12 comentários em “Sermão bloquista na montanha, mas que poderia ser no acampamento de Verão”

  1. Tem toda a razão o Paulo Sousa em designar a imprensa por “mansos”. Eu ontem estava a ouvir um telejornal e pareceu-me estar a fazer isso num tempo de ditadura: as opiniões que lá se ouviam eram todas de uma total mansidão para com o regime de supressão da liberdade em que nos encontramos atualmente. Não se ouvia uma contestação, mansa que fosse, à eliminação da liberdade.

    1. Ouvi há dias nas sempre interessantes Conversas à Quinta do Observador, que o debate sobre a perda de liberdade para garantir a segurança que seguiu ao 11 de setembro mudou agora para uma perda de liberdade para garantir a sobrevivência, e isso, que é factual, não augura nada de bom para a liberdade em geral e para a liberdade de imprensa em particular.
      São os dias que nos foram dados a viver.

  2. A imprensa paga-se sempre, se calhar mais vale pagar em dinheiro.

    Acredita mesmo que os vários grupos económicos que sustentam a imprensa privada em tempos de prejuízo não cobram em espécie?

    1. Podemos partir de um ponto, que aceito, de que nenhum jornalista é imparcial. Financiar jornalistas com fundos públicos é e será em qualquer circunstância um recuo em relação à situação actual.

    2. O 44 tinha essa opinião e fazia-a valer, já estes são tão “inocentes”, não sabem nada querem ver…

      WW

      1. Alguma imprensa ia literalmente para a cama com o 44. Não sei, nem quero saber, se a mansidão se aplicará a esse caso, mas de qualquer forma esse terá sido o pico da infecção. Se agora já estamos no planalto, ideia do BE lançaria uma segunda vaga de promiscuidade, que o regime dispensa.

  3. perda de liberdade para garantir a sobrevivência, e isso, que é factual

    Não é nada factual!!!

    Há, na melhor das hipóteses, sobrevivência por alguns meses mais de pessoas que, de qualquer forma, estavam condenadas a morrer em breve. Em Portugal, 2/3 dos mortos pelo vírus tinham mais de 80 anos, 95% dos mortos tinham mais de 70 anos; os restantes, pode-se presumir com pouco risco de errar que eram fumadores, ou outro pessoal com a saúde muito fragilizada.

    Ou seja, não estamos a falar da nossa sobrevivência, estamos a falar de uma sobrevivência marginal de pessoas que em breve morreriam de qualquer forma.

    1. Concedendo-lhe a benesse de ir atrás do que defende, e se reparar mesmo nos dados que apresenta (que não são rigorosos) então 1/3 dos mortos serão suficientes para o que defendo ser claramente factual.

      1. 1/3 dos mortos serão suficientes para o que defendo ser claramente factual

        Não, não são. Porque esses 1/3 dos mortos, tal como eu disse, são pessoal com entre 70 e 80 anos de idade, ou fumadores, ou outro pessoal com a saúde muito fragilizada. Não são a generalidade das pessoas, não são pessoas como o Paulo Sousa (creio eu) e eu.

        Ou seja, não estamos a lutar pela nossa sobrevivência. Estamos a lutar pela sobrevivência de outros.

        1. Eu tenho pessoas que fazem parte da minha vida e que por isso me preocupam, que fazem parte desse grupo.
          Se quiser ignorar essa vertente humana, como parece ser o caso, estará a avaliar a situação actual com um frieza mais gelada que a do regime chinês.
          Boris Johnson também quis desvalorizar a medidas de contenção para não parar a economia mas já mudou de política.
          Mesmo olhando para os números da mortalidade global a partir do seu umbigo verifique sff quantas pessoas morrerem da sua faixa etária e mais novas.

  4. Tempos, tudo visto, de felicidade para as esquerdas. Atravessamento de fronteiras duramente controlado, liberdade de circulação em território nacional fortemente limitada, direito à greve, de reunião e de resistência suspensos (como compete nas sociedades que defendem), filas para o mais básico do dia-a-dia, comunicação social para lá de submissa e disposta a entregar-se ainda mais nas mãos do poder a troco da sobrevivência.

    Depois disto seguir-se-á a austeridade reforçada (e aplicada sem sombra de pudor, pois que exigida por uma “fatalidade” e sem dúvida uma demonstração mais da decadência do capitalismo e suas sevícias sobre o ambiente), com o seu cortejo de desgraça de que a esquerda radical tanto necessita para viver e florescer.

    Uma coisa microscópica fez – fez-lhes – o que décadas de sua criminosa acção política nunca consegui.

    Tempos de sonho. Excelentes, como afirmava Mao.

    Costa

    Ps: os tais jovens, concluído o décimo segundo ano, poderiam assinar qualquer revista ou jornal, ou apenas os que integrassem uma lista laica, progressista, anti-fascista e anti-neoliberal?

    1. Sempre ter cuidado com quem queria amestrar a imprensa, seja de esquerda ou de direita.
      Esta proposta além de querer amestrar a imprensa, queria também lançar mais um imposto, e isso sim é claramente de esquerda.
      Ou seja, é mais de esquerda lançar mais um imposto, do que querer amordaçar a imprensa.

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