Já se sabe que o Primeiro-Ministro virá hoje anunciar mais um assalto aos sacrificados do costume, após o que provavelmente irá festejar entoando canções nostálgicas. O que me choca, no entanto, é a precisão horária com que estas medidas são sempre anunciadas. As 20h00 de sexta-feira passaram a ser o momento mágico em que os mercados estão encerrados e os governos ou os tribunais constitucionais são autorizados a disparar os seus tiros, ficando com quarenta e oito horas para avaliar as consequências. Já que os sacrificados fiquem com o fim-de-semana estragado é algo que não os preocupa minimamente. Tivessem comprado também bilhetes para o concerto onde o Primeiro-Ministro irá a seguir.

Aquela ali ao centro na foto não é a Manuela Ferreira Leite?
LoooL
Nem mais Luís, dei comigo hoje a pensar o mesmo quando escutei os sucessivos avisos de que o homem ia falar ás 20:00 horas.
Claro ele chega, manda as bujardas estraga a vidinha aos portugueses e depois pode ir ver um espectáculo tranquilamente. É a vidinha.
Eu não suporto ouvi-lo falar, por isso não vou ouvir aquela boca de queixo caído aos pulinhos a dar as notícias que nos vão lixar a todos. Quero mais é que ele expluda no fim da leitura do discurso.
Também eu já começo a ficar farto destes tipos que decidem sempre corrigir seus erros com outros ainda mais graves. Estou farto de ser usado como experiência nas mãos de inexperientes que querem aprender a ser gente entendida à conta daqueles a quem tiram o pão, mas não deixam de nos cuspir na mão.
Estou farto de ares enfatuados de quem quer mostrar seriedade apresentando discursos e anúncios com matéria pouco séria; a hora até pode ser nobre, mas os discursos têm a nobreza de rapar pés deixando-nos com os pés rapados. Vejam só a nomenclatura que usam, agora chamam DEO (documento de estratégia orçamental). É só show off!
E tudo isto com o aval de um Presidente que parece ter medo das regras da alternância.
48 horas que podem ser ocupadas a pendurar uns quantos à porta de casa. A cada anúncio cresce o risco.
Bela demonstração de como os Portugueses ainda estão viciados na coca da dívida. Drogados desde pequeninos nunca se conseguirão libertar.