Saramago: a visão de Meirelles


Pedro Correia,

“Saramago era un hombre lógico, decia que la muerte es simplemente la diferencia entre estar aquí y no estar más. Combatía las religiones con furia, decía que nos turbaban nuestra visión, pero no dejo de pensar que me encantaría que en este momento José estuviera dando su brazo a torcer al ser sorprendido por algún otro tipo de vida posterior a esta que tuvo aquí.”

Fernando Meirelles, realizador de Ensaio sobre a Cegueira, no El País de hoje

6 comentários em “Saramago: a visão de Meirelles”

  1. José Saramago não era menos português por não pôr a bandeira à janela na véspera de um evento desportivo. Acima de tudo, a sua essência era ibérica. Convém dizer que só saiu de Portugal devido à ostracização de Sousa Lara, comprovada agora com o episódio político revisionista da não presença de Cavaco Silva no seu funeral. “Viagem a Portugal” é reflexo de amor e do encantamento que sentia pelo país, pela sua beleza e cultura, pela classe trabalhadora, espelhada na sua identidade, mesmo que isso significasse ir contra a ideologia do seu partido, contra a maioria religiosa, contra o politicamente correcto. Para o seu espírito inconformado, a morte é pouco relevante. Como diria Saramago, “o fim duma viagem é apenas o começo de outra”.

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