Subir na vida


Teresa Ribeiro,

Houve tempos em que os meus rendimentos bastavam para pagar as minhas contas correntes, as férias, pequenos luxos (trapos, jantarinhos e coisas assim). Agora verifico que o meu dinheirinho começa a faltar para estas minudências, mas em contrapartida paga ordenados milionários, férias de sonho, juros de empréstimos bancários, frotas de luxo, telemóveis topo de gama e roupinhas fashion a muito boa gente. Ah, e também os cachets chorudos dos “analistas” que vão à RTP dizer que andei nestes últimos anos a viver acima das minhas possibilidades.

Subir na vida deve ser isto.

9 comentários em “Subir na vida”

  1. Bem, conviria saber quem são e quanto ganham esses analistas. Há pouco ouvi dizer que o António Tadeia ganha 600 euros por cada aparição na RTP para as trivilidades do costume da bola.

    Também consta que 600 euros são a média das presenças dos comentadeiros encartados nas tv’s privadas, mas isso é lá com eles.

    Se souber de mais coisas conte, porque isto de falar em generalidades… a vida não está para isso.

    1. Claro que em relação aos privados nenhum de nós, contribuintes, tem nada a ver com isso. E até digo mais, desejo que lhes não falte bom dinheiro para pagar aos seus funcionários. Precisamos de empresas com esse vigor financeiro e de gente com carteiras recheadas para consumir (ouviu, ó comentador aí de baixo?).
      Nessa empresa pública de que falou o que não falta são exemplos de colaboradores pagos a peso de ouro com o nosso dinheiro. Sempre foi assim, mas agora está mais difícil de engolir.

      1. Não ouvi não Senhora, sou surdo!.-) Mas li e tenho a perorar o seguinte: viva de acordo com as suas possibilidades, esqueça os tempos em que o dinheiro jorrava e, vai ver que se dá bem! Em vez de amesendar no Guilty “, que tal as tasquinhas quiosque da Av. da Liberdade?E não necessita, também, de trocar de passeio para evitar a Prada “, contente-se em ver as montras:-) Ah, e se um dia destes fôr assaltada, quem sabe sou eu, com comportamentos desviantes, para poder matar a fome no “Gambrinus “????

  2. O seu texto faz-me pensar que tem de cumprir mínimos como blogger.
    Tanto ressabiamento por atacado só porque ainda há quem exerça os seus cargos com mérito e tenha rendimentos que lhe permitam fugir à crise!?Claro que existe uma classe à parte, que vive à “tripa-forra” e ainda à custa das prebendas públicas mas, não generalize!
    Queixa-se, implicitamente, da ausência de dinheiro para as suas ditas “minudências”, as quais, presumo, são o mínimo dos mínimos de subsistência para a grande maioria dos seus/nossos Concidadãos.Nesta altura do “campeonato”?
    Melhor seria estivesse calada!

    1. Foi você que falou em ressabiamento? Pois o melhor é ler com atenção os comentários que aqui deixa. Ainda ontem apaguei um que insultava uma pessoa que muito prezo. Não insista nesse registo. Gostamos de polémica, gostamos de fazer jus ao nome que escolhemos para o blogue, mas há uma coisa que não toleramos e que é o insulto.

      1. A censura hoje faz-se com lápis de bâton.
        Ontem não reagi à ausência do meu comentário porque sei como funcionam as capelinhas de jornalistas.Todavia, reitero-lhe tudo o que escrevi!Ele há uns “queques” mimados, meninos da mamã, uns copinhos de leite sob a albarda dos partidos políticos (quer que lhe conte em privado [já que não quer expôr em público]as funções que o dito-cujo desempenhou à pala do partido?) que são imunes às dificuldades e, todavia, peroram por aqui que nem Santos, ou antes, Freis:”Façam o que eu digo, não façam o que eu faço!”.
        Gostava de ver esta polémica em público.Fica o desafio.Tenho boa memória:-)

  3. Numa coisa esta crise está a ser benefica:

    – É darmo-nos conta do que realmente somos…

    “Cair na real”
    Nunca, como agora, nos preocupamos tanto com os “buracos”…

    Pá na mão…
    P’la “Batalha da Produção”! Lembram-se?

  4. é realmente obsceno, ainda por cima agora que vamos ficar sem o 13º e 14º mês, Teresa.

    e ainda por cima para dizerem banalidades.

    gostava que alguém com acesso aos dados, comparasse as despesas do governo de Sócrates com o de Passos, para vermos o que eles poupam, em pessoal, transportes, gasolina, etc…

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *