Oitenta mil milhões de razões para comemorar. Este é o sinal exterior de pobreza que justifica a entusiástica celebração do líder que decorre por estes dias em Matosinhos. José Sócrates, o andor, é carregado em delírio por Almeida Santos, António Costa, Manuel Alegre e António Vitorino. Não há peso que os vergue. Não há bico de papagaio que os tolha. Não há joanete que os faça suster a marcha. Esta é a hora de dobrar a espinha pelo querido líder. Este é o momento certo para celebrar os 150.000 desempregos, as medidas em matéria de abandono de família, as taxas demolidoras da saúde, as parcerias impúdico-privadas e as empresas públicas falidas. Brindemos então, camaradas. A tudo isso e à dívida pública descontrolada, à bancarrota e ao FMI. E sobretudo, que não falte a voz para gritar loas e panegíricos ao Secretário-Geral. Na falta de estatura política, celebre-se José Sócrates, esse fantástico Homem de Estrado. Na indiferença pelo interesse do país, que permaneçam ainda o palco, a ribalta e o sentido de estrado. Na falência do Estado Social que não falte estrado social que vos sustente todos os desmandos. À vossa, e que vos faça bom proveito, com a certeza de que em Matosinhos se festeja um período histórico absolutamente desastrado.
Sócrates, um Homem de Estrado
Rui Rocha,

Boa, Rui.
Perderam totalmente a noção da realidade e da decência, Rex.
A sucessão das carantonhas, como alguém aqui já escreveu, é de arrepiar.
Que mal fizemos nós para nos acontecer isto?
Nada, Alberto. Não fizemos nada. E deixámos isto crescer até roer as fundações do nosso país.
Esqueceu-se aí do (matri)mónio dos fanchonos, dos abortos a fundo perdido, da (orto)grafia de ignorantes. Um nojo!
Cumpts.
Não me esqueci, Bic. E não creio que essas sejam medidas pelas quais Sócrates deva ser criticado, embora nenhuma delas retrate as minhas orientações ou a minha visão do mundo.
Hoje a minha mulher obrigou-me a ver o Telejornal pois já à dois dias que não víamos noticias aqui em casa. Assisti estupefacto e, reconheço, com uma ou outra espinha da Perca no forno que ela tinha feito para o jantar, atravessada na garganta, ao desfile de hipocrisia, de mentira e de manipulação que os diversos jornalistas enviados àquela “SOCIALIST PARTY” se tornaram cúmplices ao não arregimentarem um palavra critica, uma duvida sequer, acerca do que estavam a veicular.
Este é também um legado do Socratismo: Um jornalismo sem coluna vertebral, onde tanto na RTP como nos restantes canais são ‘funcionários públicos’ como a Judite admitiu (se bem que ela acha que já não é, coitada).
Podíamos até pensar que os jornalistas por alguma razão, seja o buraco do ozono ou as radiações vindas do Japão se tivessem transformado todos em idiotas mas depois vimos a reportagem do congresso do PSD-M e percebemos que apenas estão a ‘salvar o couro’, porque mesmo já não existindo ‘Tarrafal’, o desemprego e o degredo são sítios difíceis de viver
Está tudo dependente do estrado social, Carlos Alberto.
Excelente post .
Parabéns.
Pena é, que a missa tenha continuidade nas TV’s .
Não há qualquer critica, só velada e sempre pelos mesmos.
Vozes como a sua fazem falta para abrir os olhos a um país perto da miséria total
Vamos pagar tudo isto, António Maria.
O problema é que somos sempre os mesmos a pagar.
Os Coelhos, Varas e quejandos, NÃO.
Até quando?
Tem razão: até quando?