13 comentários em “Sensibilidade e bom-senso”

  1. Não se pretendem eutanasiar as vítimas de Covid.
    Os pressupostos que levam alguém a pedir a eutanásia – sofrimento intenso e doença incurável – não se alteram por haver uma epidemia. A ideia de que por estar a morrer muita gente um doente terminal deixa de sofrer é bizarra.
    Também não ouvir os que sofrem porque a TV tem outra coisa a ocupar o prime time pareceria estranho.

  2. Aqui há o aproveitamento da esquerda e extrema esquerda de aproveitamento da onda mediática de mortes para que os mais pobres e vulneráveis em caso de dúvidas optem pela eutanásia e assim diminuir o peso do orçamento.

    Também sei jogar o jogo da esquerda e extrema esquerda.

  3. «Independentemente da opinião que (também) tenha sobre o assunto em questão», discordo de si: os nossos deputados ainda não estão incapacitados de cumprir as suas funções

  4. Mais uma vez se começa pelo fim. Segundo dados da OCDE, somos o 4° país do mundo com maior carga fiscal. No entanto, o nosso sistema de saúde entra em colapso quando 0,06 % de pessoas necessitam de internamento, e quando 0,007% necessita de cuidados intensivos.
    Com um sistema de saúde desta qualidade, não admira que a eutanásia seja a única resposta possível para muita gente. Nem admira que se estrangule uma sociedade e uma economia desta forma desgovernada.
    Com o aborto foi a mesma história. Primeiro despenaliza-se e só depois se elabora um plano de educação sexual nacional, que ainda não se viu.
    Agora fica à interpretação de cada um. Ou somos incompetentes, ou somos visionários.

  5. Paulo, então? Se formos por aí não há adequação que nos valha. Tenho a certeza de já se ter discutido, em plenário, tangerinas de manhã e saúdes à noite. Isto da eutanásia já anda por aí há tanto tempo que exala a cadáver. O que me causa espécie é falar-se de eutanásia ao mesmo tempo que se sabe do abandono e do desinvestimento, em cuidados e infraestruturas de saúde, no interior do país….no Alentejo é uma tristeza. Ou quando se ultrapassam prazos aceitáveis para a realização de determinados exames e consecutivamente tratamentos e se fala no pentobarbital

  6. A Eutanásia visa livrar as pessoas de sofrimentos insuportáveis. Para esse fim, qualquer momento é próprio uma vez que é necessária rapidez para livrar o maior número possível de pessoas. Neste momento há graves problemas de saúde, o que implica sérias perspectivas de sofrimento, e isso até torna o momento mais apropriado.

  7. Em Portugal usa-se muito “chover no molhado” . Os provérbios populares estão sempre a ser cumpridos. Nunca falham…

  8. Mas há quem seja a favor do sofrimento: dizem que o sofrimento liberta. Até há quem use cilício. E há quem prefira morrer a aceitar uma transfusão de sangue.
    O que não acho bem é que se procure impor aos outros como fazem os activistas anti-Eutanásia. E os que acham pouco próprio o momento para se acabar (ou minorar) o sofrimento.

    1. “lei que visa resolver um problema concreto de muito boa gente.”
      Claro. Mas há quem pense que se deve dizer àqueles que sofrem dores insuportáveis e susceptíveis de serem abrangidas pela Eutanásia: “aguentem, aguentem”. Fazem lembrar o Dr Ulrich. É sempre fácil dizer aos outros que sofram.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *