A palavra ‘esposa’ é como ‘esposo’: está fora de uso há muitas, muitas décadas. É grave? Não. É apenas de muito mau gosto e revela “falta de chá”. Pior ainda quando utilizada para indicar a própria. Utilização muito imprópria! Marido e esposa: soa-lhe bem? Não. Marido e mulher: soa-lhe bem? Claro que sim.
Dir-me-á: mas é tão corrente, tão comum. Pois é: a iliteracia, a infracultura, etc. também são.
a esposa a meia branca se possível com sapatito “decotado” a despedida: continuação a tender o tlm aos berros em qualquer lugar
um paradigma…. um paradigma
:))
… da infracultura! Hehehe…
Mas sabe Há quem ache que dizer “minha mulher” é machista! (Possessão, está a ver?). Esses dizem a minha companheira …
E os que dizem “senhora de…” É muito bem, mas convenhamos que, era preciso esclarecer ali o sentido do “de”
E porque é que para ele é marido e para ela não é marida ou equivalente?… Se se diz “a minha mulher” não se deveria também dizer “o meu homem”?
Designação a sério, ouvi eu há pouco: “Um bilhete também aqui para a minha patroa” rsrsrs
(bem, acabei de ouvir ali na TV em senhor importante a dizer porrogação…) :))
«Porrogação»? E lata de «salchichas»? E ir ali «resistar» esta carta? E ter «ouvisto» falar nisso? Hehehe…
Já tinha ou visto quase todas rsrsrsr
:))
Era impossível não ter ‘ouvisto’…
Impossível não… Se eu fosse completamente surda? rsrsrsrs
Se fosse surda, ou Sofia, ou Ana… Hehe…
ehehehehe Boaaaaaaaaaaaaa
:))
Com todo este vocabulário, vou ‘masé’ dar uma volta para ‘desmoer’ o jantar.
‘Desmoa’ e volte. Conheci uma ‘desinfeliz’ que se sentiu mal por não o ter feito. Achava que não precisava e, afinal, estava ‘muito mal enganada’!
E “instrumento de percursão”, como ouvi ontem a uma menina jornalista da SIC? Deve ter ficado a meio do percurso, a português…
A asneirada crescente…
joão:
depende das circunstâncias:
no meu trabalho, uso sempre esposa e marido (mesmo que desconfie que a relação é “de facto”, que mais vale a mais do que a menos – vá, aqui nesta afirmação podem malhar, malhar). A minha ideia é utilizar os termos, daqueles socialmente mais comuns, que menos atritos ou embaraços possam gerar.
às vezes uns mais ofendidos corrigem-me, dizem-me que é “só” (sic) companheiro / companheira.
Companheiro ou não, é melhor reconhecer como se casamento fosse. Afinal, até a legislação confere uma certa igualdade parcial.
‘Esposa’ é que não! Nunca! Seja em que caso for. Até no trabalho. Nem que seja a mulher do patrão!
Repare nas recentes boas-vindas de Cavaco Silva ao homólogo angolano: «(…) a si, Senhor Presidente, sua Mulher e restante comitiva.»
O Sr. Presidente não disse isso. Disse coisa bem diferente. Ora vá ver.
“É para mim e para a minha mulher uma grande honra recebê-lo, Senhor Presidente, e à Dra. Ana Paula dos Santos,…”.
Se calhar não estamos a falar do mesmo discurso, não lhe parece? Mas o exemplo serve perfeitamente, como vê. De resto, fosse ou não fosse, nada retiraria ao que tentei explicar. Se quer contestar com má-fé, não será comigo. E não abonará a seu favor…
eu andei à procura de todos os discursos. só encontrei aquele.
Não garanto que tenha sido um discurso escrito. Pode ter sido um momento de improviso; eu apenas vi e ouvi na televisão durante uns segundos, mas por duas vezes.
De qualquer maneira, o que encontrou serve perfeitamente, como eu já disse. E também disse que, se fosse de outro modo, nada retiraria ao que eu afirmei antes. Está à procura de quê e porquê? Não é preciso.
