Spread it, please


Ana Vidal,

Uma pessoa que não esboça sequer um sorriso (já nem peço que abafe uma gargalhada…) perante esta apresentação de produto, ou está morta ou não tem um pingo de sentido de humor. Para mim é mais ou menos a mesma coisa, e em qualquer caso não me serve como representante máximo do meu país.

29 comentários em “Spread it, please”

  1. Se bem entendo, a menina inventou um produto que permite barrar o pão com proporções uniformes de manteiga e compota.

    Eu não dava para empreendedor, porque fico sempre parvo com a futilidade dos produtos que hoje em dia se inventam.

    1. Essa é outra questão, Luís, mas tem razão: não vejo onde possa estar a utilidade deste produto. Aliás, só pode ter sido criado com dois propósitos: encavacar o Cavaco (objectivo gorado, ele nem percebeu), ou fazer rir as pessoas (com o casal Cavaco, objectivo igualmente gorado).

  2. Peço desculpa, mas a mim dá-me é vontade de chorar! Posso não ter sentido de humor e a conversa do empreendedorismo já enjoa.
    E este “belo” casal realmente não tem vocação para este trabalho…

  3. Peço desculpa. Aquilo é realmente um grande produto. Pois serve para uma coisa incofessável: isto é; uma dona de casa compra aquilo e diz ao marido que serve para barrar qualquer coisa, blá, blá. O marido finge acreditar, ou acredita mesmo. Tudo acaba bem. O marido porque a mulher deixa de exigir o cumprimento dos deveres, e a mulher porque deixa de precisar do marido.

  4. Este vídeo é um pérola de surrealismo. E eu que pensava que o objecto na mão da menina era algo mais, digamos assim, fálico. Depois vi o vídeo e fiquei desiludida…

    Agora a sério, o que há de inovador naquele produto? Faz-me lembrar um catálogo que recebia nos Estados Unidos onde constavam coisas extraordinárias como desenroladores de papel higiénico com música ou jogo de motricidade (juro!) para peixes de aquário.
    Ohmmmm.

    PS- O discurso nem merce hermenêutica.

    1. Helena, por cá também há disso. Um catálogo com produtos inacreditáveis, cuja utilidade não se entende ou não é aquela que é publicitada. Há até um vibrador (óbvio), anunciado como massajador facial…

  5. E a Maria…. A Maria é que me mata, sempre com aquele ar de dona de casa que acabou de estender uma roupinha e ainda traz as molas da roupa no bolso direito do avental, sacudindo as migalhinhas e ajeitando a camisolinha, enquanto ouve o seu Aníbal, já a pensar se os legumes que tem no frigorífico darão para fazer uma sopinha muito riquinha para o jantarinho.

      1. ah Zélia só tu é que viste o que vi e só tu percebste o que eu percebi e a Ana não percebeu nada.Como, mas como, poderia o pobre do Anibal esboçar, pensar em esboçar, esboçar um pensamento acerca de um esquisso, de sorriso, com a dona Maria a mandar-lhe uns faróis daqueles, como se verifica na ponta final do filme. Além dela só mesmo o eng. Lavoura para dissertar sisudamente sobre o espremedor de nutela com graxa, ou lá o que é.

        1. Nah, nah, meninos. Nem pensem niso. O olhar de censura da cavaquíssima primeira dama não me escapou, mas é injusto e desperdiçado: o amantíssimo esposo não se altera com malandrices, passa-lhe tudo ao lado.

          1. Esse, sim, está a fazer um esforço sobre-humano para não desatar à gargalhada. Haja alguém normal dentro daquelas paredes!

  6. Por acaso aquele produto até pode ser útil, para pôr ao mesmo tempo azeite e vinagre na salada, sem nunca pôr nenhum deles a mais.
    Vou comprar.
    Nos restaurantes vai substituir os tradicionais galheteiros.

    1. Só para quem puser exactamente a mesma quantidade de azeite e vinagre na salada, o que não é nada recomendável.
      Gostava de ver isto nos restaurantes… as reacções dos clientes dariam um belo programa de apanhados.

  7. Não vou sequer atrever-me a dizer o que me passou pela cabeça enquanto via o vídeo, e ria, sem me preocupar em “abafar uma gargalhada”. Mente perversa a minha. Isto não me fica nada bem. Confesso que desconhecia a pérola.

  8. A ‘empreenderem’ assim mais vale ficarem quietos. Que ridículo. O casal de Belém já se sabe como é, Ana. Nada a fazer, são poucos os que melhoram com a idade.

  9. O producto não terá sido uma indirecta à 1ª dama (salvo seja).
    É que com um bocadinho de jeito (muito jeito, eu sei), podia ser que a senhora ficasse com melhor cara.
    São mesmo um casal ridículo.
    E nós a pagar-lhes as mordomias…

      1. De facto
        Mas este, há muito que deixou de ser um qualquer.
        É uma nulidade.
        Não serve para nada, a não ser viver à nossa custa.

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