15º: Avatar (James Cameron, 2009)
Inicio a série com uma escolha que sei polémica, e com um filme sobre o qual até já escrevi aqui. Mas mesmo tendo a noção de que Avatar fica, em vários aspectos, muito aquém de bem mais do que quinze filmes de ficção científica, não podia deixar de o incluir nesta lista. Por três motivos: em primeiro lugar, porque na ficção científica a experiência visual sempre teve uma grande importância, e nesse sentido, Avatar foi a mais elaborada experiência visual que o género conheceu desde Matrix; em segundo lugar, porque essa experiência visual só foi possível devido a uma considerável evolução tecnológica, que acabou por marcar um ponto de viragem não só no género em si como na indústria cinematográfica em geral – da mesma forma que considero perfeitamente válido afirmar que Matrix, para repetir o exemplo (e sem querer estar a comparar ambos os filmes, obviamente), teve um grande impacto não só na ficção científica, mas também noutros géneros (acção, para referir o mais óbvio); por fim, e numa década pouco inspirada para o cinema de ficção científica, Avatar tem o mérito de ser um bom épico espacial, daqueles que têm mesmo de ser vistos numa sala de cinema. É um filme “simples”? Sim, sem dúvida. O argumento é, de facto, simples. E isso para mim não é uma fraqueza, mas algo de positivo. Quanto às supostas “mensagens” de Cameron, não me interessam; quem, como me disse um senhor uma vez, quiser ver “cobras e lagartos” no filme, esteja à vontade, mas não conte com a minha companhia. Por vezes, gosto de assistir a um filme que seja apenas e só isso: um filme, uma obra de entretenimento. Avatar, para mim, foi exactamente isso.



Registei, John: entretenimento sem “mensagens”. E uma mostra tecnológica que vale a pena, portanto. Não me senti tentado antes, mas agora posso repensar isso.
Acho que por vezes é o melhor. Não é que não goste de filmes que me deixem a pensar, ou que me façam gastar tempo em leituras e em discussões – gosto, e muito, e a lista vai mostrar isso -, mas por vezes gosto simplesmente de me entreter. E quando vi Avatar, não estive a “ler” as “mensagens ambientalistas, racistas, etc” que tanta crítica geraram. Tirei algumas referências, sim, mas completamente diferentes.
No resto, é um filme muito bom do ponto de vista visual (e isto inclui, mas não é só efeitos especiais). Pessoalmente, recomendo. Terá sido o filme que mais valeu a pena ter visto no grande écrã.
Não sei se esta mega-piranha http://tv.yahoo.com/blog/mega-piranha-t his-one-has-teeth–1121 tem algum interesse para ti, John.
Boa escolha. Os efeitos visuais são, de facto, componente fundamental num bom sci-fi, por isso Avatar está bem colocado. E entretém sem aborrecer, mesmo que a história possa ser percebida a milhas.
Foram precisamente esses os motivos pelo qual eu o coloquei nesta posição. Saí da sala de cinema muito satisfeito.
Iº AVATAR.
2º ALIEN.
3º GUERRA DAS ESTRELAS.
4º MATRIX.
5º BLADE RUNNER.
Logo chegarei aos cinco primeiros lugares. Mas pergunto, qual dos episódios da “Guerra das Estrelas” refere?
Tenho a série completa tal com os ALIEN e gosto de todos sem excepção.
Tenho a série aqui para rever. O terceiro e o quarto são fraquinhos… sobretudo por comparação. Ainda que a versão director’s cut do terceiro melhore um bocado.