Fiquei esta manhã a saber que resolveu sair do PS. Não estranho. Há cartões mais valiosos. E que dão mais crédito. Só lamento que lá tenha entrado, mas já agora espero que outros lhe sigam o gesto. Os que com ele andaram ao colo, que lhe deram vitória esmagadoras em congresso e agora o criticam, bem como a Manuel Pinho, como se tivessem peçonha. Amigos, pois claro.
sócrates
Sérgio de Almeida Correia,

Mas não ficaram chocados com.
“O dinheiro é dos Estado, é do PS”
“Quem se mete com o PS leva”
Um caso de corrupção é de lesa majestade, mas toda uma cultura de um Partido-Estado já não é problema.
Os que o foram visitar a Évora e foram ministros e Secretários de Estado?
O que diria o Dr. Almeida Santos?!
“Tenho uma grande admiração por ele!”
“Acredito que ele é um homem sério!”
03/12/2014
https://www.youtube.com/watch?v=FXicbKv0 qwM
Uma coisa não invalida a outra. E este já não está entre nós para se defender.
É chegada a hora de Sócrates soprar no trombone.
Com os beiços virados para “os que com ele andaram ao colo”.
Quem não se lembra da beatificação em andor do zé de Matosinhos?
O PS “abriu a caixa de pandora” ao trazer agora o nome de José Sócrates “de uma forma avulsa” para o debate político, em vez de fazer “uma necessária e serena reflexão política sobre o caldo de corrupção que ainda por aí está”. É Manuel Alegre, histórico do PS, que lança o aviso. “Sinto um grande mal-estar com tudo o que se passou, mas não sou um justiceiro ou um justicialista. Não confundo suspeitos com condenados”, afirmou ao PÚBLICO.
https://24.sapo.pt/jornais/nacional/4090/2 018-05-04#&gid=1&pid=4
Embaraco mútuo.
E tem razão.
Correram a abraçá-lo, agora correm a escorraçá-lo. E serenidade para introspecção não interessa, importa é a visibilidade.
Comos quandos e por-quens tais personalidades terem sido alcandoradas não convém apurar, pode derrear alguns que ainda flutuam.
E sim, suspeitos não são condenados. Nenhum suspeito em liberdade tem os seus direitos cerceados.
É no entanto uma questão de ética suspender de funções quem trabalha naquilo que é suspeito ter prejudicado. Não direi que “à mulher de César não basta ser séria…” porque o PS anda com azar com gregos e romanos; mas é essa a ideia.
Sócrates deixou de ser militante. Antes de tal talvez devessem ter pensado em suspendê-lo: a tal reflexão.
Deputado Paulo Campos vive com ajuda dos pais
O deputado socialista e antigo secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, confessou numa entrevista à SIC Notícias que aos 47 anos também sente a austeridade e vive mensalmente com ajuda financeira dos pais.
“com ele andaram ao colo, que lhe deram vitória esmagadoras em congresso”
Não são todos (incluindo os do governo actual)???
Não… não basta o Sócrates… nem outros tais.
O partido, os partidos é que devem entregar os próprios cartões à entidade competente e saírem de cena.
E, sobre os escombros, construir-se algo de novo.
Algo que garanta o bem comum.
Algo que nos ponha a salvo desta máfia avassaladora.
João de Brito
Quem andou com Sócrates ao colo foi o candidato a PR, Mário Soares.
Soares foi a primeira visita de Sócrates em Évora, tal como de Betino Craxi na Tunisia.
Rui Mateus é que queria colinho mas não teve sorte.
Reaça
Seria interessante fazer uma lista das figuras que foram a Elvas visitar o Sócrates e registar o que então disseram. E não foi só o Mário Soares, foram muitos outros, alguns para serem vistos, como foi o caso do Fernando Gomes, que agora se anda a mostrar pelos futebóis, no caso como amigo e colaborador do dono do FCP.
Já agora não apenas no PS…
E, se não fosse pedir muito, aproveitavam o embalo e seguiam-no os que estão na vida pública “independente” que ora é amarela ora é violeta às bolinhas desde que o saquinho seja azulado.
Falar ou escrever sobre Sócrates nesta ocasião nada mais é que desviar o foco da actualidade para aspectos secundários. Sócrates e outros são casos de justiça e não de política.
Por outro lado, a problemática em torno destes e outros casos revela que a política esgotou-se em todos seus modelos representativos, e faz-se um atalho pela via do moralismo para fazer parecer que se está fazer política.
Em Portugal não faltam espaços, palcos, capelas e igrejas para este tipo de prelecção. Como tal, não considero adequado e próprio que os pastores da política façam desta actividade um coliseu onde se aponta o dedo para cima ou para baixo conforme a conveniência do público. César e outros souberam fazer isto muito bem relativamente aos cristãos; e agora usa-se a mesma técnica interpares.
Resta-me desejar que não apareça alguém demasiado lúcido que ateie fogo às cidades, para que, tal como em Roma aconteceu, desapareça também o templo de Júpiter, o deus dos deuses, e o lar das virgens vestais.
O modelo a ser criticado e alterado é o da representatividade, devolvendo à sua procedência o interesse político. Mas isto não se faz com pseudo-regionalismos nem tampouco com um povo que faz da moral um percurso político. A esquerda, onde se inclui o PS, com maior predominância no PS e no BE, os modernistas da século XXI, fazem lembrar a moral de outros tempos, canalizando-a para fins bem mais cruéis que a moral antiga. Tudo em nome do humanismo dos fortes ou dos fortalecidos. Fracos e desprotegidos só se contabilizam aqueles que recebem uma esmola do orçamento para parecer que com estes se preocupam.
Ora, não é a classe política visível que deve preocupar quem está atento, mas essencialmente os invisíveis que oportunisticamente se espalham pelas mais diversas instituições e serviços ao serviço dos partidos e não da sociedade.