No debate quinzenal desta manhã no Parlamento, Heloísa Apolónia, deputada de um partido tão subserviente ao PCP que nunca se apresentou a eleições com sigla autónoma, pediu a António Costa para não ser “subserviente a Bruxelas”. Há coisas que ainda me fazem sorrir na política portuguesa.
Subserviente
Pedro Correia,

O PEV é tão-somente uma excrescência do PCP.
Não faz muito sentido acusar de subserviência algo que nunca teve existência autónoma.
Concedo. Os verdes estão para o PCP como a pevide está para a melancia. Farinha do mesmo saco.
Olhando caritativamente para os 8,25% que a CDU conseguiu nas legislativas (em vez de para os 3,95% que Edgar Silva obteve nas presidenciais) creio que o PEV vale pelo menos os 0,25%. Talvez até 0,35%.
Inclino-me mais para os 0,35%, José António. Valerá talvez até cerca de 0,39%. O que coloca o PCP abaixo da fasquia dos 8%. Ou antes: colocava a 4 de Outubro. Agora, depois de ter perdido 263 mil votos em três meses num escrutínio em que pretendia “fixar o eleitorado”, situa-se pouco acima dos 3%. O comunismo português “europeiza-se” enfim. Já era tempo.
Olhe que não, olhe que não! Conheço alguns que votam sempre na CDU, mas nas Presidenciais votam onde acham que é útil. (a acreditar que falam verdade)!
Quer você dizer com isso que votar na CDU não é útil, camarada?
Pegando nos mesmos critérios de interpretação, diria que do lado ideologicamente oposto, o CDS está para o PSD como as sementes estão para o melão, uma fruta também da mesma época.
Na mesma linha de pensamento da suposta dependência, não deixa de ser curioso que o Bloco de Esquerda é ainda mais dependente do PCP do que na verdade Os Verdes.
Mas para um partido que só tem os tais 0,35 ou 0,45%, segundo a sua projecção, não deixa de ser curioso que os dois deputados que tem este partido, trabalhem tanto ou mais do que o conjunto dos 18 deputados do CDS-PP, um partido que também concorreu em coligação. Vejamos o trabalho nesta legislatura:
Perguntas ao Governo :
PEV (2 deputados) – 31
CDS (18 deputados) – 41
Iniciativas legislativas:
PEV (2 deputados) – 25
CDS (18 deputados) – 23
Se os eleitores votassem em consciência e não pela clubite, rapidamente o bloguista estaria a lamentar-se era do trabalho dos 18 deputados do CDS ou deputados laranjas que têm a mesma linha de trabalho, neste caso de pouco trabalho.
Dois deputados fazerem 31 perguntas ao Governo é “trabalhar”? Meu caro, não insulte os verdadeiros trabalhadores deste país.
Se os deputados vitalícios do PEV querem trabalhar, comecem por arregaçar as mangas e concorrerem a eleições, pela primeira vez desde 1982, sem andarem à garupa do PCP. Aí poderão mostrar o que verdadeiramente valem.
Os PEV’s são verdadeiras melancias. Verdes por fora, vermelhos por dentro.
Têm dois lugares cativos de deputados sem irem a votos, João. Proporcionalmente, o PCP devia ter quase cem. São melancias ao preço do caviar.
Registar que o PEV também apoiou o Edgar. Sempre. Sempre ao lado do PCP.
PCP e Verdes lembram-me sempre aquela letra da Adriana Calcanhoto:
Avião sem asa,
fogueira sem brasa,
sou eu assim sem você.
Futebol sem bola,
Piu-piu sem Frajola,
sou eu assim sem você…
Que giro! Falam dos votos no PEV, esqueceram-se que o CDS foi coligado com o PSD. Se fossem sós, não teriam o número de deputados que têm hoje. Isto de apontar o dedo, só a uns e deixar outros, no limbo ou no paraíso, não vale porque assim não se é sério, mas é-se maldizente.
Tenha paciência. Casamento assim tão romântico, daqueles que duram a vida inteira, só mesmo entre os vermelhos e os “verdes”.
Se eles assim o querem que assim seja e nós não temos nada a ver com isso. Ainda há casamentos desses e muitos, anda desactualizado.
Eu sou a favor de casamentos indissolúveis. Acho uma coisa engraçadinha.
Em contrapartida a Comissão Europeia é eleita por que votos?
É a obra-prima do mestre, que nada tinha a ver com a prima do mestre de obras. O seu comentário fez-me lembrar este trocadilho.
Não me diga que se pode desvalorizar opiniões de uma deputada porque o seu partido não se apresentou a votos sozinho, mas já não se pode fazer notar que a democracia anda muito arredia das decisões económicas de Bruxelas?
Já agora a propósito da prima do mestre: Quanto valem em votos os deputados da geringonça PàF que se esfumou quando se verificou que não havia tachos para todos. Eu, pessoalmente tenho muitas dúvidas sobre o número de votantes que estão irrevogavelmente ligados ao CDS (que ora é PP oura não é).
A camarada Heloísa, que é assim meio “engraçadinha”, tem condições para se apresentar como candidata da CDU nas próximas presidenciais. A menos que o comité central do PCP, depois de fazer avançar um ex-padre, prefira em 2021 uma ex-freira.
