feminina deste trajar também terá que se lhe diga. Ao longo de novecentos foi encarada das mais diferentes formas: como acto lúdico, perversidade, meio de amenização da tensão de género no local de trabalho, instrumento de uniformização social, etc. Hoje, felizmente, é apenas mais uma opção, sobretudo aplicada em momentos de maior formalidade profissional. Ou não?

 [Posts anteriores: #0;#1]

16 comentários em “Subsídios para o estudo do uso do fato sem gravata – 2”

  1. O eterno ‘tailleur’, com saia ou com calças? Obrigatório no código das advogadas e executivas que se prezam (em ambiente de trabalho). E sim, para esbater a tensão ou a diferenciação do género, fomentar a sobriedade, evitar dislates. Sou uma grande defensora deste ‘dress code’ (não me caias em cima, Cláudia!)

    1. Eu sou uma moderada entusiasta, como vês 🙂
      Acho sobretudo graça a quem o usa em circunstância não óbvia, como aqui a Katie: um tuxedo que de fato de homem tem só a alusão, que é mais fun suit que power suit. Aqui entre nós, a mim, pelo menos, à pessoas de facto que de fato chegam a intimidar!

      1. Credo, pode usar-se o power suit sem nota intimidante (ou masculina)! Fica é tudo mais dependente dos petit détails, quase, quase imperceptíveis. E isso sempre e só em ambiente de trabalho, porque depois há a casual friday. E o glorioso fds.

          1. A consoante até podia estar muda, mas eu também estava a dar para o surda & cega.
            E nem me fales na nova doxa: fiz questão de ainda não ter produzido uma única papeleta escolástica nessa manca modalidade linguística.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *