JEANNE MOREAU
Há caras que não nos enganam. Ela tem uma dessas caras. Os olhos magoados, a boca sensual, o lábio inferior ligeiramente descaído, dando-lhe um ar de amuo permanente. A cara, tão expressiva, fez a aura desta actriz – uma das maiores estrelas de sempre do cinema francês. Vimo-la nesse fabuloso noir de Louis Malle que se intitulou Ascenseur pour l’Échafaud (1957), ao som de Miles Davis. Ou, de novo dirigida por Malle, imortalizada em Os Amantes (1958). Ou, no mais singular dos triângulos amorosos, em Jules e Jim (1961), de Truffaut. Ou na excelente versão do Diário de uma Criada de Quarto, de Buñuel (1964). Ou, ao lado de Brigitte Bardot, em Viva Maria, ainda de Malle (1965). E em tantos outros filmes que lhe fizeram perdurar o inigualável rosto com que todas as câmaras pareciam querer fazer amor.
Nasceu a 28 de Janeiro de 1928 (tem 82 anos).


Lembro-me bem do ‘Ascenseur pour l’Échafaud’ (un vrai noir) e do ‘Viva Maria’. Revia agora os dois de bom grado.
A Moreau é inconfundível, de facto. Também ficou a apetecer-me rever alguns destes filmes, e ver alguns que nunca vi. Ascenseur pour l’Échafaud, por exemplo.
Vê, Ana. Quando puderes, vê.
Se conseguir encontrá-lo…
Mas olha, deste-me uma ideia. Depois conto.
Não será fácil encontrá-lo. É um daqueles filmes que nunca mais consegui rever, como ‘O Ovo da Serpente’, de Bergman.
também magnífica no querelle de fassbinder
E que sobrevivente, Pedro! De todos o meu preferido, ou onde acho que ela está lindamente é Ascenseur pour l’Échafaud. Mas, pensando bem, em Jules e Jim e Viva Maria também está de se lhe tirar o chapéu. Aqui só entre nós: seriam só as câmaras? Que mulher!
‘Ascenseur pour l’Échafaud’ tem também uma soberba banda sonora, de Miles Davis. Que é um dos discos da minha vida.
Boa noite Pedro,
E esqueceu-se desse fabuloso ” Uma história Imortal” de Orson Wells.
Um dos mais belos rostos do cinema.
Cumprimentos
Muito bom, também. Um Welles no Oriente.
Enganou-me bem.
Até parece a Scarlet.