KIRK DOUGLAS
Conheço poucos actores que tenham entrado em tantas obras-primas dos mais variados géneros – do épico ao negro, da comédia ao drama, do western ao filme de aventuras. Na tela foi Spartacus, Van Gogh, Doc Holliday, o capitão Nemo. Entrou num dos melhores noirs de sempre (O Arrependido, 1947), na mais genial sátira do jornalismo (O Grande Carnaval, 1951), numa assombrosa viagem aos bastidores de Hollywood (Cativos do Mal, 1952), num fabuloso filme anti-guerra (Horizontes de Glória, 1957). Filmou com quase todos os grandes mestres – Minnelli, Wilder, Kazan, Huston, Aldrich, Kubrick, Wyler, Mankiewicz.
É uma lenda viva do cinema.
Nasceu a 9 de Dezembro de 1916 (tem 93 anos).


“When you become a star, you don’t change – everyone else does”
:))
Excelente frase. E ele sabe bem do que fala.
Um homem de extraordinária versatilidade. Já do filho não poderá dizer-se o mesmo: começou (preguiçosamente) por ser apenas filho e demorou anos a apurar-se q.b., como se tem visto.
O melhor do filho é mesmo… a Zeta-Jones.
Pedro, passe a frase feita, ser-se filho de alguém com esse carisma não deve ser fácil… No entanto, por poucas vezes, Michael Douglas foi excepção, digo eu. Mas, também, estou de acordo consido Zeta Jones é uma mulher e uma acctriz muito interessante;))
Bom gosto, Maria. Bom gosto.
Boa tarde a todos. A versatilidade de Michael Douglas pode ser comprovada pelos filmes que produziu durante os anos 70 e por aqueles em que participou como actor nos anos 70, 80 e 90. Se calhar perde na comparação com o pai, mas ofereceu-nos o inesquecível Gordon Gekko em Wall Street e o “marado” Nick Curran (acho que é este o nome da personagem) em Instinto Fatal.
Abraços cinéfilos
Tem alguma versatilidade, sim senhor. Logo no primeiro grande filme em que surgiu, ainda nos anos 70, demonstrou isso, ao lado de Jane Fonda – ‘A Síndroma da China’. Gostei de o ver também na comédia negra ‘A Guerra dos Rosas’ e sobretudo nessa obra-prima dos anos 90 que é ‘Um Dia de Raiva’ (‘Falling Down’), de Joel Schumacher.
Também gosto do Michael, além de que é bem mais giro que o pai.
E eu prefiro a nora do Kirk, bem mais gira do que o sogro. Quero eu dizer: com o dobro do talento.
E ainda ajudou a destruir as listas negras de Hollywood ao escolher para o Spartacus um argumentista que por lá andava.
Certíssimo, João André. Esse é um aspecto que não costuma ser referido na carreira de Kirk Douglas no cinema – o de produtor. Foi um dos primeiros actores a arriscar a produção independente. E a desafiar o poder dos grandes estúdios contratando Dalton Trumbo como argumentista de ‘Spartacus’.