O texto do Arrastão a que o José Gomes André fez referência deixou-me preocupado, a pensar no post que publiquei à hora de almoço (sobre como adquiri vinte e três livros numa única semana de Feira do Livro). Poderia o meu comportamento configurar um caso de consumismo excessivo em época de baixa de preços? Creio que só pode, não é? Coro de vergonha, acreditem. Mas resta-me uma esperança: que, de alguma forma, as pessoas que compram demasiados livros com desconto escapem à classificação de «zombies estúpidos»; que «zombies estúpidos» sejam apenas as que aproveitam promoções para comprar comida e fraldas para os filhos.
Se alguém no Arrastão me puder esclarecer, eu ficar-lhe-ei eternamente agradecido
escafandro,

Livros são “Cultura”, ora isso é um comportamento que dá logo uma subida ao título de Nobreza, até tem títulos nobiliárquicos como Consumidor de Cultura, os defensores da classe até falam de criar “públicos”.
É uma classe superior aos meros consumidores de “Comida e Sabonetes”, logo não são desprezados zombies à partida pela Aristocracia Social e Anti-consumista, aliás se for ao cinema e ao teatro várias vezes não é consumismo desenfreado mas sim motivo de elogio.
Provavelmente os 23 livros até lhe compram um indulgência e lhe dão autorização para fazer uma compra no Pingo Doce ou no Continente, desde claro que não o diga excepto ao confessor.
Mas atenção só não se é zombie se desses 23 livros nenhum esteja no Index Progressista.
Uf, que alívio. Quanto aos 23 livros, já nem me lembro de quais foram. Excepto o do Mário de Carvalho – que até é comunista.
É pena, pois seria pormenor não despiciendo
… saber se pertenciam à Editorial Caminho.
Ou se porventura tinham sido publicados pela Fundação Francisco Manuel dos Santos (a preços extremamente económicos…)
Muito bom…