… este veículo invulgar foi a solução encontrada para operar num dos mais movimentados aeroportos europeus? Foi, foi. Tem a frente de um camião Ford e a traseira articulada de um autocarro. Flughafen Zürich – lê-se dos lados. Na década de 90, pertencia à frota que ainda circulava no Aeroporto de Zurique a transportar passageiros entre os terminais e os aviões.
A solução aparenta ser interessante e económica, porque evita criar autocarros específicos para o objectivo em vista. O veículo propriamente dito compra-se na marca, sem a carga articulada usual, bastando construir uma carroçaria simples e apenas com um eixo traseiro para servir de autocarro.
Nesta imagem tirada no Aeroporto de Zurique aí pelos anos 60, já se vê um desses veículos junto de um velho Douglas DC-8.
Desapareceram em finais do século. Porquê? Não sei. Se fosse cá, sabia: as soluções práticas e económicas são menos apetecidas; substituem-se por outras menos definitivas e mais dispendiosas.
N.B.: A Suíça chegou onde chegou por ser um off-shore disfarçado que ajudou a arruinar o mundo ocidental e o cantão alemão acantonou alemães que constituem um povo pouco solidário entre os parceiros europeus. Esta nota é só para saberem que isto anda tudo ligado…



Tens razão. É uma carripana horrorosa, mas uma solução prática e suponho que mais económica. Em Portugal, como em qualquer país pindérico, gostamos de pensar em grande (TGV’s e assim é mais o nosso filme).
TGV’s e pindéricos… Isto está tudo ligado.
Pintadinha de encarnado e com uma águia dependurada do espelho retrovisor, ficava logo mais bonita.
Ou mais pindérica.
A inveja é uma coisa muito feia!
Assim, estás a ser feia. E a feia é uma inveja muito coisa.
Pobrezinho, por este andar amanhã não dizes coisa com coisa.
É que tenho aqui uma pena de águia que me entrou no olho.
É na verdade muito feio, mas é também verdade que é muito prático e uma solução económica. Há poucos dias ainda, teria dado um jeitão durante a crise da nuvem islandesa. Os aviões não podiam levantar?
Não havia crise: – atrelava-se um porta-contentores à carripana, e era ver o pessoal a desandar dos aeroportos a toda a velocidade. Em Portugal isto nunca teria dado um grande resultado, pois as ‘contrapartidas’ de um negócio com estas coisitas, nunca teriam dado grande coisa nem enchido os bolsos a ninguém.
Ora aí está.
A ideia é suiça,logo…eficaz. O DC-8 traz-me gratas e antigas recordações do Aeroporto, os DC-8 -63, da Canadian Pacific,num laranja brilhante e mais tarde o da Suriname Airways, que fazia aqui escala num vôo de Amsterdão para Paramaribo,em tons tutti-fruti. Eram uns ” charutos ” elegantes embora algo barulhentos.
Como sugestão, para quando algumas fotos de aviões com ” cachet” ?? E há tantos desde os primórdios até agora…
O que é exactamente um avião com ‘cachet’, Fernando?