Somos de uma só palavra


jmmcc,

Um dos títulos grandes desta sexta-feira é inesperado: «Constâncio vai mandar na supervisão do Banco Central  Europeu». Nem-mais-nem-menos. Podem os europeus dormir descansados a partir de agora, que a crise financeira fica em boas mãos. É que nem tentem desistir dele e mandá-lo de volta. Os portugueses são pessoas de palavra: a gente dispensou-o, está dispensado. Boa sorte, europeus.

20 comentários em “Somos de uma só palavra”

      1. Saudade, palavra que só no nosso país tem significado! O homem que tenha um ataque de amnésia, porque nunca se sabe o que ele pode mandar com as saudades. Será a vez de os outros o aturarem. Ele que não as sinta, nem mande de lá nada. Que cada vez que ele se lembre do pais onde nasceu, que tenha “brancas”. Que os telefones e telemóveis avariem, cada vez que ele pense e no pais onde nasceu. Eu até tenho medo de falar no nome do pais, porque ele pode ler este blogue.

  1. Subscrevo inteiramente e reitero os meus desejos de boa sorte! Para os europeus, claro. Quanto a nós, se está dispensado….
    Já não era sem tempo …

  2. Então, está certo. Há quem exporte “competências”. Nós exportamos “incompetências”. Já mandámos para “o estrangeiro” Durão, Guterres, Sampaio. Agora mandamos Constâncio. Daqui a pouco tempo, se “o estrangeiro” quiser, mandamos Sócrates.

      1. Já exportámos o Barroso !
        Pensam que os europeus se vão deixar enganar ad aeternum ?
        Est modus in rebus, meus caros, que é como quem diz, bem basta o que basta…

  3. Está bem visto, não haja dúvida! Se para cá, a sua supervisão nem para a ‘infravisão’ servia, na Europa, então, é que vai ser bonito. O pior é que, embora não parecendo, apesar de tudo ainda somos também europeus.

  4. Parece bastante surreal a eleição de Vítor Constâncio para vice-presidente do Banco Central Europeu. Não só porque houve um “casamento” de conveniência feito em Bruxelas entre franceses e alemães, mas principalmente pelo seu péssimo desempenho no cargo de Governador do Banco de Portugal. Não se deve escamotear escândalos como os do BPN e BPP nem tampouco desresponsabilizar o papel fiscalizador do Banco de Portugal. Se o seu responsável falhou na supervisão bancária e inclusive foi censurado pelo partido do qual já fez parte, não sei como poderá ter êxito na política monetária europeia. Assim, deveria haver mais prudência em torno desta nomeação para que nem o patriotismo de ocasião rejubile.

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