![mw-860[1].jpg mw-860[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2019/21624340_yn2M9.jpeg)
A propósito da indignação que ontem aqui expressei pela recusa da Assembleia da República em exprimir solidariedade a Bernardo Silva, jogador titular da selecção nacional injustamente acusado de práticas racistas pela Federação Inglesa de Futebol, recordo alguns votos solidários que o mesmo órgão institucional aprovou num passado nada distante:
– Solidariedade com a operária corticeira Cristina Tavares:
– Solidariedade com os presos políticos sahrauis;
– Solidariedade com os presos políticos palestinos;
– Solidariedade com Cuba, exigindo o fim do bloqueio comercial;
– Solidariedade com a “comunidade trans”.
Para que os leitores ajuízem do contraste. Como se os deputados, em vez de representarem todos os portugueses nos termos em que a Constituição da República determina, representassem só alguns.
Azar do Bernardo, não ser operário corticeiro nem membro da “comunidade trans”.

Repugnante.
JSP
Se a operária Cristina tivesse sido despedida por um empresário de etnia cigana, de que lado ficava o BE?
Se a Cristina fosse o operário Cristiano homem despedido por uma mulher de que lado ficaria o BE?
lucklucky
Não deixa de ser curioso como mais vozes (até vozes capazes) vieram em defesa do cr7 no caso Mayorga do que neste.
O delito de opinião (neste caso nem opinião era) é tão desvalorizado…
O mais interessante na pena é o curso que é obrigado a tirar. Relembra campos de reeducação. Ou o Laranja Mecânica.
Já esteve mais longe o dia em que o Parlamento seja obrigado a pedir desculpas àJoacine, em nome do país, pelos crimes contra os seus antepassados.
E também o apoio que veio até do papagaio grande, ao caso da menina Mayorga vs CR7.
Esse será o caso mais comparável e mesmo assim não deixa de ser o poder legislativo a meter o bedelho no poder judicial de outros países.
Continuo a achar que tinham outras coisas melhores para fazer.
A federação inglesa de futebol não é “poder judicial”, Paulo.
Ainda não, creio.
Referia-me ao caso da menina Mayorga. Essa era judicial de facto.
Não me lembro de o parlamento se ter pronunciado sobre isso. A menos que a tal menina fosse moradora na Faixa de Gaza.
Sim é verdade, a tomada de posição foi do presidente, por não ter nada de mais importante para fazer, e não do parlamento.
O parlamento tem, de facto, coisas muito mais importantes a tratar. Como solidarizar-se com o povo palestino e o povo boliviano e o povo saharui (mas não com o povo cubano nem com o povo iraniano nem com o povo venezuelano nem com o povo norte-coreano nem com os estudantes que lutam pela democracia em Hong Kong).
“Azar do Bernardo, não ser operário corticeiro nem membro da “comunidade trans”.”
Se eles fosse gay outro galo lhe cantaria.
there’s a joke lurking in there somewhere
Pedro,
Penso, tenho a certeza, que a assembleia da república tem temas mais pertinentes para apreciar e debater que aqueles que referes.
Solidariedade com Bernardo Silva?
Bernardo como todos nós tem de compreender a dimensão do privado e do público.
Se tivesse enviado um “e-mail” ao Mendy com o mesmo conteúdo era um assunto entre os dois.
Ao enviar o “e-mail” (no sentido figurado) para um milhão de seguidores do “twitter” colocou-se à mercê dos novos inquisidores do politicamente correcto.
Agora o que é aqui discutível é o castigo profissional de uma atitude tomada no âmbito da (falta de) cidadania.
Se Bernardo Silva e Mendy fossem varredores da câmara de Setúbal faria sentido a câmara suspender Bernardo, um dia sem poder varrer, por um twitter enviado fora do horário de trabalho, mais uma multa de 50 000 euros?
Agora um assunto que não abordas e que se deveria levar até às últimas consequências é que se o PS considera Bernardo Silva racista o jogador poderá continuar a representar a selecção nacional.
A bola está do lado do PS que na minha opinião terá de tomar uma posição inequívoca sobre isto.
Espera sentado, Pedro.
O combate ao racismo, com ou sem aspas, só acontece quando dá jeito.
Nunca participou nos acampamentos da encenadora virtual, catarina……..
São mesmo hipócritas e nazistas/comunistas do piorio …..
A.Vieira
Tem toda a razão.
E quando perceberem que ninguém escapa ao absurdo persecutório e não há puros, será tarde demais. Já terão sacrificado uns tantos de fomentado a pior das reacções.
E depois ficam admirados quando o Ventura duplica as intenções de voto. Acho que as pessoas têm de começar a ser devidamente informadas… por jornalistas isentos. Vejam aquela do aproveitamento político do Ventura na manifestação dos polícias… então o homem aproveitou-se? O homem apenas veio apoiar e solidarizar com um tema e com uma comunidade, cumprindo com a sua linha de atuação. Os polícias sempre foram uma das suas bandeiras… nunca os diminuiu, nunca os ofendeu. E apenas falou porque milhares lhe pediram para falar.
Aproveitamento é o bloco de esquerda, que veio mostrar o seu apoio, mas que no fundo deviam ter vergonha de tanta hipocrisia. Quer dizer… à um ano o mamadou ba veio ofender os polícias e a polícia e ninguém do bloco veio publicamente reprovar aquelas tristes declarações… e agora vêm dar apoio à manifestação, tentar convencer os desgraçados que gostam muito deles.
É isto que temos… o politicamente correto de esquerda, enraizando-se no mundo à dez anos e só agora é que as pessoas começam a dar fé da pancada.
Há sempre quem durma bem depois de defender em blogues proto-puritanos, o habitual caldo de legalidades constitucionais, regras de jogo democráticas, silenciamento de vítimas perante as aberrações de evidentes génios e demais causas com ecos no passado, a partir dos cataventos políticos e ao serviço de uma anterior ordem supostamente superior e, até acabe a descobrir que um indivíduo que não cumpriu as regras a que ele era obrigado – e que não, nunca o ouvi a reclamar delas/contra elas! Apenas o li a lamentar o que tinha feito, no que interessava de facto – é apresentado, se não como (mais) um verdadeiro exemplo de vítima, pelo menos de vítima igual à Cristina Tavares (embora esta nem tenha lamentado nada de nada)!
Eu até poderia dizer que o “politicamente incorrecto” anda desnorteado mas, em abono da verdade, isso é uma impossibilidade: isso seria dizer que “ele”, “Era uma vez”, até foi norteado… e para isso teria de dizer que, se ele alguma vez até teve um Norte, ele apenas se situou exactamente lá para o Norte, para os polos arianos que, ao longo da História, vão descobrindo arianismos e necessidades políticas de, a qualquer custo, os manterem como tal.
Claro, o CDS reduzido a 5 deputados, precisa de erguer moinhos contra os quixotes do IL e do Chega e até se tem destacado como o verdadeiro Quixote… não sei é se não vem um pouco atrasado…