Pois, como eu dizia, o meu dinheirinho tem chegado para tudo, menos para o que me interessa. Mas quem sou eu para me queixar? Neste momento aposto que até Cavaco Silva deve estar a sentir que algo lhe escapou.
Subir na vida – 2
Teresa Ribeiro,
Pois, como eu dizia, o meu dinheirinho tem chegado para tudo, menos para o que me interessa. Mas quem sou eu para me queixar? Neste momento aposto que até Cavaco Silva deve estar a sentir que algo lhe escapou.
Pois escapou. Keynes não tinha razão, e Cavaco regressaria a Boliqueime e nao enganava. A Realidade é mais teórica.
“Hoje, há vários jornalistas e dirigentes – da área de informação, dos canais e antenas e dos centros regionais – que auferem mais do que o Chefe de Estado. Na informação da RTP, há vencimentos superiores a 10 mil, 13 mil e 14 mil euros, e muitos outros acima dos 6000 euros” – isto sim, é ganhar muito no Estado. É um absurdo e um insulto, Teresa, e já devia ter acabado há muito. Só espero que o Governo, tão célere a cortar, seja também célere a fazê-lo aqui. É vergonhoso.
Pois, aqui nem é preciso entrar com considerando de ordem moral. Absurdo é o termo.
Mas a atitude que eu gostava que o governo tivesse era primeiro acabar com estas mordomias, estas sim. Só que estou como o outro ‘falam, falam mas não os vejo a fazer nada.’ Acabem com isto de uma vez e com isto também: http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Int erior.aspx?content_id=30660
Se um professor for colocado longe de casa, e acontece muito, ninguém lhe dá casa ou ajudas de custo. Paguem, senhores governantes, que é para ver como é bom.
Fizeste muito bem em trazer este exemplo para aqui, ainda mais comparando-o com uma situação concreta, a dos professores. Se antes isto era injusto, agora é intolerável. Estou contigo: a bem da paz social é bom que o governo dê corda aos sapatinhos e comece a cortar cerce nestas mordomias.
E cortem-lhes as despesas de representação. Ainda há pouco fui a uma Instituição do Ensino Superior para desempenhar uma função e ninguém me pagou gasolina ou roupinha nova. E muito bem, acrescento. Aguentem-se.