Começou a trabalhar aos 14, sempre a subir, sempre a triunfar. Três vezes ministro, duas vezes deputado, membro do Secretariado do PS. De um modesto funcionário da CGD chegou a administrador. Acha que se não fosse sério, tinha este currículo?
Respondam lá ao Almeida Santos
Rui Rocha,

Não! acho que se fosse sério NÃO tinha esse curriculo… 😉
Impressionante, impressionante. Como não!?
É um argumento perfeitamente idiota e senil e que nada tem que ver com o caso. Recordam-se por exemplo de um tal Bernard Madoff e do curriculum que ele tinha?
E porque é que ele não falou que o homem tirou uma pós-graduação em Gestão Empresarial antes de se licenciar em Relações Internacionais, às três pancadas e 3 dias antes de ocupar o tacho de administrador da CGD e que trocava robalos e alheiras (fora o que não digo) com o sucateiro?
com esse currículo na banca e com este elogio, vindo de onde vem, já se está a ver o futuro do armando vara:
http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/d etalhe/stanley_ho_e_almeida_santos_entra m_no_negoacutecio_da_banca_em_moccedilam bique.html
O que importa no julgamento é a possível ou não intervenção de Armando Vara nos factos. E a personalidade anterior vai interessar no momento da determinação de pena.
Antes da pena, e após o bitaite da testemunha “abonatória”, há a definição dos factos e a sua ligação ao arguido.
Numa palavra, a personalidade moral/gerundiva vale zero para o momento da culpabilidade.
Acaso a tal seriedade valesse alguma coisa, os tribunais seriam agências de receção de curricula, algo que manifestamente não são. Ou então, todos os crimes resolver-se-iam com a pergunta fundamental:
—uôlhe…o sr. que aqui é acusado é honesto, é sério?
Acaso seja culpado, no sentido em que realizou os factos tidos como crime, importa escolher e graduar a pena.
Aqui há dimensões que poderão ser factor de ponderação como o contrário, apesar da importância do zé-povo a tais factores.
P. ex. o facto de ter pertencido a um orgão cimeiro de uma estrutura política é relevante para uma pena?
Acaso seja absolvido, por inexistir crime, esta conversa pura e simplesmente vale zero, pois o poder punitivo do Estado inexiste, nem este se pode meter pois em considerações (ilegítimas) de personalidade.
Nem tudo o que parece, é…
Se fosse sério, já tinha morrido à fome, há vários meses, sozinho e abandonado e estaria a apodrecer à espera que alguém desse pelo cheiro nauseabundo.
Não posso responder; seria alvo de um processo judicial; homens sérios como A. Vara, D. Loureiro, J. Sócrates, M. Amaral, A.Santos e tantos outros, são intocáveis.