A Turquia, a Síria, o Irão e os EUA não alinham em referendos convocados à margem da legalidade internacional.
Já vieram, portanto, contestar sem rodeios a iniciativa de chamar os eleitores às urnas para validar o projecto separatista e a fragmentação da soberania de um Estado membro da Organização das Nações Unidas, com fronteiras reconhecidas pela comunidade internacional.
De Teerão vem uma condenação enérgica, concretizada desde logo num voto de rejeição aprovado pelo Parlamento iraniano.
Washington demarca-se desta “iniciativa unilateral”.
Damasco não concede a menor validade à consulta referendária.
O líder turco admite até desencadear uma acção armada para travar o separatismo posto em marcha com este referendo.
O Presidente iraquiano, por sua vez, é categórico: a Constituição do país impede a separação de qualquer das suas parcelas territoriais.
Apenas o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, apoia e aplaude o referendo independentista no Curdistão.
Só ele parece ter sido sensível às teses de Boaventura Sousa Santos e José Pacheco Pereira.

Pimenta no cú dos outros é refresco.
O Benjamim que faça referendo nos territórios ocupados.
O seu comentário tem um acento a mais. No assento.
Engana-se Pedro. Um cu aleijado requer assento e acento
Aleijado ou calejado?
Não dá para ter uma conversa séria consigo. Desisto
Caro Pedro:
Isso só se explica porque a Turquia, a Síria e o Irão são países com créditos firmados no respeito pela legalidade internacional (e já agora também interna). Quanto aos EUA, defendem os seus interesses e nada mais.
Eu acho quase comovente esta sintonia entre Benjamin Netanyahu e Boaventura de Sousa Santos no aplauso à convocação de referendos unilaterais. “A relação entre democracia e direito é dialéctica e não mecânica”, assinala o ilustre professor coimbrão. Celebrando implicitamente o “legítimo acto de desobediência” agora assumido pelos separatistas curdos de caneta na mão.
Mais interessante ainda é o contraste entre as opiniões agora emitidas pelo Doutor Boaventura sobre a Catalunha e o que há dois meses exactos escreveu sobre a Venezuela.
Cito, com a devida vénia:
«O governo da revolução bolivariana é democraticamente legítimo e ao longo de muitas eleições nos últimos 20 anos nunca deu sinais de não respeitar os resultados destas. Perdeu várias e pode perder a próxima, e só será de criticar se não respeitar os resultados. Mas não se pode negar que o Presidente Maduro tem legitimidade constitucional. (…) Nada disso justifica o clima insurrecional que a oposição radicalizou nas últimas semanas e que tem por objectivo, não corrigir os erros da revolução bolivariana, mas sim pôr-lhe fim.»
https://www.publico.pt/2017/07/29/m undo/opiniao/em-defesa-da-venezuela-1780 518
A comparação com a Venezuela até pode fazer sentido, mas em relação a Espanha. Que pensar de um país onde opositores políticos são postos na prisão e um Supremo Tribunal se substitui a um parlamento eleito?
A diferença, como sabes, é que o Supremo Tribunal em Espanha é um órgão de soberania, independente do Governo, enquanto na Venezuela é uma marioneta do poder executivo – o único poder de facto que existe no país.
Assim como o nosso Supremo. Também aqui se escolhem os juízes….e o PGR…
Em Portugal o Governo é que escolhe os juízes do Supremo? Tem a certeza disso ou apenas uma vaga ideia?
É a Assembleia. Lembra-se de Souto Moura e do outro que quis queimar à tripa forra as conversas do engenheiro Sócrates? Já dizia o seu presidente Dias da Cunha. É o Sistema….
Interessante vai ser ver qual a estratégia de Madrid contra milhares de manifestantes, no dia do referendo . Vão prendê-los a todos, ou soltam-lhes os cães?
Que medo, os membros da RGA separatista catalã. Imensos. Equivalem quase à décima parte de uma enchente turística nas Ramblas, num dia mediano.
Hmmm…então se são assim tão só poucos porque é que Madrid enviou 15000 polícias para lá? Adivinho um berbicacho com os Mossos de Esquadra
Os moços da esquadra são um tigre de papel.
Curdistão:
http://galiza-israel.blogspot.pt/2017/09/o s-kurdos-un-pobo-traizoado.html
Catalunha e Curdistão: a mesma luta. Mas porque será que não escuto aqueles que apoiam o separatismo catalão pronunciarem-se da mesma forma face ao separatismo curdo?
