Assunção Cristas anunciou hoje que o CDS apresentará durante o debate do Orçamento do Estado para 2017 uma proposta destinada a obrigar os partidos a pagar IMI.
Aplaudo a proposta, naturalmente.
Assunção Cristas anunciou hoje que o CDS apresentará durante o debate do Orçamento do Estado para 2017 uma proposta destinada a obrigar os partidos a pagar IMI.
Aplaudo a proposta, naturalmente.
Entretanto, sucedem-se as movimentações para revogar o corte de 10% nas subvenções dos partidos.
Vamos ver qual das propostas passa…
Aposto que os partidos continuarão isentos de pagamento de IMI. A “justiça fiscal” serve para bonitas proclamações teóricas, mas na hora da verdade cada um trata de orientar a política tributária de acordo com os seus interesses.
O futuro próximo demonstrará se não tenho razão.
Já somos dois.
Só aos partidos? As outras organizações sem fins lucrativos ficam de fora? A igreja? Vamos conjunturalmente tornar o sistema um pouco mais absurdo, criar mais uma particularidade? E os outros impostos, acompanham a epifania de que os partidos não merecem benefícios fiscais? Ou é só esse benefício que é imerecido? Porquê?
Se calhar isso é tudo só para lixar o PC, e entalar o governo. Bem lixado (e entalado), mas esta não é propriamente a única prática fiscal duvidosa do partido Avante!
Mais de 30 milhões de euros em património imobiliário isentos de IMI apenas por pertencer a partidos, num país tão carente de recursos financeiros, é um privilégio inaceitável. Sobretudo quando beneficia partidos que passam o tempo a clamar contra os privilégios. 8-29-Partidos-com-30-milhoes-isentos-de-I MI cp-e-o-partido-portugues-com-mais-patrim onio-imobiliario-1798506.html
http://expresso.sapo.pt/politica/2016-0
Acha bem que o PCP, um dos maiores proprietários de imobiliário do País, esteja isento do pagamento de IMI?
http://www.tsf.pt/portugal/interior/p
Trata-se somente de guerrilha política contra o PCP e, por arrasto, contra a maioria que sustenta o governo. Não tem quaisquer consequências relevantes para a arrecadação total de impostos. É só lançar poeira para a discussão.
Que o edifício do antigo Hotel Vitória – nos Restauradores, na Baixa de Lisboa – esteja isento de IMI é escandaloso. Sobretudo tendo em atenção que se trata de um “centro de trabalho” de um partido que faz gala em combater os privilégios.
Bem prega frei Tomás…
Só de lamentar que não se aplique a outros tais como associações nomeadamente clubes de futebol que facturam milhões. Sindicatos e muitos são de fachada. Ensino privado cujo objectivo é obter lucro como qualquer empresa. Organizações não-governamentais que dão para muitos parasitas. Igrejas etc, etc.
Há que começar por algum lado. Pois a meu ver deve começar precisamente pelos partidos.
Esse é um dos problemas, os nossos políticos não querem resolver problema nenhum, querem votos. Esta proposta é exemplo disso.
Esta proposta é um exemplo concreto de “justiça fiscal”. É fácil apregoá-la. Difícil é pô-la em prática.
Pedro esta proposta surge para ganhar votos, Há polémica sobre isto e o CDS avança, mas repare deixa de fora os clubes por exemplo.
Justiça fiscal é colocar todos a pagar. Não só os partidos, há partidos desde 74 e o CDS só agora percebeu que é injusto não pagarem IMI.
Mas concordo consigo, é melhor os partidos pagarem do que não pagarem.
Estamos de acordo. E considero que também sindicatos e clubes devem pagar IMI.
O caminho faz-se caminhando. Se houver que começar pelos partidos, pois que se comece. Mais vale tarde que nunca.
Por mera ingenuidade ou deliberadamente, com esse seu aplauso, saberá quais as consequências? Talvez, boas para o Presente mas, quanto ao Futuro?
Num outro poste, ao lucklucky respondeu:
), vou garantir-lhe que, Tudo tem a ver com Tudo porque, não podemos “Querer Sol na eira e chuva no nabal” e, neste caso, até pode acabar muito mal porque “Não se pode servir a Deus e ao Diabo ao mesmo tempo” e, quanto ao Diabo, ele está sempre nos detalhes.
