Acabo de assistir ao Eixo do Mal (SIC-N), dedicado em grande parte ao caso TVI. Entre umas banalidades e outras tantas parvoíces, um ou outro detalhe mais ou menos consensual, mas não mais do que isso. Com uma ressalva, que merece o destaque: Daniel Oliveira salvou a honra daquele convento de costumeiros disparates.
Pela lucidez da análise e acerto da posição que tomou, não teve qualquer paralelo na mesa. Não me custa, por uma vez, subscrever tudo o que ele disse sobre o caso. Sabendo-se, mais a mais, que o Daniel Oliveira definitivamente nunca poderia ser um admirador do tal telejornal das sextas e da respectiva protagonista.

Subscrevo também, naturalmente, tudo quanto o Daniel disse sobre o caso TVI, compadre. Como ele sublinhou, e como eu tenho salientado aqui, para a discussão que verdadeiramente importa é indiferente o conteúdo do noticiário agora suprimido: quem se sentisse difamado por alguma coisa proferida por MMG ou qualquer outro jornalista, teria sempre o recurso aos tribunais, como é de regra num Estado de Direito.
O paralelo que o Daniel traça com a revista ‘Hustler’, nos EUA, é interessantíssimo e deve servir-nos sempre de padrão. Por mim, costumava usar há anos o exemplo da ‘Gaiola Aberta’, à falta de uma ‘Hustler’ portuguesa: devemos defender a liberdade de imprensa mesmo – ou sobretudo – para quem pensa diferente de nós. Isso inclui publicações com a marca do populismo, do tabloidismo e do mau gosto. Isso inclui até publicações caracterizadas pelo servilismo pró-governamental.
Seria demasiado fácil defendermos apenas o direito à existência daquilo que nos parece ter qualidade ou exprimir os nossos pontos de vista. Essa é uma visão inaceitavelmente redutora da liberdade de imprensa.
É inteiramente verdade, compadre. E foi precisamente a feliz referência ao caso da ‘Hustler’ que me fez escrever este ‘post’.
Gostava que me respondessem a esta pergunta que ando para vos fazer há tempos. Tratam-se por «compadre» por quê ?
Os meus cumprimentos
Boa pergunta. Cusco. Será por sermos compadres?
Cusco, você faz mesmo jus ao nome. Mas antes ser Cusco que ser Cascão. Ou Casca-Grossa. Vou satisfazer a sua curiosidade: se nos tratamos assim, naturalmente, é por sermos compadres. Capice?
Ohnãovioeixodomalehojeapanheiarepetiçãoq uasacabar…
Veja a propósito ãoquasacabar.pt
http://www.ohnãovioeixodomalehojeapanheiarepetiç
ou então aguarde que ainda há-de passar mais 347 vezes.
Em primeiro lugar gabo lhe a paciencia para ver esse programa. Eu já não consigo ver seguido, tive de intervalar com os Tudors. Tem que aprender a falar um de cada vez. Mas concordo com aquilo que DO disse. Pareceu me que foi a única opinião de jeito que ouvi sobre o tema.
Se ninguém assistir, fica a Daniela sem saber…