Desculpe, mas isto não. Isto é tudo, menos um comentário, isto é má língua, deselegância, o que não se admite a alguém que se diz jornalista.
Chamar “engraçadinha” a alguém é “má língua”? Olhe, camarada, vá dizer isso ao Jerónimo.
O anónimo deve relevar a resposta do Pedro Correia, ele todos os dias vê o chão a fugir-lhe, sabe que a sua trupe em breve será apeada do PSD e o PP com a nova gerência já em funções (por aclamação) em breve reduzirá a cinzas o PP.
Resistir a Bruxelas é impossível, temos como exemplo recente o BANIF em que os “burocratas” que estão ao serviço da maçonaria internacional nos obrigaram a ficar com mais uma enorme divida para Portugal pagar. Como exemplo passado temos o 3º resgate Grego.
Obviamente que este orçamento é uma farsa como foram os anteriores (do PAF ) que nunca foram cumpridos porque existem poderosos interesses que dele vivem e que precisam que seja aprovado, mesmo que depois venha a ser rectificado para lixar o mexilhão.
Infelizmente muitos preferem fechar os olhos, a encarar os problemas de frente e acreditar em histórias da carochinha como se viu nos resultados das presidenciais em que 75% dos eleitores que votaram fizeram-no em candidatos comprometidos com o sistema.
Novo resgate a caminho e vai ser o mexilhão a pagar uma vez mais pois já se viu que existem classes que não são afectadas e ainda enriquecem com a crise como os números o provam.
Eu gostava era de ver um comentário do Pedro Correia sobre as falcatruas bancárias e afins e sobre a mais recente MENTIRA do Drº Passos Coelho ao não ter informado os Portugueses que os cortes de salários foram apresentados a Bruxelas como definitivos e não como transitórios.
P.S. – Os organismos dependentes directamente do OE são demais, os funcionários públicos (na generalidade) ganham demais, Portugal não produz riqueza suficiente para manter tanta gente e empresas privadas dependentes do OE . Concordo com cortes de salários e algumas pensões mas isso não poderá ser NUNCA dissociado de outras medidas de moralização, racionalização de gastos em todas as áreas do estado (a tal reforma de Estado que o Dr. Portas não teve coragem para apresentar).
Parabéns, conseguiu ganhar o prémio da semana pela frase mais absurda:
«O PP com a nova gerência já em funções (por aclamação) em breve reduzirá a cinzas o PP.»
Vitória indiscutível. Com aclamação.
A Comissão Europeia, como qualquer governo nacional, não é directamente eleita.
Grosso modo, os comissários são propostos pelos governos nacionais (que são por sua vez formados a partir dos parlamentos nacionais eleitos), devem ser aprovados pelo Parlamento Europeu (que é por sua vez eleito pelo conjunto dos cidadãos europeus), e são nomeados pelo Conselho Europeu (formado pelos chefes de governo dos paises membros).
Há muito menos democrático !!…
Eles sabem, Fernando. Só querem desviar a conversa, nada mais.
Muito gosta de reduzir os verdes a nada, o que não lhe fica bem. Cada qual apresenta-se como quer, desde que a lei o permita e o Pedro nem ninguém tem nada a ver com isso. Em democracia todos os partidos deverão ser respeitados quer se goste ou não deles. Se formos por aí, o CDS, jamais estaria em exercício de funções governamentais porque a relevância que têm, é mínima. É triste que afirme que lhe faz rir que Heloísa Apolónia tenha pedido a António Costa para que não seja subserviente a Bruxelas o que mostra que ri de coisas sérias e isso é tudo menos sério. Afinal o que quer? Que sejamos espezinhamos por tecnocratas que o único fizeram foi: austeridade e com ela aumento da dívida, não analisaram a banca, imporem a venda de bancos e tudo que lhes dá na gana… Se é isto que defende, então gosta que o seu povo seja massacrado.
Eu é que reduzo os “verdes” a nada?!
Eles é que se reduzem a nada.
Basta lembrar que em 33 anos nunca se apresentaram com sigla própria a nenhuma eleição.
Eles nunca se queixaram e o problema é deles se é que há problema porque não há. Sorria da incapacidade dos que nos governaram e se vergam a uma UE e Eurogrupo, cujo presidente é holandês e que já afirmou que a dívida da Holanda é muito superior à da Grécia e no entanto ouve-se alguma coisa? Não, pois não. Já me esquecia que foi na Holanda que se formou o afamado Grupo Bidelberg que para quem não sabe põe e dispõe de todos nós.
Os “verdes” nunca se queixaram? Ora pois. Mas porque é que haviam de se queixar se, nada valendo em termos eleitorais, conseguem sempre “eleger” um “grupo parlamentar” à boleia de um partido-canguru que lhes propicia a bolsa marsupial?
Discuta assuntos sérios e deixe os verdes.
Os “verdes” não são sérios? Bem me parecia.
Ainda não ouvimos um debate entre os Verdes e deputado dos animais!
Pra quando?
Fauna & flora. Deve ser um debate interessante.