“Os chavões ideológicos só servem para levantar nuvens de poeira. Não estou interessado nisso” e,
ao Terry Malloy:
“Não me interessa ir por aí. E muito menos confundir política tributária com terrorismo islâmico”
porque, para além de eu ler os postes que me interessem, também leio os comentários e respectivas respostas, do autor desses postes, porquê?
Por serem, por vezes, a parte mais esclarecedora, sobre a pessoa que os escreve.
Portanto, relativamente, a este seu aplauso, prefiro pensar que seja por ingenuidade e cheio de boas intensões porque, realmente, à primeira vista, até parece tudo muito justo para os contribuintes mas, mais uma vez (talvez a milionésima?
Por preguiça mental, ignorância ou ingenuidade, o nosso maior problema foi e, continua a ser, o facilitismo e, quase sempre, presos numa primeira impressão, positiva ou negativa, paramos de raciocinar sob o, por vezes desconhecido, Efeito de Halo.
Nada é fácil e, descodificar, as verdadeiras intensões ou separar a verdade das mentiras que, muito provavelmente, estarão escondidas, nesse legislar, será quase uma missão impossível mas, não podemos desistir e, a melhor maneira, é tentar antever, as implicações futuras, algumas irreversíveis que, muitas vezes, são as únicas e verdadeiras motivações para os que, num determinado momento, têm esse poder, o de legislar.
Ontem, Draghi disse: “There are too many banks for the industry to be profitable” (gosto de pôr exatamente as palavras proferidas, para não se perder nada na tradução), aqui, até poderíamos acrescentar, um rol de “pecados capitais” do BCE, e das más políticas que “enterram” países que, muitos, ainda nem perceberam o porquê, dessas más políticas, havendo quem pense, ser por incompetência mas, pelo contrário, até são muito competentes, sabendo o verdadeiro objectivo das suas políticas, mas, isto dos Bancos não terem lucro, por serem muitos, uma nova afirmação, nada ingénua e, deliberada, será, apenas, prova de mais um objetivo alcançado e um sinal claro do que se segue, no “cardápio” do 1%.
Nem parece mal a redução do número de Bancos mas, aqui, a intensão, nunca foi, nem nunca será, os Bancos terem lucro, será algo mais tortuoso porque, o que ele realmente quer e, o 1% tem trabalhado muito, só a pensar no Futuro (deles), com Um só Banco, Um só Governo, Um só Exército e Uma só Religião (algo que, por muito que inventem, para os 99%, vai ser a sua última passagem para uma Ditadura, a pior que alguma vez existiu, pois vai ser Eterna, gerida por burocratas, ao mando de psicopatas).
E, neste momento, até parece que já o estou a ouvir: “Mas que raio tem isso tudo a ver, com o IMI para os Partidos Políticos?”
A resposta, é muito simples: Tudo e, nunca esquecendo que, ideologicamente, eu não pertenço a nenhum destes Partidos, por serem todos colectivistas e eu acreditar que nascemos livres, em vez de se ter que nascer escravo das Dívidas dos outros, muito menos, quererei colaborar para uma Ditadura Eterna e, nesse contexto, os Partidos Políticos serão irrelevantes e, nesse Futuro, serão exterminados. Para isso, nada melhor que começar a sugar a sua independência financeira e, depois, aparecer um Soros que, além de subsidiar movimentos como Black Lives Matter, para nos dividir, vir também “subsidiar” Partidos Políticos, algo que sempre fez parte do ADN do 1%.
Porque insistirei que tudo está interligado e que nada pode ser colocado em “caixas” separadas ? Qual a minha motivação? 3Sg
Primeiro, por acreditar que não tem 2ªs intensões para “vender” o globalismo e, quando vejo jovens, por todo o mundo, bem “acordados”, a minha esperança fica renovada e, se eles conseguem ver as implicações futuras daquilo que, num outro comentário, me confirmou Ser, talvez, o melhor, seja ouvir um desses jovens:
https://www.youtube.com/watch?v=XumrD3ET
What is a…?
Tive alguma dificuldade em acompanhar o seu raciocínio, confesso. Problema meu.
Naquele trecho em que atribui o rótulo “colectivista” também ao CDS a minha dificuldade aumentou.