Simplesmente lamentável


Pedro Correia,

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É salutar que o secretário-geral da ONU venha a Lisboa, como ontem fez, advertir a opinião pública para uma questão preocupante: «A igualdade de género está a andar para trás», um pouco por toda a parte.

Fica-lhe bem lançar este alerta digno de realce. Mas atenção: se há instituição mundial onde a igualdade de género apresenta um défice muito censurável é precisamente a Organização das Nações Unidas. Ao longo da sua existência, teve nove secretários-gerais – todos do sexo masculino.

Fica o registo: o norueguês Trygve Lie (1946-1952), o sueco Dag Hammarskjöld (1953-1961), o birmanês U Thant (1961-1971), o austríaco Kurt Waldheim (1972-1981), o peruano Javier Pérez de Cuellar (1982-1991), o egípcio Boutros Boutros-Ghali (1992-1996), o ganês Kofi Annan (1997-2006), o coreano Ban Ki-moon (2007-2016) e o nosso compatriota António Guterres (desde 2017).

Nem uma mulher nesta galeria de quase oito décadas: verdadeira negação da igualdade de género. Simplesmente lamentável.

28 comentários em “Simplesmente lamentável”

  1. Uma figura patética e ridícula.
    Mais uma vez a apreciação do Grande Ausente a esta forma inferior de vida . ” Um homem fraco, influenciável, indeciso e superficial”.
    Medina Carreira foi mais “económico” : ” O problema do Eng. Guterres é a falta de carácter”.
    E “isto” faz de Sec. Geral da onu….a voz do dono, simplesmente a voz do dono…
    JSP

    1. Eu não elaboro juízos públicos sobre o carácter de figuras públicas, nem creio que as criticas políticas devam resvalar para essa interminável pesquisa do carácter “bacteriologicamente puro”, que costuma desembocar em sistemas totalitários.
      A minha critica, neste caso, é muito mais singela e directa: os recados de Guterres para o mundo exterior deviam começar por dirigir-se à bolha da ONU. Quase 80 anos de “líderes” masculinos. Nem uma mulher como hipotética excepção à regra.

  2. Não façam demasiado barulho, que ainda temos o camarada Guterres a juntar-se aos Wachowskis e Jenner na qualidade de reformados que transitam de batata para arroz.

  3. Homem, sabendo-se quem é a criatura, o melhor mesmo é contar com o próximo conclave papal. Qualquer católico pode ser escolhido; que eu saiba, nem sequer para cardeal é obrigatório ser do clero.

    Diga lá, ele não ficava bem de mitra, baco e sapatas vermelhas na praça de São Pedro a pregar contra as alterações climáticas? Ficava lindo e não havia assim tanta diferença em relação ao que faz. Habemus papam! (ou lá como se diz).

    Quanto a mulheres papa, isso é que não e por três razões:
    – Não havia uma na última ceia;
    – Furavam o segredo da confissão;
    – Seria substituir a razão pelo feel good factor. Para isso há os programas matinais de tv onde pontificam tantas mulheres, strictu sensu e lato sensu.

      1. Quanto a Guterres, é uma blague.
        Quanto ao sacerdócio, o motivo teológico apontado para a exclusão das mulheres do sacerdócio é precisamente esse. Não havia mulheres na última ceia. Eram doze apóstolos, todos homens.
        O segundo, consta que era argumento invocado pelo cardeal António Ribeiro.
        O terceiro é pelo menos invocado por um afamado católico alemão, se não erro, de seu nome Matusalek.
        De uma coisa tenho a certeza: mal está a Igreja Católica se remar a contento dos católicos europeus, minoritários nos seus países e na igreja.

  4. Quanto a mulheres UNSG: on merits based, please. Já chega de von der Leyen, búlgaras e outras que tais, na base de que também elas. Já fizeram estragos que chegue e que sobre. O mesmo vale para os letter people. Got enough of that crap…

  5. Sucessão sucessiva de sucessões que já me perdi.
    O antecessor de Guterres terá sido Sócrates, quem lhe sucedeu parece que foi Seguro, e ao empurrão apresentou-se Costa.
    A certeza sem margem para falhas é que este ultimo andou por lá a adoçar o sistema sucessivamente sem cessar.

  6. E estatisticamente, se continuam a importar muçulmanos e gente do oriente e dos sertões todos, a população, além de ficar mais inculta, vai ficar maIs fanática e machista. Aguentem-se à bronca, agora já não dá para voltar para trás.

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