Sabia que… (59)


jmmcc,

… o velho comboio Foguete que andou tantos anos a fazer Porto-Lisboa está estacionado no Entroncamento? Pois é que está mesmo e também está em pleno processo de transformação: era uma composição com história e agora já é um monte de sucata em adiantado estado de decomposição.

Pode ser que o ministro Mendonça queira olhar para trás e sinta dó do histórico Foguete, já que olhar para o futuro não parece ser o seu forte. Pelo menos, sempre servia para ele se entreter às terças, quintas e sábados, que são os dias em que o projecto do TGV costuma ser suspenso. Com o que vai ter de gastar (parafraseando a fonte original*) em lixa, citofer e zarcão, sempre poupará em palitos, guardanapos e croquetes.

Não sendo ainda uma relíquia, este comboio é já um fantasma medonho no Entroncamento.

              

* — Fotos de Manuel Luna roubadas aqui.

13 comentários em “Sabia que… (59)”

  1. É assim que se tratam os nossos “emblemas” nacionais. Já os ingleses, quando receberam a Cutty-Sark de volta, queixaram-se de que estava praticamente destruída. Aliás, a Marinha Portuguesa, na altura, queria mesmo afundá-la para não ter trabalho.

  2. Creio que no seguimento do vosso raciocínio, o que se passou com a ponte Salazar é um bom exemplo. Hoje ponte 25 de Abril porquê?
    Os exemplos para o futuro constróem-se com bases assentes no passado. País sem passado, embora por vezes ignóbil, não tem futuro.

    1. O princípio é esse mesmo. A mudança de nome nem sempre parece importante (celebrar algo pode ser pouco meritório e alterar-se), mas o ‘Foguete’ não mudou de nome: apenas foi abandonado e pode fazer parte de um indesejável passado que se apaga, vá lá saber-se por que razão.

  3. Descendo de uma família de ferroviários. As atrocidades que se teêm cometido com o património ferroviário, não lembra ao diabo. Os muitos God´s (inhos) deste país bem se aproveitam.

    1. Ainda bem. É bom saber isso. Ainda assim, receio que o velho ‘Foguete’ venha a morrer em Contumil, porque as coisas não parecem muito favoráveis para grandes restauros. A manutenção é sempre o mais desejável, porque depois fica tudo mais difícil.

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