Só cai quem quer


Adolfo Mesquita Nunes,

Depois do enorme sucesso na criação de 150.000 postos de trabalho, que afinal não era uma promessa mas apenas uma estimativa, e que afinal não era uma estimativa mas um objectivo, e que afinal não era de criação de empregos novos mas não sei o quê de não sei que mais, o Governo apresenta a nova estratégia nacional para a energia e, vejam lá, e sem moderações na linguagem, que essas ficam para mais tarde, quando chegar a altura do ah e tal afinal não era a novos postos que nos referíamos nem à criação nem coisa nenhuma mas apenas um número que atirámos para o ar: 130 mil a 140 mil novos postos de trabalho.  

 

 

9 comentários em “Só cai quem quer”

  1. Na altura da promessa dos 150.000 postos de trabalho, já era a pensar em 2020. Nós é que entendemos mal e pensámos que era para já! Os governantes pensam “à la longue “. Alguns até a perder de vista. (Como as letras)

      1. Tem toda a razão e desculpe lá o mau jeito ! Não foi o PS , deve ter sido o PPD /PSD, na campanha eleitoral do Eng.º Sócrates ! Sabe que isto da idade……..é complicado. O Zé Povinho (não o das Caldas), é que entendeu mal.

  2. No meio destas notícias económicas diárias, há boas excepções que, neste caso, felizmente, confirmam a regra… O bom exemplo vem da… Vidigueira: onde, entre outras medidas, a câmara municipal aumentou, em € 82,08, o vencimento dos funcionários que recebiam o salário mínimo nacional. Honra seja feita, no meu caso, através de umas quadras:

    Do Alentejo empobrecido
    com suas searas ondulantes
    surge um gesto enaltecido
    de fazer corar os bem falantes.

    A medida é exemplar
    e deve ser aplaudida,
    não dará muito que falar
    nesta nação iludida.

  3. Criar 150 000 “NOVOS” postos de trabalho, não quer dizer que que se reduza o desemprego em 150 000. Paralelamente à criação de novos postos, podem perder-se outros tantos ou mais dos antigos.
    Se eu abrir uma fábrica de pirolitos, crio 5 novos postos de trabalho; mas se entretanto fechar uma fábrica de cerveja, perdem-se 500.
    Se uma empresa investir na informatização da sua escrita, cria 5 novos postas de trabalho para informáticos; mas elimina 20 postos para os antigos mangas de alpaca.

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