Encontro na escolha de Mariana Mortágua como personalidade do ano na área da economia feita pelo Observador a mesma lógica que justificou a atribuição do Nobel da Paz a Obama. Não estava então em causa, como agora não pode estar, qualquer reconhecimento por uma conduta passada mas antes a tentativa de vinculação futura a um comportamento alinhado com a natureza da distinção atribuída. No caso de Obama pretendia-se, nomeadamente, que encerrasse Guantánamo. No de Mortágua, presumo, deseja-se que pare de torturar números. De qualquer maneira, ou é isso ou os tipos do Observador são malucos.
Se podes olhar, vê; se podes ver, observa
Rui Rocha,

Como se diz agora: “laico”
Obrigado, JPT.
A Mariana a falar da economia (e de economia) é como aqueles tipos que acham que sabem conduzir porque têm carta. Daqui a uns anos vamos achar, tal como o mestre da seita dela, que por ter carta há muitos anos sabe conduzir melhor que os outros. Cada povo tem os economistas que merece.
Numa outra nota, reparo que o vislumbre que dá tempo de antena às Marianas da vida – por se achar que alguém por ser licenciado e estar a tirar um doutoramento sabe do que fala e é dono da verdade – continua presente neste mesmo sitio onde tantos doutorados e licenciados para além das provas dadas de incompetência aos comandos dos destinos do país, tiveram carreiras inteiras fechados nas suas madrassas junto com os seus “sim senhor doutor” sem nunca serem questionados de nada, sem oposição, sem discussão. O jornalismo continua essa tradição.
T, queira reforçar o seu exemplo, com o seu. Assim dava-lhe o peso de quem sabe da Poda.
Yep.
E carta necessariamente tirada na “escola Pública” onde o importante, na sua aprendizagem, foi “ser feliz e contente” – aquele permanente empaledecimento odierno foi, se calhar o choque com a realidade onde as maltas aprenderam a conduzir, por ventura melhor, sei lá, ensinadas pela propria familia….
Mas eu prefiro a Analogia com Eliza Doolittle – que de regateira de Praças tipo Covent Garden onde tudo o que se ligava a circulação dos janotas até há um ano atrás, as indignava e esganiçava, improvisamente se andaram a polir em “my fair lady” – quando se fazem ouvir naquela pose “institucional” – e tal estende-se ao resto da pandilha bloquista, em igualdade de géneros, que inclui toda a multitude “therebetween” – ressoa, em som de fundo, “the rain in Spain is mainly in the Plain” em sotaque “upper class” com perfeito “long a”.
A comedia fica mais deliciosa porque o Pigmalião a que se atrelaram é assim para o ranholas e farsante (e provavelmente sem grande fortuna e biblioteca) para funcionar como émulo de aristocracia “edwardiana” ,e vive e alimenta-se do cravanço e da prosápia. Se não fosse trágico para a Nação, era uma comédia de truz, de gargalhar como nas comédias de Hitchcock onde se torna prosaica o propósito de esconder o morto, com as comparsas moldadas no mais anedótico dos “euro-millenials” – académicos de frequências intermintentes e de produção panfletária, estufados nos partidos e nos jornais com ecos em redes sociais, e que, onde a falta de cultura e de memória os deixa horrorizados com o futuro, tentando concretizar tais horrores futuros já no curto prazo, para mostraram a razão que lhes assiste.
Boa Noite e boa sorte
Vejo mais como estratégia comercial. É tribo que interessa cativar como leitor.
Concordo, sem dúvida, com o estratagema ‘comercial’
Sim, parece claro em dois sentidos: criar buzz e alargar base de “clientes”.
Rui continuas com um humor imparável.
Vê tu que, neste momento, eu que julgava ser economista, quando a oiço, sinto-me uma política, tal o massacre que a deusa faz aos colegas…
Valha-nos S. Anacleto, Helena.
Será uma economista; presentemente maquina números para nos atazanar a vida.
Um Bom Natal a todos vós!
Eu vou pelos tipos do Observador são malucos!
Boas Festas
Boas Festas, Amendes.