Adam Johnson (EUA), Angelo Lacuesta (Filipinas), Bengt Ohlsson (Suécia), Carlos André (Portugal), Carol Rodrigues (Brasil), Chan Koonchung (Hong Kong), Chen Xiwo (China), Daniel Pires (Portugal), Ernesto Dabó (Guiné-Bissau), Felipe Franco Munhoz (Brasil), Graça Pacheco Jorge (Macau), Graeme Base (Aistrália), Hu Ching-Fang (Taiwan), Jane Camens (Austrália), Jordi Puntí (Espanha), José Pacheco Pereira (Portugal), Liu Xinwu (China), Luís Patraquim (Moçambique), Luís Fortes Cunha (Portugal), Luiz Ruffato (Brasil), Marcelino Freire (Brasil), Marita Conlon McKenna (Irlanda), Mark O’Neill (Reino Unido), Matilde Campilho (Portugal), Mookie Katigbak-Lacuesta (Filipinas), Mu Xinxin (Macau), Owen Martell (País de Gales), Paulo José Miranda (Portgal), Pedro Barreiros (Portugal), Pedro Mexia (Portugal), Ricardo Adolfo (Angola/Portugal), Rui Zink (Portugal), Shen Haobo (China), Un Sio San (Macau), Wu Ming-Yi (Taiwan), Xi Wa (China), Yang Chia-Hsien (Taiwan), Zheng Yuangjie (China) e Zhou Jianing (China). Foram estes os nomes anunciados. E com excepção de Pedro Mexia, futuro assessor cultural do Presidente da República eleito, a quem aqui saudamos e desejamos os maiores sucessos, todos os outros virão até à edição de 2016 do Festival Rota das Letras.
A entrar na sua 5.ª edição, o Festival tem-se afirmado como uma das mais importantes manifestações culturais da RAEM, desdobrando-se em múltiplas iniciativas, da apresentação de livros a colóquios, exposições, debates, teatro, cinema, música, workshops sobre literatura e manifestações gastronómicas abertas ao público com a participação de alguns autores.
No passado sábado, as instalações do antigo Tribunal da Comarca de Macau foram pequenas para acolher todos os que aí se deslocaram para a sessão inaugural, a que se seguiu um debate com Pacheco Pereira e Hu Ching-Fang tendo por tema a importância da cultura para o homem comum. À noite, o programa prosseguiu com a exibição do filme “Cartas da Guerra”, do jovem realizador Ivo Ferreira, na primeira apresentação pública do filme após a sua estreia mundial na 66.ª edição da Berlinale e antes da próxima participação no 40.º Festival de Cinema de Hong Kong.
Mário Laginha, Cristina Branco e João Caetano são outros dos nomes que estarão presentes na edição deste ano, onde será dada particular atenção à obra do autor da Clepsidra, Camilo Pessanha, quando passam 90 anos sobre a data da sua morte. Para falarem de Pessanha estarão em Macau três dos seus estudiosos – Paulo Franchetti, Daniel Pires e Pedro Barreiros. O outro homenageado na edição de 2016 da Rota das Letras é o chinês Tang Xianzu, um dos primeiros autores chineses a contactar com estrangeiros em Macau, cidade onde esteve em 1591. Tang foi um dramaturgo da dinastia Ming e o autor da peça Pavilhão das Peónias.
Hoje, ao final da tarde, o historiador Pacheco Pereira dará uma conferência na Universidade de Macau. O tema será “A liderança alemã, a diversificação da Europa e o futuro da União Europeia”. Mais à noite, o actor António Fonseca levará ao Teatro D. Pedro V os seus Lusíadas.
Numa altura em que os direitos humanos, a autonomia e independência do sistema judicial de Macau e a liberdade de expressão voltam a ser testados, na sequência da detenção, a semana passada, do ex-Procurador de Macau e após a rocambolesca e mal contada história do desaparecimento dos quatro livreiros de Hong Kong, nunca será demais sublinhar a importância da Rota das Letras como espaço de liberdade, crítica, intercâmbio cultural, troca de ideias e afirmação da identidade da RAEM.

