Rio Vs Ventura


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Li que há colunistas na imprensa de “referência” (aos quais muitos chamam “jornalistas”, talvez por escreverem em jornais, mas não posso afiançar que seja essa a razão) que andam a “dar notas” aos políticos que vão aos debates televisivos desta (pré-)campanha… Terão, presumo, a frustração de não serem professores, terão ambicionado ser pedagogos, da “Nação” pelo menos, e mimetizam o que  julgam ser constitutivo dessa actividade. (Desconhecerão que avaliar alunos é, de longe, a parte menos interessante e frutífera da docência). E, mariolas que são, já agora adianto, dão melhores notas aos “alunos” que preferem, um verdadeiro pecado venial…

 

Estive agora a ver o embate entre o dr. Rio e o prof. Ventura. Como é óbvio não classificarei os “alunos”, fui professor o tempo suficiente para sossegar essa minha ambição. Mas também eu tenho as minhas frustrações, algumas das quais já anunciei, e outras terei deixado subentender. Entre elas segue vigorosa, e até dolorosa, a minha ambição de ser comentadeiro da bola.

 

E por isso sobre este embate ajuizarei: Aconteceu Taça!

4 comentários em “Rio Vs Ventura”

  1. Não havia de acontecer Taça, um clube da primeira divisão a jogar com uma equipa de bairro, assim também eu.

  2. “(…) mimetizam o que julgam ser constitutivo dessa actividade” (de professores).
    A meu ver, julgar os outros é, sempre, para as pessoas bem formadas, um acto difícil e penoso, sobretudo quando essa avaliação serve, ou pode servir, para beneficiar ou prejudicar o avaliado. No caso dos professores, que, julgo saber, fazem essa avaliação em reunião de grupo, adivinho que muitos sairão dessa tarefa frustrados por considerarem que não foi feita justiça, beneficiando alguns alunos, em detrimento de outros, quer alunos da própria escola quer de outras escolas.
    Mais angustiante é quando, pela vida fora, ocupamos cargos que implicam a avaliação de colegas, avaliações que vão ter implicação nas suas carreiras profissionais, com quem temos todos os dias de conviver.
    Mas, neste particular, o pior de tudo é nada podermos fazer para evitar as avaliações injustas, feitas na nossa cara, por pessoas apenas preocupadas em defender o seu clube, o seu amigo, o seu protegido. Esta é uma área onde a cunha impera, alicerçada em redes de interesses particulares, hoje talvez mais disseminadas do que no passado: de amizade, de família, de partido, de clube, de cores, de religião, de nacionalidade.

  3. Tentar perceber qual a posição de cada um na abordagem a eleições, sejam elas para o que forem, é desde há muito um projecto de difícil execução, sobretudo quando as boas intenções do esclarecimento público esbarram, por força do modelo adoptado, com discussões raiando a peixeirada.
    No modelo de debate agora adoptado pela SIC, difícil será perceber quais os projectos defendidos pelas forças políticas que tragam algo de novo a este pântano, sobretudo quando um vendedor de banha-da-cobra como o prof. Ventura atira para o terreiro questões que para serem respondidas, devidamente fundamentadas e desmentindo os pressupostos por ele alardeados, levariam todo o tempo alocado ao programa.
    Se a agressividade tomar conta dos debates, não haverá nunca nem vencidos nem vencedores, pois chegados ao fim da sessão ficámos a saber o mesmo (no que toca ao destino do Zé pagante)

  4. Taça… eu vi (ouvi o relato) um jogo da distrital, jogado num pelado, com uma equipa de canela até ao pescoço a tocar bombo e a outra a queixar-se da arbitragem enquanto chutava para onde estava virada. Só faltou o garrafão de vinho no “post-match”.

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