Também não entendi. E mais. Hoje deu-me para ir ao arquivo ver a apresentação do João e eis que descubro, ou não terei porcurado bem?, que não sabemos o que faz. É importante sabê-lo? Não, talvez não. Mas não esqueço os esclarecimentos que prestou lá em baixo sobre dúvidas de português e agora esta do “esposo”… Fico á espera para perceber. 🙂
(O que é que tem ‘faleceu’? É sinónimo de ‘morreu’.)
O problema é justamente ainda haver tanta gente a achar que «a minha mulher» é uma forma de menosprezo. É o resultada da subcultura que grassa e de que falei acima.
A palavra ‘mulher’, como muitas outras palavras, tem mais do que um significado. Designa o género feminino e designa também o cônjuge ou elemento feminino do casal.
Finalmente, a vida em sociedade tem normas, goste-se ou não, e a boa educação é passível de ser aferida. Dizer ‘esposa’, como referi acima, revela desconhecimento e muito mau gosto. É tudo.
“Faleceu” está para “morreu”, assim como “funeral” está para “enterro”, assim como “sanita” está para “retrete”, tal como “esposa” está para “a minha mulher”… Hoje em dia é tão vulgar ouvir e ler estes termos, que quando utilizo o vocabulário com que fui educada, tenho a sensação que olham para mim com um ar de espanto (algumas pessoas, claro…). Temos é que insistir com os nossos filhos para continuarem a usar os termos correctos, e não ceder às “modernices”…já é suficiente vê-los vestidos iguais a todos ou outros… Maria Francisca
Pois. Só não veja a relação entre umas e outras. Das palavras que refere, há uma apenas que revela mau gosto e falta de educação, do ponto de vista social: ‘esposa’. E não é de agora: já tem muitas décadas, já tem algumas gerações.
Alguém me explicou um dia que a palavra “esposa” designa um estado raro (e precário) na vida de uma mulher: o de casada, mas virgem. Não sei se isto tem algum fundamento histórico ou religioso, mas a ser verdade, e a avaliar pela quantidade de “esposas” que há por aí, a competência dos maridos portugueses parece-me preocupante…
Pois eu cá “reduzo” que estãoenganados com a esposa.. Há para aí muitas com casamento rato e consumado Há-des ver; Maria Otília… então não é que te chamaram mulher, como se fosses alguma galdéria, mulher de cama incerta?!?! Prontos. Deixo um beijo. Dois, sempre dois, bem aplicados e repenicados, que menos parece mal :):)
Estou perplexo com tanta boçalidade! Não a esperava aqui neste sítio. Tomáramos nós que o problema cultural e cívico de Portugal se resumisse às esposas…
Obrigado pela referência que fizeste e pelas tuas palavras, Sérgio. Pode ser que isto vá servindo para alguma coisa, mas devo dizer-te que esta é a segunda vez que uso um pretexto para falar disto e, como vês por alguns comentários, o sucesso não parece ser notável… Um abraço.
não percebi
São poucas palavras. Qual foi a palavra que não percebeu?
se calhar não percebi por causa da citação do Malato, referência cultural pouco frequente.
mas gostos não se discutem.
A palavra ‘esposa’ é como ‘esposo’: está fora de uso há muitas, muitas décadas. É grave? Não. É apenas de muito mau gosto e revela “falta de chá”. Pior ainda quando utilizada para indicar a própria. Utilização muito imprópria! Marido e esposa: soa-lhe bem? Não. Marido e mulher: soa-lhe bem? Claro que sim.
Dir-me-á: mas é tão corrente, tão comum. Pois é: a iliteracia, a infracultura, etc. também são.
a esposa
a meia branca se possível com sapatito “decotado”
a despedida: continuação
a tender o tlm aos berros em qualquer lugar
um paradigma…. um paradigma
:))
… da infracultura! Hehehe…
Mas sabe
Há quem ache que dizer “minha mulher” é machista! (Possessão, está a ver?). Esses dizem a minha companheira …
E os que dizem “senhora de…” É muito bem, mas convenhamos que, era preciso esclarecer ali o sentido do “de”
E porque é que para ele é marido e para ela não é marida ou equivalente?… Se se diz “a minha mulher” não se deveria também dizer “o meu homem”?
