Quem neste mundo conseguiria filmar com uma máquina resgatada de uma capoeira de galinhas, com objectivas obsoletas e projectores do tempo da maria castanha e no fim ser premiado em Cannes? Só tu. Já muito se escreveu sobre Dom Roberto, o filme de Ernesto de Sousa que com um orçamento ridículo conseguiu o reconhecimento internacional em 1963, mas poucos sabem até que ponto esse milagre se deveu ao teu engenho e arte.
Quem trabalhou no período que ficou perdido entre o que se convencionou chamar “época de ouro do cinema português” e o cinema novo atravessou o deserto, mas protagonizou histórias que dariam elas próprias um filme. O da tua vida, que hoje completa 93 anos, poderia chamar-se Cinema Paraíso parte II. Parabéns, tio.


Então a Teresa tem antecedentes familiares em Águeda? Que giro, já somos dois!
Quem diria, Lavoura, que ainda iríamos descobrir pontos em comum.
Merecida homenagem ao teu tio, um grande senhor do cinema português, Teresa.
Agradeço-te por ele o cumprimento, sem dúvida merecido 🙂
Parabéns, tio da Teresa! 🙂
🙂