sócrates


Sérgio de Almeida Correia,

Fiquei esta manhã a saber que resolveu sair do PS. Não estranho. Há cartões mais valiosos. E que dão mais crédito. Só lamento que lá tenha entrado, mas já agora espero que outros lhe sigam o gesto. Os que com ele andaram ao colo, que lhe deram vitória esmagadoras em congresso e agora o criticam, bem como a Manuel Pinho, como se tivessem peçonha. Amigos, pois claro.

15 comentários em “sócrates”

  1. Mas não ficaram chocados com.

    “O dinheiro é dos Estado, é do PS”

    “Quem se mete com o PS leva”

    Um caso de corrupção é de lesa majestade, mas toda uma cultura de um Partido-Estado já não é problema.

  2. Os que o foram visitar a Évora e foram ministros e Secretários de Estado?

    O que diria o Dr. Almeida Santos?!

  3. É chegada a hora de Sócrates soprar no trombone.
    Com os beiços virados para “os que com ele andaram ao colo”.
    Quem não se lembra da beatificação em andor do zé de Matosinhos?

  4. O PS “abriu a caixa de pandora” ao trazer agora o nome de José Sócrates “de uma forma avulsa” para o debate político, em vez de fazer “uma necessária e serena reflexão política sobre o caldo de corrupção que ainda por aí está”. É Manuel Alegre, histórico do PS, que lança o aviso. “Sinto um grande mal-estar com tudo o que se passou, mas não sou um justiceiro ou um justicialista. Não confundo suspeitos com condenados”, afirmou ao PÚBLICO.

    https://24.sapo.pt/jornais/nacional/4090/2018-05-04#&gid=1&pid=4

    1. E tem razão.

      Correram a abraçá-lo, agora correm a escorraçá-lo. E serenidade para introspecção não interessa, importa é a visibilidade.
      Comos quandos e por-quens tais personalidades terem sido alcandoradas não convém apurar, pode derrear alguns que ainda flutuam.

      E sim, suspeitos não são condenados. Nenhum suspeito em liberdade tem os seus direitos cerceados.
      É no entanto uma questão de ética suspender de funções quem trabalha naquilo que é suspeito ter prejudicado. Não direi que “à mulher de César não basta ser séria…” porque o PS anda com azar com gregos e romanos; mas é essa a ideia.

      Sócrates deixou de ser militante. Antes de tal talvez devessem ter pensado em suspendê-lo: a tal reflexão.

  5. Deputado Paulo Campos vive com ajuda dos pais

    O deputado socialista e antigo secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, confessou numa entrevista à SIC Notícias que aos 47 anos também sente a austeridade e vive mensalmente com ajuda financeira dos pais.

  6. “com ele andaram ao colo, que lhe deram vitória esmagadoras em congresso”

    Não são todos (incluindo os do governo actual)???

  7. Não… não basta o Sócrates… nem outros tais.
    O partido, os partidos é que devem entregar os próprios cartões à entidade competente e saírem de cena.
    E, sobre os escombros, construir-se algo de novo.
    Algo que garanta o bem comum.
    Algo que nos ponha a salvo desta máfia avassaladora.
    João de Brito

  8. Quem andou com Sócrates ao colo foi o candidato a PR, Mário Soares.

    Soares foi a primeira visita de Sócrates em Évora, tal como de Betino Craxi na Tunisia.

    Rui Mateus é que queria colinho mas não teve sorte.

    Reaça

    1. Seria interessante fazer uma lista das figuras que foram a Elvas visitar o Sócrates e registar o que então disseram. E não foi só o Mário Soares, foram muitos outros, alguns para serem vistos, como foi o caso do Fernando Gomes, que agora se anda a mostrar pelos futebóis, no caso como amigo e colaborador do dono do FCP.

  9. Já agora não apenas no PS…

    E, se não fosse pedir muito, aproveitavam o embalo e seguiam-no os que estão na vida pública “independente” que ora é amarela ora é violeta às bolinhas desde que o saquinho seja azulado.

  10. Falar ou escrever sobre Sócrates nesta ocasião nada mais é que desviar o foco da actualidade para aspectos secundários. Sócrates e outros são casos de justiça e não de política.
    Por outro lado, a problemática em torno destes e outros casos revela que a política esgotou-se em todos seus modelos representativos, e faz-se um atalho pela via do moralismo para fazer parecer que se está fazer política.

    Em Portugal não faltam espaços, palcos, capelas e igrejas para este tipo de prelecção. Como tal, não considero adequado e próprio que os pastores da política façam desta actividade um coliseu onde se aponta o dedo para cima ou para baixo conforme a conveniência do público. César e outros souberam fazer isto muito bem relativamente aos cristãos; e agora usa-se a mesma técnica interpares.
    Resta-me desejar que não apareça alguém demasiado lúcido que ateie fogo às cidades, para que, tal como em Roma aconteceu, desapareça também o templo de Júpiter, o deus dos deuses, e o lar das virgens vestais.

    O modelo a ser criticado e alterado é o da representatividade, devolvendo à sua procedência o interesse político. Mas isto não se faz com pseudo-regionalismos nem tampouco com um povo que faz da moral um percurso político. A esquerda, onde se inclui o PS, com maior predominância no PS e no BE, os modernistas da século XXI, fazem lembrar a moral de outros tempos, canalizando-a para fins bem mais cruéis que a moral antiga. Tudo em nome do humanismo dos fortes ou dos fortalecidos. Fracos e desprotegidos só se contabilizam aqueles que recebem uma esmola do orçamento para parecer que com estes se preocupam.
    Ora, não é a classe política visível que deve preocupar quem está atento, mas essencialmente os invisíveis que oportunisticamente se espalham pelas mais diversas instituições e serviços ao serviço dos partidos e não da sociedade.

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