Designação a sério, ouvi eu há pouco: “Um bilhete também aqui para a minha patroa” rsrsrs
(bem, acabei de ouvir ali na TV em senhor importante a dizer porrogação…) :))
«Porrogação»? E lata de «salchichas»? E ir ali «resistar» esta carta? E ter «ouvisto» falar nisso? Hehehe…
Já tinha ou visto quase todas rsrsrsr
:))
Era impossível não ter ‘ouvisto’…
Impossível não… Se eu fosse completamente surda?
rsrsrsrs
Se fosse surda, ou Sofia, ou Ana… Hehe…
ehehehehe
Boaaaaaaaaaaaaa
:))
Com todo este vocabulário, vou ‘masé’ dar uma volta para ‘desmoer’ o jantar.
‘Desmoa’ e volte. Conheci uma ‘desinfeliz’ que se sentiu mal por não o ter feito. Achava que não precisava e, afinal, estava ‘muito mal enganada’!
E “instrumento de percursão”, como ouvi ontem a uma menina jornalista da SIC? Deve ter ficado a meio do percurso, a português…
A asneirada crescente…
joão:
depende das circunstâncias:
no meu trabalho, uso sempre esposa e marido (mesmo que desconfie que a relação é “de facto”, que mais vale a mais do que a menos – vá, aqui nesta afirmação podem malhar, malhar).
A minha ideia é utilizar os termos, daqueles socialmente mais comuns, que menos atritos ou embaraços possam gerar.
às vezes uns mais ofendidos corrigem-me, dizem-me que é “só” (sic) companheiro / companheira.
Companheiro ou não, é melhor reconhecer como se casamento fosse. Afinal, até a legislação confere uma certa igualdade parcial.
‘Esposa’ é que não! Nunca! Seja em que caso for. Até no trabalho. Nem que seja a mulher do patrão!
Repare nas recentes boas-vindas de Cavaco Silva ao homólogo angolano: «(…) a si, Senhor Presidente, sua Mulher e restante comitiva.»
O Sr. Presidente não disse isso.
Disse coisa bem diferente.
Ora vá ver.
“É para mim e para a minha mulher uma grande honra recebê-lo, Senhor Presidente, e à Dra. Ana Paula dos Santos,…”.
http://www.presidencia.pt/?idc=22&idi=25350
Se calhar não estamos a falar do mesmo discurso, não lhe parece? Mas o exemplo serve perfeitamente, como vê.
De resto, fosse ou não fosse, nada retiraria ao que tentei explicar. Se quer contestar com má-fé, não será comigo. E não abonará a seu favor…
eu andei à procura de todos os discursos.
só encontrei aquele.
Não garanto que tenha sido um discurso escrito. Pode ter sido um momento de improviso; eu apenas vi e ouvi na televisão durante uns segundos, mas por duas vezes.
De qualquer maneira, o que encontrou serve perfeitamente, como eu já disse. E também disse que, se fosse de outro modo, nada retiraria ao que eu afirmei antes. Está à procura de quê e porquê? Não é preciso.
Também não entendi. E mais. Hoje deu-me para ir ao arquivo ver a apresentação do João e eis que descubro, ou não terei porcurado bem?, que não sabemos o que faz. É importante sabê-lo? Não, talvez não. Mas não esqueço os esclarecimentos que prestou lá em baixo sobre dúvidas de português e agora esta do “esposo”… Fico á espera para perceber. 🙂
Pode agora ir ler o meu comentário acima e ficar a saber o mesmo.
Mas se TVs, jornais e revistas usam essa palavra a toda a hora (essa e o “faleceu”), como havia o pobre senhor de saber que não é “bem” usá-la?
