LAUREN BACALL
“Se precisares de mim, é só assobiares.”
Bastou-lhe esta frase, dita a Humphrey Bogart, para lhe valer uma entrada directa na história do cinema. O filme era Ter ou Não Ter, de Howard Hawks (1944). Logo vieram outros: À Beira do Abismo (1946), Prisioneiro do Passado (1947), Paixões em Fúria (1948). Ela continuava a fitar Bogie com aquele jeito único de baixar a cabeça e levantar os olhos, como se fosse muito tímida. Sempre enigmática, de uma beleza fora dos padrões convencionais, dotada de uma prodigiosa fotogenia.
Fez inúmeros filmes em mais de seis décadas de carreira. Mas nenhuma frase dela nos marcou tanto como aquela inicial. Assobiamos. Para que volte sempre.
Nasceu a 16 de Setembro de 1924 (tem 85 anos).


“Assobiamos para que volte sempre”, não podias acabar o texto de melhor maneira. Esta mulher respira classe por todos os poros.
É verdade, Teresa. Sempre foi assim – desde o primeiro filme em que entrou, quando tinha apenas 20 anos (e onde se apaixonou por um homem bem mais velho).
Ah!Ah! Ias lá perder a oportunidade de mandar a piadinha. Só que o Boogie era uma estrela de Hollywood em ascensão (apesar de já não ser novo) quando ela o conheceu. O Boogie era especial.
Não sei se era novo ou não, Teresa: ele tinha 45 anos quando se conheceram. Mais do dobro da idade dela.
Com 45 anos já era um homem de meia idade e ela tinha acabado de sair da adolescência. Mas no plateau com o Boogie qualquer jovenzinha se impressionaria, claro.
Hum, por essa lógica qualquer moçoila de cinquenta e picos sucumbiria num plateau de mestre Oliveira.
Não querias mais nada? A partir dos setenta capacidade de sedução só mesmo a da conta bancária. Nem as miúdas de 50, creio eu, sucumbem ao “charme” de septuagenários.
Se o Clint Eastwood te ouve, dispara a Magnum…
Até vocês envelhecem inapelavelmente. E ficam, com o tempo, uns trastes. É a vida 🙂
Com uma ainda mais bela voz arranhada. Para mim uma das mulheres mais bonitas do grande ecrã. A provar que a beleza se faz muito de charme e personalidade.
É verdade, Cristina. A voz dela também ajudava – e de que maneira – a compor o charme.
Está, legitimamente, em “sobreviventes”, mas não estaria nada mal em “belles toujours”.
Nada mal mesmo, Mike. Tanto que até já passou por lá.
Ups!
Muito bem! E, também, concordo com o Mike.
:)))
Óptimo. Já somos vários a concordar com o Bogart.
Lauren Bacall e Humphrey Bogart num filme de Howard Hawks que já não revisito há anos.
Já sei o que fazer hoje à noite!
Falta o complemento da frase que lhe dá o picante.
“Sabes assobiar não sabes”?
Tem toda a razão.
Divina…