“(…) tantos versos depois, ainda os escuto
grasnando aquém dos muros carcerários,
com a grafite da superstição a enegrecer-lhes
o voo; depois de já tudo tombar
nesse torpor a que chamam paz”
“(…) pois toda a vida é passado que regressa
com as nossas vozes, lua nascente,
como as ervas de um tempo póstumo
sibilando num sonho imaculado de salitre”
(excertos de dois poemas de José Luiz Tavares, poeta cabo-verdeano nascido em 10 de Junho de 1967, em “Paraíso apagado por um trovão“, edição da Universidade de Santiago)
Em jeito de despedida, esta canção de Ildo Lobo, tendo ainda na memória, ao longo destes breves apontamentos de viagem, a recordação de Eduardo Prado Coelho, com quem tanto aprendi na simples leitura das suas crónicas no Público. Muito em particular sobre as várias dimensões da lusofonia. Só Deus sabe a falta que elas me fazem quando se trata de olhar para o futuro.


Fechas com chave de ouro, na fabulosa voz de Ildo Lobo (infelizmente já falecido), meu caro. Esta tua série foi um êxito. Tenho a certeza que abriste o apetite por Cabo Verde a muitos leitores.
Meu caro Pedro,
Procurei apenas transmitir alguns sentimentos e emoções rápidas proporcionadas por essa curta passagem por S. Vicente e pelo contacto com uma gente extraordinária.
Se isso tiver servido para alguma coisa e contribuir de alguma forma para estreitar os laços entre Portugal e Cabo Verde, já terá valido a pena.
Um abraço,