Patrícia Reis movimenta as suas personagens com pinças num trabalho de escrita rigoroso onde nunca há emoção a mais ou lá se iria a emoção. Esse é um dos grandes méritos deste romance. A calma e a suavidade da exposição dos afectos. São muitos os espaços em branco, os parêntesis que se abrem e que cada um dos que lêem preenche como sabe ou pode, como os que narram. O silêncio deles é também o de cada um que lê e nunca chega a ser insuportável. Apenas incómodo. Contracorpo é essa luta, a maior e mais violenta: a de dois corpos, da mãe e do seu filho, que desaprenderam de se conhecer. Contracorpo é também o melhor dos livros de Patrícia Reis.
Isabel Lucas, no suplemento Ípsilon do Público de hoje.
Nota: por decisão da Patrícia (clap, clap, clap), Contracorpo usa a ortografia pré-AO.


Não precisava de recomendação para querer ler. Mas recomendado pela Isabel Lucas merece ainda mais a minha atenção. E o facto de a Patrícia continuar a recusar o acordortografiquês também.
(parabéns à editora pela capa: gostei)
Obrigada, Pedro. Pelo que escreves. Por outras coisas. A capa é uma foto de uma amiga, Paula Oudman, excelente fotógrafa. Beijo
Parabéns, Patrícia. Vou ler-te e gostar-te, de certeza.
Teresa, agradeço. E se não gostares, sem punhos de renda, diz que não me ofendo:) beijo
Jaa, eu fico sem jeito, mas agradeço. É um livro que tem pele, vísceras, lágrimas e risos. Deixei lá tudo. Ou quase tudo:) bom fim-de-semana, bem hajas, beijo P
Li-te, encontrei-te e encontrei-me.
Dizer-te isto é mais do que dizer o quanto gostei deste teu livro. É dizer-te o quanto gosto de ti e daquilo que de ti está no que escreves.
Querida Helena. Terás, porventura, percebido como pensei em ti quando escrevi. Um beijo grande
Parabéns, Patrícia, vou ler. Gosto muito do título, pelo que sugere. E também porque o ar do tempo é de ‘contras’. Às vezes esta desafinação chega ao corpo 😉
🙂 beijo!