9 comentários em “Seguro nunca conseguiria ser tão directo”

  1. Teve a suprema visão de duplicar a dívida pública em poucos anos e de nos colocar em situação de ter de pedir ajuda. Grande estadista, sim senhor.

  2. E acha que qualquer um deles é mais honrado que o Pedro Passos Coelho? E outra pergunta, para si tudo isto é resultado de factores externos? O desequilíbrio económico e financeiro português não surge em 2008, ele existe pelo menos desde 2001, a partir de 2008 só se agravou a fundo perante um incapaz comandante (a modo dos antecessores). Num país sério e honesto esta gente já teria sido toda condenada por corrupção e tráfico de influências. Só assim se pode dizer que Seguro nunca conseguiria ser tão directo. Um país não é uma disputa de crianças entre dois partidos! Um dia conto-lhe umas histórias sobre o Parque Escolar e o famoso investimento público em prol do cidadão e da educação! (Apanhou-me de maus humores, mas é-me difícil não responder a citações beneméritas de um traste sobre outro traste).

  3. Deus me dê saúde, a crise há-de durar tanto tempo, que ainda vou ler/ouvir PSD’s, PP’s e PS’s a louvarem as políticas enérgicas e as visões resolutas de Vasco Gonçalves e/ou Otelo …

    Sócrates, o demiurgo…

  4. Mas Seguro nem precisa ser tão directo nestas coisas. Basta fazer o que faz.

    Sócrates não é tabu. É simplesmente um caso demonstrativo de quem inicia um ciclo com boas intenções e com obra útil e que depois se deixa enredar no seu próprio eu e convence-se que os deuses do Olimpo conspiram contra ele. Quando alguém perde a serenidade só tem mesmo de atravessar o deserto e purgar seus demónios e fantasmas.

    Por outro lado, Santana Lopes tem a mesma visão limitada de Passos Coelho no que respeita ao dito estado social. A dimensão do país e aquilo que o país gerará nas próximas décadas revelam que sem um estado social forte e determinado o país acompanhará todas as convulsões que irão ocorrer por esta Europa.
    A questão da produtividade é um romance que serve para entreter os ditos empresários reformados que vivem a nostalgia dos tempos em que apontavam para seu umbigo, e onde tudo lhes era favorável para poder alcançar o que alcançaram. E a conversa do muito trabalho é daqueles que nunca trabalharam para compreender o mundo. Neste sentido o que necessitamos é que nos deixem trabalhar bem e não muito. Surpreende-me que a classe política se deixe ofuscar pelo brilho temporário de estrelas cadentes.
    A questão promordial nesta matéria reside nas leviandades ocorridas no sistema político que financiava a vaidade pouca produtiva do sistema empresarial e pouca importância dava, como ainda dá, à força laboral.

    A produtividade para esta gente significa trabalhar de sol a sol por meia tijela de sopa e meio copo de vinho, porque agora há limites para o álcool e não se pode oferecer um garrafão de cinco litros (afirmação irónica, entenda-se, que revela o saudosismo de muita desta gente que cresceu nos cheiros das adegas). E o que comento neste parágrafo é mesmo sobre o sistema empresarial, sem me esquecer que notáveis excepções não podem constituir argumento. Salvador Caetano foi uma destas excepções. Paz à sua alma!

  5. Já os sucessores do Pedrocas, a serem sérios, teriam de declarar: antes de nós, sim, houve um PM cheio de visão, assim tipo Zandinga. Um misto de Zandinga e Gabriel Alves, a bem dizer.

  6. O que é que pode levar alguém a tecer este tipo de encómios a quem durante anos o tratou “abaixo de cão”? É para mim um enigma que não conseguirei nunca decifrar, embora não tencione gastar um minuto que seja a pensar no assunto. O Lopes passou-se…

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