Teses há muitas, a sua já todos percebemos:
O Referendo é ilegal portanto prendam-nos, se for preciso mandem o exército e se não for suficiente, com umas bombas deve resultar.
Liberdade e Referendos para quê, se não está nada rabiscado num papel.
Sobre Referendos tenho a minha Tese e, quantos mais melhor mas, desta vez, vou tentar imaginar que não sou um independentista “criminoso” mas, um cidadão comum da Catalunha.
Uma coisa que ninguém parece dar importância, o porquê de ser, precisamente, agora, este reacender da independência?
Há muito tempo que os catalães contribuem mais com os seus impostos, do que aquilo que recebem portanto, esta razão não é nova mas, se calhar, isto de ter estado na praia e ver chegar uma invasão de refugiados, homens jovens em idade militar, trazendo com eles, não se sabe bem o quê, drogas, armas?
Tudo o que quiserem, menos papeis legais (com estes, parece não haver problema com ilegalidades), ora, vê-los correr para as cidades, onde vão criar o mesmo do costume, No-go zones, como têm feito proliferar no resto da Europa, principalmente onde dão mais dinheiro grátis, se calhar… para eles, é o momento oportuno e motivação mais do que suficiente, para apoiar um Referendo que, pelo menos, lhes dê uma hipótese de conseguir controlar o que se passa e continuará a passar, à porta de casa.
A grande maioria parece nem saber que, a Europa, neste momento, tem a “fermentar” futuros problemas, bem maiores e mais graves do que este mas, se calhar, os catalães já os sentem, ao contrário de muitos outros que nem sequer os pressentem.
Na Alemanha, Holanda, Dinamarca, Finlândia e Suécia os polícias estão a começar a “desertar”, procurando novos empregos porque se fartaram de ter que fechar os olhos e estão cansados, de nem sequer poder entrar em certas partes das suas próprias cidades.
Com a aproximação do Inverno nos países nórdicos que não agrada aos que não estão habituados, juntando o querer “despachar” muitos migrantes que não parecem querer respeitar os tais rabiscos no papel a que chamam Leis, digamos que o Referendo na Catalunha será o menor dos problemas para a Espanha que, segundo as notícias “verdadeiras”, dizem ter uma Dívida pública, salvo erro de 74%, porque números “massajados” não decoro, na realidade, a Dívida espanhola está nos 106.77% do PIB ora, com a grande probabilidade, como outros, de ir “ganhar” mais uns quantos refugiados (pelo menos, nas regiões mais quentinhas), terá o respectivo aumento na Despesa (talvez “inveja” dos nossos 139,07%PIB) portanto, catalão ou quem possa saltar fora, este, será o momento mais que oportuno.
Este batalhar, pró ou contra o Referendo na Catalunha quando, nem meia dúzia de comentários dariam, para falar dos problemas que ninguém quer falar, por conveniência ou como avestruzes com as cabeças enterradas na areia, por esta altura, até deviam saber traduzir as orações em árabe que fazem em locais públicos porque isto de “estar a chegar a hora de…”, francamente, seria mais que oportuno, aprender árabe porque vídeos com a tradução, já foram bloqueados, não só na Europa como até no Canadá. Entre logaritmos e ovelhas queixinhas que também colaboram na Censura, vamos de mal a pior.
Para a maioria, que se distrai com debates, onde nem sequer têm voto sobre o desfecho, prefiro citar Oséias ou Jeremias porque, nesta Terra, verdadeiramente, nunca se passa nada de novo.
“O meu povo é tolo e não usa a inteligência a seu favor; são imaturos, como crianças que ainda nada compreendem. Todavia, são espertos e hábeis para planejar e praticar tudo quanto é mal” Jeremias 4:22
“A terra pranteia, e todos os seus habitantes desfalecem; os animais do campo, as aves do céu e os peixes do mar estão morrendo. Oséias 4:3
“Eles pedem conselhos a ídolos de madeira, e de um pedaço de pau recebem resposta” Oséias 4:12
“Mesmo quando acaba a bebida, eles continuam em sua prostituição; seus governantes amam profundamente os caminhos vergonhosos”
Oséias 4:18
“Um redemoinho os varrerá para longe, e os seus altares lhes trarão vergonha”
Oséias 4:19
Quando ouço um inglês que fala da degradação do serviço de saúde público, pelo menos percebe o mesmo que eu que, quando querem acabar, com o quer que seja, silenciosamente, basta ir deixando degradar, até não restar nada.
