«A iniciativa “Noiv@s do Arraial”, destinada a celebrar a legalização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, é a principal novidade da 14.ª edição do Arraial Pride, que decorre a 26 de junho em Lisboa. “Queres casar? Casa no arraial. Com ele, com ela, com o que tu quiseres. Oferecemos-te tudo para que te cases”, promete a Associação ILGA Portugal, que organiza o maior acontecimento LGBT (lésbico, gay, bissexual e transgénero) do país no âmbito das Festas de Lisboa.»
«[…] a festa é de acesso gratuito e é também “uma oportunidade para todas as famílias se divertirem”, já que haverá actividades para todas as idades que vão permitir “brincar, cantar, dançar, desenhar, aprender, pensar, filosofar, ver e ouvir histórias, correr e crescer“. A programação inclui “speed dating”, tango livre, “performances” e a segunda edição dos “queer games”, em que o público vai poder disputar a maratona das nazarenas e o arremesso da canasta […]»
Muito apelativo, José. Gostas da ideia de filosofar? Pois eu gostei de crescer. Só receio que haja por lá muitos casos – como diria Vítor Constâncio – de crescimento negativo…
Andas numa de crescer? Eu não. Eu estou numa de filosofar no Arraial Pride. É mais “moderno”. Abraço, meu caro!
a minha parte favorita e “casa (…) com o que tu quiseres”. brilhante.
Tu queres ver que os mentores do Arraial Pride são seguidores dos testes de Direito Constitucional do Prof. Paulo Otero? Esta do “casa com o que tu quiseres” é de facto soberba…
Na volta são subsidiados pelo Estado…
É francamente provável.
Que coisa burra.
Coisa burra, mas “moderna”.
Breguice ‘gay’ no seu melhor. Só falta a eleição da Miss Costureirinha, como n’ «A Canção de Lisboa».
Exactamente… Esta coisa para a qual não arranjo adjectivo faz mais pelo preconceito contra os gays do que cinco visitas do Papa. Penso eu de que…
Há coisas que até seriam bem divertidas — e a falta que temos de boa diversão! — se não fossem tão tristes.
Acrescento prova da minha incultura: que é isso de
“transgénero”?
Pelos vistos, não sou só eu a sofrer de incultura…
A malta do “transgénero” deve designar o “que” na frase “casa com o que tu quiseres”.
Deve ser. Bem visto.
Arremesso da “canasta”?? Não sabia as nazarenas tão adeptas do baralho…
Na Lusa cada vez se escreve pior. A não ser que agora, “ao abrigo do novo acordo ortográfico” (como avisam todas as notícias, em rodapé), a sardinha se venda em canastas e as balzaquianas joguem a canastra.
Quanto à notícia propriamente dita, é patética.