SHUT THE F@#$K UP!


enlil,

“Que a medida é extremamente inteligente, acho que é. Que os empresários que se apresentaram contra a medida são completamente ignorantes, não passariam do primeiro ano do meu curso na faculdade, isso não tenham dúvidas.”

António Borges, Vilamoura, 29-09-2012

 

“He has been a person who has been perhaps not particularly careful about his message discipline.”

Jakob Funk Kiekgaard, research fellow do Peterson Institute for International Economics, Washington, 17-11-2011

 

“I was present at a Borges briefing in Washington in late-September when he portrayed the euro area crisis in much more graphic terms than his new boss Christine Lagarde would have regarded as helpful.”

Alex Brummer, Daily Mail, 17-11-2011

13 comentários em “SHUT THE F@#$K UP!”

  1. Antonio Borges é quem é, é o que é, em Vilamoura limitou-se a manifestar a opinião dele, e podemos concordar ou discordar.
    É razão para abrir os telejornais durante dois dias, ser o assunto mais discutido numa importante reunião dos dirigentes do Partido Socialista, e transformar-se no assunto que nos deve preocupar a todos, a ponto de ter ofuscado a manif da Inter nos media?
    Portugal é um país de parolos, e daqui não saímos. O que diria o Alex Brummer se passasse por cá agora?

      1. Não concordo que o assunto tenha a importancia que lhe querem dar. Tambem é verdade que Borges falou durante largo tempo, disse coisas importantes, mas sobre isso ninguem falou. Estamos viciados no fait-divers!
        Posso concordar que Borges exagerou quando chamou ignorantes aos empresários portugueses. Mas um país em que mais de 95% das empresas são PMEs, e as duas maiores são mercearias, está sujeito a ouvir disto.

    1. Só esqueceu um pormenorzinho importante, este senhor é conselheiro do primeiro ministro e pago a peso de ouro, se calhar não lhe ficaria nada mau conter-se um bocado ou então ir á vidinha dele…

      Se a si não lhe interessa o que o governo e seus conselheiros pensam das medidas que tomam, então sim estamos conversados.
      Parolos são os cegos que não querem ver,ora.

      1. Este senhor apesar de ser conselheiro do governo, não deixa de ter opinião propria, e não se coibe de a dar. Se concordamos com ele, isso já outra história.
        Dizer que Antonio Borges é pago a “peso de ouro”, é tipico da velha “inveja à portuguesa”.

        1. Esse barrete ( inveja ) eu não o enfio…e não acho que os portugueses sejam mais invejosos que os outros.
          A ” velha inveja à portuguesa ” está na cabeça de algumas pessoas que adoram achincalhar os portugueses, aliás com ” irmãos ” destes nem precisamos dos alemães, franceses, belgas, finlandeses, para dizer mal de nós, pois já estamos servidos.
          Agora se o Alexandre sabe quanto ganha o Dr.António Borges e se acha que é pouco, olhe o melhor seria mandar-lhe uma contribuição mensal para as ajudas de custo.
          Por mim o que me interessa, uma vez que todos somos ” patrões ” dele, é que faça o trabalho correcto e o melhor para o interesse do país, se assim estaremos todos descansados. Certo?
          No entanto acho que as pessoas responsáveis pelo bom funcionamento deste país, devem ter cuidado com as palavras que usam e com a destilação de ” ódio ” que foi isso que este senhor demonstrou, provavelmente por ter sido o progenitor da ideia ” TSU ” e ninguém o ter apoiado.
          Seria desnecessário o uso de tanta arrogância, ou não?

  2. Este governo não percebe nada de estratégia. Neste momento, atingiria índices de popularidade nunca vistos se pusesse António Borges a criticá-lo em público.

  3. Borges fez asneira porque está errado, não porque disse coisas que ferem os ouvidos sensíveis socialista-fascistas dos portugueses.

    A quem Borges deveria ter chamado de ignorantes é aos juízes do Tribunal Constitucional.

    O truque da TSU para poupar 2 mil milhões( num défice de mais de 10 mil milhões note-se) porque a TSU paga pelo estado é recebida pelo estado e assim já passa pelo falso crivo da igualdade orwelliana dos juízes do constitucional veio mexer com os equilíbrios dentro das empresas.

  4. Para os que continuam a ver no Borges uma sumidade, em vez do burgesso que na realidade é, não sei se repararam, mas ele também afirmou que os salários dos funcionários públicos representam OITENTA POR CENTO (!) das despesas do Estado, quando na realidade são VINTE POR CENTO!
    Portanto, para além de desbocado, é uma anedota em termos de competência profissional. Isto, sim, é revelador de uma IGNORÂNCIA INADMISSÍVEL para uma pessoa com um currículo supostamente tão impressionante. Se dá assim tanto trabalho consultar o OGE, pelo menos poderia ter lido a entrevista do chefe de missão do FMI…

    http://economia.publico.pt/Noticia/chefe-de-missao-do-fmi-simplesmente-reduzir-os-salarios-nao-vai-resultar-1562825

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