Esta noite, "o sítio do costume" está cheio de contras. A mais dura da noite acaba de ser proferida pelo insuspeito Henrique Neto, depois de ter comparado Sócrates a um vendedor de automóveis: estamos num país em que os empresários se reúnem para ouvir o primeiro-ministro dar umas prédicas e dizer-lhes o que devem fazer, em vez de ser o primeiro-ministro a querer reunir-se com os empresários para saber como é que eles podem investir mais e não sair do país.*
Até agora, nem Medina Carreira, nem Silva Lopes nem qualquer dos restantes conseguiram melhor.
* — Se algumas palavras não foram exactamente estas, foram quase.

Insuspeito, Henrique Neto ?
Não?
SIM!!!
Os seus gritos estragam sempre tudo.
Desculpe, João, mas esqueci-me de pôr o sonotone …
Parece que num jantar próximo, algures num qualquer hotel, vão ser afastados todos os ‘contras’ e vão apenas ficar os ‘prós’. Tudo a bem da sã e indispensável convivência democrática, entenda-se. Os prós e os prós sempre conviveram muito bem.
«Os prós e os prós sempre conviveram muito bem» excepto quando alguns são mais própistas do que o Pró…
Foi um excelente momento de televisão. Este Prós e Contras, contrastando com o habitual Prós e Prós, permitiu perceber duascoisas:
1- Que há pessoas com propostas concretas que em muito poderiam contribuir para sairmos do atoleiro em que nos encontramos
2- A irrelevância do pensamento de Medina Carreira, quando confrontado com quem sabe apresentar soluções
Ainda que vários intervenientes tenham secundado várias vezes explicitamente as palavras dele, Carlos.
O Medina Carreira parece que também está nomeado para ser encaixotado no caso da “calhandrice”. Se assim for, estes tipos estão a jogar forte e a matar (pelo menos) 2 coelhos de uma só cajadada. Como a caçada anterior lhes correu muito de feição, agora estão todos entusiasmados. Aguardemos então as cenas dos próximos capítulos.
É. Estão a ver tudo a correr lindamente e começam a habituar-se mal…