… recentemente e com um intervalo de poucas semanas, apareceu um jacaré a nadar nas imediações de Chicago e outro nas margens de Nova Iorque? Pois pode acreditar: dois-jacarés-dois encontrados bem longe do seu habitat natural.
Claro que não tardaram a aparecer também ambientalistas a dissertar sobre o aquecimento global, as graves consequências para a fauna do planeta e todas essas coisas. Porém, desta vez, gente mais atenta e menos apressada chegou-se à frente com uma outra verdade mais objectiva e fundamentada: eram jacarés de estimação abandonados por proprietários idiotas, que devem ter-lhes achado muita gracinha enquanto os bichos eram pequenos e serviam de corta-unhas, mas descobriram depois que se tornam uma maçada quando esticam e deixam de caber no bolso e quando é preciso dar-lhes comida e a banheira já não chega para o banho. Ainda por cima, parecem surdos e pouco inteligentes, porque nem aprendem a responder quando os chamam pelo nome e estragam tudo quando se põem a abanar o rabo. Sobretudo, são chatos. Mas mesmo chatos.
O caso ilustra bem a pressa habitual dos ambientalistas, portugueses incluídos. No nosso país, por exemplo, quando os ambientalistas se apressam a considerar que uma área do território nacional tem de ser preservada por lei como reserva natural devemos ficar logo de pé atrás: é sinal de que essa área é excelente para alterar a legislação e construir um outlet em grande.



Jacarés como animais de estimação??
Livra!!
Pois…
Caro JC
Em Timor os jacarés são beras porque deixam os rios e vão chatear-nos à praia… um dia senti que iria ficar sem um pé, mas o “queridinho” não tinha fome e desviou a rota. Parece-me que andei gago uma semana…
Bom fim-de-semana, de preferência num Peugeot descapotável… eheheh
É como eu disse: os jacarés são mesmo chatos.
Com bom tempo, o carro é o máximo. Bom fim-de-semana para ti também.
É preciso não esquecer que a ecologia dá de comer a muita gente. Ainda não chegou ao ponto de como o vinho no tempo de Salazar dar de comer a um milhão de portugueses, mas para lá caminha. Reciclo cuidadosamente o meu lixo, protejo o ambiente, só me falta a paciência para meninos copo de leite com a verdade na barriga, iluminados pela “ciência” como os nossos antepassados pela religião. Se faz calor no Verão, é o aquecimento global; se chove no Inverno, são as alterações climáticas. E há as tartarugas que morrem e dão à costa, os linces que se não conseguem reproduzir com postes de electricidade por perto, os morcegos carecas…
Tenho pensado muito nisso. Falta-me saber a partir de que tamanho é que temos de proteger os animais. Porque ainda não ouvi falar sobre formigas e moscas, escaravelhos e minhocas, baratas e em saldo…
Não protejas as baratas, por favor. Saem caríssimas.
Bem… Se és tu a pedir…
Imploro!
E uma aranhazita? Um saltão? Uma minhoca?
Olha, vou ser radical: para mim, tudo quanto é réptil e insecto devia deixar-se extinguir o mais depressa possível. E não me venham com a história do equilíbrio dos ecossistemas, da borboleta a bater as asas e tal… tudo para abater, pronto!
🙂