Os vates lamentam o apagamento do PS, como se um grande silêncio tivesse descido sobre a terra e numa perversão do um-dó-li-tá colasse por capricho as ventas dos cíceros e quintilianos socialistas. Enquanto o país tagarela, dezenas de almas aflitas perguntam ao vento: porque não falas, Seguro — e no dia seguinte, tendo Seguro falado lamentam, oh, porque não te calaste?
Porquê? Porquê? Porquê? Em suma: por luto, por vergonha, por interesse. O PS falará com a voz do costume daqui a dois anos, e numa década talvez diga qualquer coisa de jeito.

O Seguro morreu de velho.
E que querem que ele diga ? O mesmo que o aldrabão de serviço?