Há dias em que me apetece partir para a ignorância e dizer que somos um país de parolos que precisa de carros e mordomias para mascarar o que não têm nem são. E um país de energúmenos incapazes de respeitar o seu semelhante em qualquer situação. Enquanto o povo conta os cêntimos há quem vá trocando de carro com o dinheiro do povo. Enquanto não chegar o dia, tomem lá, governantes, aspirantes a governantes, derivados e sucedâneos.

Acredito que possa haver pelo menos um deputado cá, que fique envergonhado sendo que a maioria deve dizer “era só o que me faltava”…
Espero que haja mais mas nunca se ouvem grandes vozes dissonantes. Aqui há tempo andou por aí uma celeuma por causa da água da torneira.
Já para não falar da cantina.
Este “barking” da austeridade começa a cair em descrédito, anda por aí uma malta do faz o que digo e não o que eu faço e isto assim não vai a lado nenhum, pois nada muda. O mote é: “Quem vier atrás que se “desemerde”.
O discurso é: Bla bla bla , a culpa é dos que cá estavam, bla bla bla , mais impostos…
Como se nos estivessem a dizer: Somos o poder, doa a quem doer mas as mordomias são para manter (e se possível aumentar)
Numa altura destas não pode haver episódios assim. Comprem carros mais baratos.
A culpa é sempre dos mesmos, o mais engraçado é que desta vez a culpa é nossa, argumento que recuso. Não fui eu que gastei mais, não fui que contribui para este estado de coisas.
Irra que não aprendem…os portugueses continuam fixados em questões de aparência e secundárias…
Mesmo secundárias é favor.
Lucklucky
Refere-se aos portugueses que compram Audis e VW (segmento médio alto das marcas) preocupados com a sua deslocação a eventos (festas)?
(pelo menos foi assim que o Zorrinho se justificou)
Não
Esses só existem porque os outros que estou a criticar agora preferem indignar-se por tostões do que por mil milhões.
Para a cultura portuguesa e parafraseando Estaline, podemos dizer um 10000 Euros é um roubo ignóbil e desprezível, 10000000000 de Euros é uma estatística.
Mais… esta cultura das aparências e do credencialismo também explica como Salazar durou tanto.
Desde que tenha aparência certa: austera, aparente não se aproveitar e os portugueses deixam que lhes façam tudo o resto.
Aí de Salazar se ele se divertisse. O Estado Novo não teria durado nem metade do tempo.
Se bem entendi o seu ponto, isto não é uma questão de aparências. É uma questão de respeito.
São cada vez menos os ignorantes. Isto é um abuso, uma falta de respeito, estão tratando milhões de portugueses por servos simples e obedientes. Democracia! A palavra mais falsa que conheco, o seu significado é muito mais poderoso que ditadura ou até mesmo escravatura, pois aos servos ninguem esta obrigado a dar de comer, é essa a unica liberdade que temos, a de não ter de olhar a face do nosso dono.
Quem manobra esta marioneta que se intitula governo são os banqueiros.
Chegaram à conclusão que não precisa haver esperança, basta divida e mais divida para manter os servos a trabalhar para eles. Pode que um dia as pessoas acordem e façam uma grande fogueira com todos eles e todo o seu dinheiro.
Salazar podia ter muitos defeitos mas conseguia controlar os grandes, conseguia que o ditador fosse só ele, apenas ele, mas ao menos todas as pessoas sabiam que era ele quem arbitrava, não era segredo nem ele se escondia disso.
Hoje votamos cheios de esperança numa fantochada, numa ilusão… em sombras.
Faltou libertar um post anterior para se entender o “Mais…”
É uma questão de aparências porque porque com falinhas mansas os portugueses aceitam muito pior.
Com falinhas mansas os portugueses encolhem os ombros no máximo. Não se indignam.
O que é que justifica tantos posts aqui e noutros lados por meia duzia de tostões?
Porque a cultura portuguesa necessita de formalidade e os portugueses parece não verem para além da formalidade, aparências. É a isso que dão valor.
Quando a formalidade falha como neste caso dos deputados do PS toda a gente reage indignada mesmo que o problema seja milhar de milhões vezes menor que um que foi justificado com o todo o respeito.
“Quem manobra esta marioneta que se intitula governo são os banqueiros….Chegaram à conclusão que não precisa haver esperança, basta divida e mais divida para manter os servos a trabalhar para eles. “
Banqueiros?
Quem vendeu dívida fomos nós – ou melhor os Socialistas de Esquerda e Direita – Porque quisemos, ninguém nos obrigou. Pusemos uns papéis no mercado a dizer comprem Dívida da Republica de Portugal.
E os compradores foram de empresas a fundos de pensões a bancos até à segurança social de vários países. Todos pensavam que Portugal era um país que cumpria as suas obrigações.
Todos nós indirectamente é provável que tenhamos comprado dívida portuguesa se temos algum dinheiro num dos bancos.
Meia dúzia de tostões? Nem que fosse um cêntimo, ora essa.
Nada no estado actual nem noutros pode legitimar uma ditadura. Nada. Sou contra tudo o que limite e proíba a liberdade dos indivíduos.
O problema da nossa classe política e dos governantes é usarem o Estado e o dinheiro dos contribuintes para se servirem e não para servirem o bem comum. Não há uma consciência cívica do bem comum, mas isso também é bem patente na fuga aos impostos.