“Serviço público”


Pedro Correia,

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RTP Informação, hoje, 19.29: «Marco Silva está nesta altura por um fio. O anúncio da saída do técnico do Sporting deverá acontecer a qualquer momento.»

RTP Informação, hoje, 19.32: «A verdade é que, ao que tudo indica, Marco Silva vai mesmo ficar no Sporting. Acaba de falar na Sporting TV Bruno de Carvalho, garantindo a continuidade do técnico.»

 

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Quando a primeira “notícia” foi para o ar no serviço público de televisão – sem estar confirmada junto de fontes credíveis, como mandam as boas regras jornalísticas – Bruno de Carvalho já tinha publicamente deixado claro, em declarações emitidas às 19.06 na Sporting TV, que o treinador do Sporting continua em funções. A CMTV, apercebendo-se disso, reproduziu essas declarações no seu serviço noticioso logo a partir das 19.08.

Lamentavelmente, a RTP foi a última a perceber. Entre a notícia e o boato, preferiu o boato.

 

ADENDA: Às 20 horas, como comprova a foto aqui em baixo, o Telejornal da RTP insistia ainda, nas legendas em rodapé, que «Marco Silva deverá abandonar o comando técnico do Sporting».

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22 comentários em ““Serviço público””

  1. O interessante é saber de onde saem estes boatos ou “fugas”, se as entendermos assim. Qual terá sido a fonte? Terá existido algum tipo de manipulação? Não vou especular, mas não podemos partir destes exemplos para atacar jornalistas (neste caso ABOLA). O que não foi o que o Pedro fez, o que diz tem toda a razão e só revela mediocridade (na RTP). No caso da ABOLA, sobre este assunto, deveria emitir um pedido de desculpas aos leitores, explicar o porquê da notícia dada não se concretizar (ludibriar de fontes, mudanças última hora, bla, bla). Aqui não tem desculpa, logo compromisso com alguma agenda?
    Eu sei que o assunto é mais complexo: credibilidade de fontes, procura de “confirmações”, etc. Isto dava para discutir muito sobre o jornalismo. Pessoalmente tenho o jornalismo português em muito má conta. Falta gritante de contraditório, independência em falta e cobardia ou compromisso em excesso. Todavia, gosto do Observador, de alguns jornalistas do Público (Cerejo, por exemplo). O expresso, o DN e alguns jornalistas do público dão-me vómitos. Há anos que deixei de ler o JN (cheguei a ser comprador assíduo antes da minha primeira estadia pela Capital) e não leio o CM.Da tv prefiro os serviços da TVI.
    Eu calculo que seja preciso coragem (incluindo física) para fazer jornalismo de investigação em Portugal. Eu sou um mero leitor. Só exijo.

    1. Caro Miguel, neste caso nem era preciso fazer investigação nenhuma: bastava estar atento ao que o canal do Sporting emitira meia hora antes (no caso da RTP Informação) ou uma hora antes (no caso do Telejornal da RTP).
      A CMTV reparou. Por que motivo a RTP não o fez? Mera incompetência? E, se for esse o caso, alguma cabeça rola?
      Insistir no erro, sem o menor pedido de desculpa, é uma atitude chocante. Que contrastou em toda a linha com o procedimento da SIC e da TVI no mesmo dia a propósito do mesmo tema.

    1. Ah, cá vem a justificação. Como o cidadão José Eduardo disse o que disse, vá de estabelecer nexo causal – sem confirmação junto da direcção do Sporting – e debitar às 19.29 o que já estava desmentido mais de vinte minutos antes, na antena oficial do clube, pelo próprio presidente Bruno de Carvalho.
      E depois, entre as 22.30 e a meia-noite, promover um “debate” em que todos à volta da mesa falavam como se o boato prevalecesse sobre a notícia.
      Tudo sem um pedido de desculpas aos telespectadores em geral e aos sportinguistas em particular.
      Extraordinário conceito de “serviço público”.

  2. O Sporting enlouqueceu assim como os outros grandes e pequenos.
    Só que a maior vítima foi este leão.
    Causa? a mesma que pôs o país doido: o 26 de Abril.

      1. Senhor Pedro Correia, curioso é, mas incapacidade vou ali e venho já.

        Mas está bem vou esmiuçar ao de leve.

        Quando falo em 26 é para distinguir bem do 25 de Abril que este foi feito com decência.

        A indecência foi a partir do dia 26.

        Se Marcelo e o Tomaz foram deportados , o presidente João Rocha teve que viver escondido uns tempos para não ser preso por fachista.

        E aí começa o princípio da desgraça do Sporting (aqueles 18 anos sem títulos, o FCP passá-lo para traz etc), e tambem muitos azares pessoais para João Rocha que se refletiram também nas economias pessoais e «clubísticas»

        E como a partir do dia 26 para se ser presidente de qualquer clube ou dos bombeiros ou da Junta de freguesia, já podiam candidatar-se os oportunistas e chicos espertos, os bigodes e souzas cintras e até santanas e sacanas, tal como aconteceu para primeiros e segundos e terceiros ministros dos governos(está o resultado à vista), só lhe sairam duques ao Sporting e ao país.

        Aí, João Rocha já estava sem pedalada e teve que ficar a assistir como qualquer sócio.

        É que no tempo da outra senhora, para se ser presidente ou mordomo de santoantonio, tinha que mostrar o registo criminal limpo,declaração 27003, as letras do banco, atestado médico e vacinas, fazer juramento, tudo em papel azul de vinte e cinco linhas e assinatura reconhecida.

        E, embora alguns clubes também tiveram presidentes julgados em tribunal por negócios de fruta, e outros presidentes até estão atraz das grades, o Sporting só teve gente esperta demais, que jamais teria chegado a presidente dos leões no dia 24 de Abril, por falta daqueles documentos que mencionei, e mais alguns.

        E mais não digo, Senhor Pedro curioso.

  3. Deixando futebol de lado, o que mais admiro no “Serviço Público” da RTP é emitir um programa chamado Há Tarde, cujo único objectivo parece ser o de o Sr. Herman José exibir sua graça, mostrando seus dotes culinários ao mesmo tempo em que recebe seus amigos e não deixando sua colega Vanessa Oliveira falar.

    1. Na programação, não vejo diferenças substanciais entre a RTP e os canais privados. As diferenças deviam existir na informação, até por haver excelentes profissionais no canal público. Lamentavelmente, em matéria de informação desportiva tal não acontece: a agenda anti-Sporting, bem patente neste lamentável exemplo que aqui trago, deixa isso evidente.

  4. Lamentavelmente não acredito na teoria do boato. Uma grande confusão interna … Se há com que protestar não é (desta vez) com a rtp

      1. Tenho acompanhado (e concordado com o fundamental) o És a Nossa Fé! Mas, reincido, aqui o fundamental não é a inércia (para não dizer mais) da RTP. É doloroso ver o que se passa no seio do Sporting.

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