Mais um discípulo de São Boaventura a pregar aos curdos.
Para além de ser um comentário que nada tem a ver com o meu, essa sua afirmação é grave e, entre todas as razões, posso referir duas:
A 1ª é que não sou discípulo de ninguém, pelo menos, que faça parte desta nossa Dimensão. Uma tarefa árdua, num Mundo onde a maioria já se vende a preço de saldo e, infelizmente, como vamos de mal a pior, até começa a ser por mera sobrevivência.
A 2ª, presumindo eu a sua boa-fé, é não conseguir reconhecer a diferença entre, Independente, Discípulo, Seguidor e “Pau-mandado” ou entre os que informam e os que tentam desinformar.
Não é por acaso esta grande contradição, de vivermos numa Época como nunca houve outra, onde se pode ter fácil acesso a tanta informação e Conhecimento mas, optar por viver na ignorância, acabando nas mãos dos modernos vendedores de banha da cobra ou manipulados por espertalhaços que se aproveitam e fomentam essa ignorância.
A ignorância é tão grande que, a maioria dos europeus, já nem sequer sabe o que anda a pagar com os seus impostos. Temos o caso do CERN em que pagam e nem se interessam em saber o que, por lá, se passa.
“Normally, when people think of the multiverse, they think of the many-worlds interpretation of quantum mechanics, where every possibility is actualised. This cannot be tested and so it is philosophy and not science.
This is not what we mean by parallel universes. What we mean is real universes in extra dimensions.”
Dito por um cientista que trabalha com o LHC, o maior Acelerador de Partículas do Mundo.
Quando através da ciência, uma minoria fala de universos reais noutras dimensões, outra minoria continua a fazer de tudo, para continuar a escravizar seres humanos, usando ferramentas com séculos: Ignorância e desinformação.
Por quê e para quê? Exactamente pelas mesmas razões, também com séculos.
Nunca falta quem fale dos problemas do Mundo, quando o nosso único e maior problema são “aqueles que têm olhos, mas são cegos, que têm ouvidos, mas são surdos” e que, em vez de confiarem neles próprios e nas suas próprias capacidades, continuam a seguir os que só querem saber deles próprios e dos seus interesses pessoais.
No dia em que a maioria descobrir que tem o poder de mudar a sua própria vida e, com isso, o Mundo, desaparecem os males, os falsos profetas e os “desinformadores”
(desinformador- palavra que nem convém que apareça no dicionário, basta não existir uma palavra ou mudar o seu significado para conseguir alterar a maneira de pensar. O saquinho de truques é grande e mais que velho e, até podem pensar no “lapso” de desinformar mas, nunca nos desinformadores).
Desde 1949 quando George Orwell escreveu “about manipulation of language as a weapon of mind control and abuse of power”, mudou alguma coisa?
Absolutamente nada.
A percepção de sermos Livres, não passa disso mesmo, de uma Percepção, cada vez mais longe da realidade que pode ser demostrada com factos.
Até os Referendos poderiam passar a ser irrelevantes por sermos, todos, realmente, Livres.
Quando a ciência nos diz que 99,9% do nosso corpo é espaço vazio, levanta a questão de sermos seres espirituais, onde convém e só dá lucro o nosso 0,1%, apenas precisam da propaganda, manipulando a própria linguagem, para que, cada um, se algeme a si próprio, ao seu 0,1%.
“Blind leading the blind”
Discípulo nada tem de pejorativo. Sobretudo tratando-se de discípulos de profetas iluminados pela douta sapiência coimbrã que tão ilustres filhos deu a esta ditosa pátria.
Quem acreditar naquilo que lê, dito assim, até deve julgar que está a falar verdade.
Hipocrisia, sinto o cheiro a léguas, mesmo que seja exalado através de um kernel de computador
“O núcleo ou cerne (em inglês: kernel) é o componente central do sistema operativo da maioria dos computadores; ele serve de ponte entre aplicativos e o processamento real de dados feito a nível de hardware. As responsabilidades do núcleo incluem gerenciar a comunicação entre componentes de hardware e software”
Na Sociedade actual e, aproveitando a metáfora, a maioria das pessoas tentam entender os assuntos como se eles fizessem parte do hardware ou do software e nunca conseguem chegar a nenhuma conclusão, nem à origem dos problemas porque a Corrupção do Sistema, não está, nem num lado nem no outro, está precisamente na ligação entre os dois.