Aqueles juízes que deixam os pirómanos ir em liberdade (ou dias livres, ou lá como se chama) fazem parte dos 97% avaliados com muito bom pelo Conselho Superior da Magistratura? Ah, as delícias da avaliação pelos pares. Nos meus tempos de escola, chamava-se a isso a hetero-avaliação. O processo era curioso: na última aula do período, o professor perguntava ao menino X que nota achava que merecia. Conforme a modéstia ou imodéstia, ele lá respondia. De seguida, todos os colegas defendiam o direito do menino X a um ou dois valores acima, numa escala de 1 a 5, ou uns 5 a 10, na escala de vinte. Refira-se que este singular processo era considerado um instrumento muito importante na avaliação.
Só para confirmar
cadernoelastico,

E continua a ser. Para nós, professores, é até uma excelente defesa aquando dos recursos, cada vez mais numerosos: a mamã reconhece que a filhinha não vale nada, por exemplo, a Educação Física, mas reclama do 4 (3º Ciclo) ou do 13 (ES) porque lhe prejudica a média e não pode entrar para o Quadro de Mérito e Excelência (os nomes variam de escola para escola). Papá e mamã defendem que a agressão brutal que o seu educando fez à colega não o deve penalizar no item Atitudes e Valores… E quanto à nossa própria avaliação, nem é bom falar, que me faz azia.
No meu tempo, que não foi há tanto tempo assim, Educação Física não contava para a média, ou seja, não impedia ninguém de entrar no Quadro de Mérito e Excelência quando um aluno de 18 nas disciplinas teóricas não ia além do 10 (puxado) a tudo o que envolvesse actividade física.
Ana: tens razão. A “hetero-avaliação” era (é) um disparate, por todos os motivos e mais alguns. Em público, pelo menos para mim, era quase tão má (leia-se constrangedora) como a auto-avaliação…
Tem toda a razão.
Como começa pelo que nao sabe quando diz com “dias livres”, põe-se a misturar alhos com bugalhos.
Primeiro: leia o Código Penal.
Segundo: teve acesso às provas ou fortes indicios que a Lei afirma?
Terceiro: sabe se os que nao aplicaram tiveram Suficiente, Mediocre, ou Muito Bom?
Então o que a motivou a escrever?
Adivinhou, atirou para o ar…
O comentário denuncia falta de conhecimento da lei, algo essencial, uma vez que a prisão preventiva é determinada por um juiz e não por um qualquer cidadão indignado com os fogos que deflagram no Verão.
A questão da avaliação parece-me uma falsa questão. Quanto à hetero-avaliação será até um bom exercício e é bom que se ponha em prática logo na escola, uma vez que confronta o aluno com a apreciação que tem a fazer dos seus colegas do ponto de vista do seu desempenho escolar e não do ponto de vista da amizade; nesse sentido, propicia, se não uma opinião honesta, pelo menos uma reflexão sobre o assunto. Salutar parece-me.