Julgo que a notícia passou despercebida, ao contrário do que seria de supor. De que se trata? Só isto: num depósito a prazo constituído ainda em 2011, mas que vença este ano, 25% dos juros vão directamente para o Estado, em vez dos anteriores 21,5% com que o mesmo foi originalmente constituído.
Ou seja, a partir de agora, o Estado fica com um quarto do que possam render as nossas magras poupanças. É poupar, amigos. Que é para o Estado arrecadar. Nem mais!


Passou despercebida, Helena, porque o povo já não tem o que poupar 🙂
Uma vez mais mudaram apenas as moscas
Helena,
embora esse aumento não seja minimamente do meu agrado ou concordância, fere-me mais sentir, porque o sinto, que todo e qualquer dinheiro entregue aos governos do nosso Estado é dinheiro deitado fora. Sentir que fazemos um esforço pelo bem comum é compreensível, aliciante, até. Ter a certeza de que esse esforço para nada serve é destruidor de toda a compreensão e sentido de nação em que o governo se quer basear para mais sacrifícios pedir.
No meio de tudo isto continuo sem perceber onde entra os constantes pedidos de emigração…
Parabés ao Delito pela sua presença.
Cumps.
Caro Arame Farpado
Ainda hoje, quando me dei conta deste “pequeno pormenor”, senti a mesma revolta. Quando leio notícias das profundas desigualdades agora existentes em Portugal, fico tão triste, tão acabrunhada que não supõe.E garanto-lhe, cultivo o optimismo como terapia e por natureza. Mas, às vezes, como você, penso que um dia haverá quem não aguente mais.
Sejam estes, tenham sido os outros, como foi possível que entidades fiscalizadoras, aqui e na UE tenham permitido este descalabro?
Creia que o entendo muito bem. Duvido cada vez mais da democracia partidária que não tem rostos nos quais se vote e a quem se peçam contas.
Com esta, a mim não me atingem. Adivinha-se porquê…
Não tinha ideia de o DO ser tão distraído. Logo no dia do anúncio tirei logo a pinta a esta medida socialista.
As “profundas desigualdades agora existentes em Portugal” foram “niveladas” pelo PS, que pode vangloriar-se do feito.
Já que estão todos tão distraídos, lembro que este aumento fiscal sobre os juros dos depósitos resultou da “conquista” do PS na AR conseguindo subir o patamar a partir do qual haverá cortes nos subsídios da Função Pública.
Ou seja, o patamar subiu até aos 1000 euros sem sofrer cortes e o Governo foi buscar a diferença por outro lado. Parece o Luís Filipe Vieira a fazer “as coisas por outro lado”… Os 3,5% a mais nos juros vão recair na FP abaixo dos 1000 euros que tenham depósitos no banco. Mas contra isso…
O problema é quem não é FP vai pagar por isso também.
Tudo na boa base socialista, tarãããããnnnnn!
Ó Zé Luís naturalmente fui só eu que me distraí. É da idade e da falta de dinheiro para fazer depósitos a prazo.
Aqui a rapaziada do DO deve ter dado por isso. Todos eles nadam em aplicações financeiras. Tumba…agora vão dar um quarto para o Estado. Espero que seja com vista para o mar!
Helena,
agora tocou na ferida.
O grande problema é que em Portugal a culpa morre sempre solteira. Nunca ninguém é culpado de nada, foi sempre o governo anterior o dito. Ninguém chama à responsabilidade os políticos por aquilo que fazem e não deviam e por aquilo que não fazem mas deviam. E depois admiram-se dos “Otelos” e outros que tais…
Tem toda a razão. Mas creia que quem pensa assim é chamado de reaccionário. Entendo bem dessa polémica matéria e não sou Maçonne nem Opus. Se fosse estava-me a rir na Ongoing que é como quem diz estamos a ir.
Eu já dei para esse peditório e podem-me chamar o que bem lhes der na gana que eu não ligo patavina.
Gostaria sim, que os meus filhos (que tenho) e os meus netos (que ainda não tenho, creio eu!) pudessem viver num país de gente séria e honrada.
As maçonarias, Opus Dei e Opus Gay (esqueceram-se desta, hem?) existem porque há quem queira salvaguardar os seus próprios interesses, em vez de ajudarem o país.
Mas isto sou eu a pensar (escrever) alto…