Deve achar que dizer “a minha mulher” é um menosprezo para a dita!
(O que é que tem ‘faleceu’? É sinónimo de ‘morreu’.)
O problema é justamente ainda haver tanta gente a achar que «a minha mulher» é uma forma de menosprezo. É o resultada da subcultura que grassa e de que falei acima.
A palavra ‘mulher’, como muitas outras palavras, tem mais do que um significado. Designa o género feminino e designa também o cônjuge ou elemento feminino do casal.
Finalmente, a vida em sociedade tem normas, goste-se ou não, e a boa educação é passível de ser aferida. Dizer ‘esposa’, como referi acima, revela desconhecimento e muito mau gosto. É tudo.
“Faleceu” está para “morreu”, assim como “funeral” está para “enterro”, assim como “sanita” está para “retrete”, tal como “esposa” está para “a minha mulher”…
Hoje em dia é tão vulgar ouvir e ler estes termos, que quando utilizo o vocabulário com que fui educada, tenho a sensação que olham para mim com um ar de espanto (algumas pessoas, claro…).
Temos é que insistir com os nossos filhos para continuarem a usar os termos correctos, e não ceder às “modernices”…já é suficiente vê-los vestidos iguais a todos ou outros…
Maria Francisca
Pois. Só não veja a relação entre umas e outras. Das palavras que refere, há uma apenas que revela mau gosto e falta de educação, do ponto de vista social: ‘esposa’. E não é de agora: já tem muitas décadas, já tem algumas gerações.
Mais esposos?
Primeiro a TVI, agora a RTP, só falta a SIC, João.
Não sei se falta, Patti. A SIC tem todas as condições para não ficar atrás…
O João não falha uma esposa, seja qual for o canal.
É tao vulgar que tem-me falhado de certeza, Cristina. Mas espero cumprir o meu modesto papel no efeito pedagógico que todos podemos ter…
Alguém me explicou um dia que a palavra “esposa” designa um estado raro (e precário) na vida de uma mulher: o de casada, mas virgem. Não sei se isto tem algum fundamento histórico ou religioso, mas a ser verdade, e a avaliar pela quantidade de “esposas” que há por aí, a competência dos maridos portugueses parece-me preocupante…
Pior ainda, Ana
Não sei se é verdade, mas na vertente histórico-religiosa, há mais de dois mil anos Maria era designada «esposa de José».
A ser verdade, realmente não abona a favor dos muitos que o dizem…
Pois era. Talvez a única (ou das poucas, pelo menos) a poder usar o epíteto com propriedade.
Começo a engraçar com a palavra. Casada, mas virgem… é quase poético.
Umas desinfelizes, é o que é! Foram muito mal enganadas…
Pois eu cá “reduzo” que estãoenganados com a esposa..
Há para aí muitas com casamento rato e consumado
Há-des ver; Maria Otília… então não é que te chamaram mulher, como se fosses alguma galdéria, mulher de cama incerta?!?!
Prontos.
Deixo um beijo. Dois, sempre dois, bem aplicados e repenicados, que menos parece mal :):)
‘Mulher’ tem significados diversos. ‘Há-des’ ver…
Estou perplexo com tanta boçalidade! Não a esperava aqui neste sítio.
Tomáramos nós que o problema cultural e cívico de Portugal se resumisse às esposas…
Não seja redutor. É de infracultura que se trata aqui.
Não há nada mais importante para falar aqui?
Há. Estávamos só à espera dessa sua intervenção profunda.
(gargalhada, importante e profunda).
Hehehe…
cada vez há mais a dizer “esposa”, absolutamente arrepiante, porque às vezes vem de quem menos se espera.
É inteiramente verdade.
O meu comentário está no meu blogue: o seu a seu dono!
Obrigado pela referência que fizeste e pelas tuas palavras, Sérgio. Pode ser que isto vá servindo para alguma coisa, mas devo dizer-te que esta é a segunda vez que uso um pretexto para falar disto e, como vês por alguns comentários, o sucesso não parece ser notável…
Um abraço.