Revolução cultural


Luís Naves,

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Está a crescer um movimento de demolição da cultura, que visa erguer uma nova cultura sobre as ruínas da anterior. Os ateus dizem como deve ser a missa, minorias agressivas não deixam falar mais ninguém, visões estreitas tapam as restantes. Há uma revolução em curso que manipula a linguagem num processo digno de Orwell. Por exemplo, pratica-se a omissão de informação em nome da perseguição da desinformação e munições de guerra são compradas com dinheiro do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz. Quando as empresas falam em crescimento pessoal significa que os empregados vão trabalhar mais horas por menos dinheiro. Além da nova língua, existe o cancelamento, que suprime vozes incómodas e persegue as opiniões divergentes. Até a literatura do passado está a ser revista, pois à maneira de 1984 quem controla o passado controla o futuro. A triunfante cultura popular valoriza o feio, a agressividade e a violência gratuita. Nas universidades, limita-se a livre circulação de ideias e os meios de comunicação estendem a passadeira vermelha a todos os grupos que contestem instituições e nações antigas, tradição, heterossexualidade e família.

 

Imagem concebida pela ferramenta de IA Dall-e, com instruções minhas

18 comentários em “Revolução cultural”

  1. A ferramenta IA Dall-e não parece ser grande coisa, produz imagens bastante feias. Ou então são as instruções que o Luís Naves lhe dá que são inapropriadas.

  2. munições de guerra são compradas com dinheiro do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz

    Já há muito tempo que os Ministérios da Guerra passaram a ser designados por Ministérios da Defesa, e que as indústria de armamento passaram a ser designadas por Indústrias de Defesa.

    Atualmente não há guerra, há somente defesa. Mesmo quando a defesa é o ataque.

  3. Isso só acontece porque a maioria se desleixou, deixou aos poucos que essas minorias se estabelecessem nos pontos nevrálgicos, universidades, nos média e na política.
    Essas minorias tem de ser combatidas com as mesmas armas e de maneira permanente.
    Eu faço o meu papel e vocês?

    1. Minorias?
      A RTP, SIC, TVI dizem que Fidel Castro foi o “Líder” Cubano não que foi um “Ditador” Cubano.
      Ou seja assumem o trabalho de legitimar o Ditador
      Isto foi apoiado desde o PCP ao PSD pelo menos.
      Isto são minorias? As 3 TV’s são minorias?

      https://ensina.rtp.pt/artigo/a-extrema-esquerda/
      Para a RTP é a “chamada” extrema esquerda isto apesar de quererem ditaduras inspirados em regimes genocidas. Já não existe “chamada” extrema direita. É simplesmente extrema direita e designa um tipo como o Ventura que defende genéricamente coisas que há 30 anos eram centro.

  4. O quadro elencado pelo autor, pode ser visto por um aspecto negativo e outro positivo.
    Negativamente, a ameaça que representa, tem sido mal diagnosticada e, assim, deficientemente combatida. De facto todos ou quase, situam a origem da doença “woke” nos EUA. Mas a origem é predominantemente europeia. Primeiro Gramsci, depois e mais importante a Escola de Frankfurt(*). Acontece que as ideias de ambos, especialmente da segunda, não se mostraram atractivas na Europa mas medraram no caldo de cultura que é a ignorância estrutural americana que, despida da moral e ética protestante que enformaram a Constituição mais democrática do mundo, fica no mais perfeito vazio, aberta a qualquer novidade que pareça original. O extraordinário é que, onde o original não teve grande sucesso, os ecos da caixa de ressonância americana, amplificados por jornais e televisões que replicam algumas elites dos EUA, isto é, que perderam a estrutura moral cristã e que primam pela ignorância, já têm alguma aceitação.
    O aspecto positivo é que os “woke” se situam no presente. Incapazes de conceber outro quadro com valores e realidades diferentes, alteram o passado para que replique o presente, que é a única realidade que conseguem conceber. O corolário é que, situando-se no presente, também sacrificam o futuro, incluindo o seu próprio. Estão condenados a dividirem-se em tendências que combaterão entre si, aniquilando-se inexoravelmente. O início já foi visível, com reacções aos exageros do #metoo, com feministas a sentirem-se agredidas (com razão) pelo LGBT*, mesmo com negros como Thomas Sowell a desfazerem com autoridade económica e estatística as “verdades” do racismo ou ainda, como a Universidade de Austin, no Texas que criou um preparatório de cultura geral, incluindo filosofia grega e que tem tido um sucesso notável.
    (*) Como me lembraram recentemente, a fusão da Escola de Frankfurt com o pós-modernismo francês.

  5. “Está a crescer um movimento de demolição da cultura, que visa erguer uma nova cultura sobre as ruínas da anterior. “
    Agora e sempre. É desse modo que a cultura muda. E isso incluí a que está habituado a ver, que está a mudar neste momento. Só os tolos acreditam no fim da História.

    1. Leu bem a frase? Para si está tudo bem, podemos arrasar a literatura e a música e a pintura, isso é o normal, é sempre assim, não há nada para ver. A cultura muda por intermédio do trabalho sobre aquilo que foi feito antes, sobre a cultura existente, que é transformada, criando-se algo de novo, mas baseado no antigo. Fazer alguma coisa em cima de ruínas é construção civil. Só a ignorância pode defende que se apague o passado. E o remate sobre os tolos é fantástico, deixa-me aqui numa dúvida: quem é que no seu perfeito juízo se incomoda a ler um tolo como eu? Será outro tolo?

        1. Não se trata de censura de opiniões diferentes, mas de moderação. O critério é simples e serão rejeitados os comentários impertinentes ou insultuosos. Os comentadores só precisam de respeitar os autores e os outros comentadores.

      1. Ninguém está a arrasar a literatura, a música e a pintura. Ter críticos não é ser arrasado.
        Não digo que não há excessos mas convém não considerar qualquer contrariedade um apocalipse.

      1. lucklucky
        “Há muitas maneiras de mudar a cultura. Esta incluí intimidação, censura e violência.”
        Absolutamente! inegável a qq cérebro minimamente em bom estado.

  6. Eu cá chamo-os pelo nome por aquilo que são, o regresso da selvajaria dos bolcheviques no século XXI, mas desta dez. no Ocidente.
    “Não é que amem o planeta, simplesmente, odeiam a Humanidade”.

  7. Estamos quase de acordo desta vez. Mas isto não é razão para torcer por Putin. E o “belo”, nas artes, é um conceito ultrapassado.

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