8 comentários em “Respondam lá ao Almeida Santos”

  1. É um argumento perfeitamente idiota e senil e que nada tem que ver com o caso. Recordam-se por exemplo de um tal Bernard Madoff e do curriculum que ele tinha?

    E porque é que ele não falou que o homem tirou uma pós-graduação em Gestão Empresarial antes de se licenciar em Relações Internacionais, às três pancadas e 3 dias antes de ocupar o tacho de administrador da CGD e que trocava robalos e alheiras (fora o que não digo) com o sucateiro?

  2. O que importa no julgamento é a possível ou não intervenção de Armando Vara nos factos. E a personalidade anterior vai interessar no momento da determinação de pena.

    Antes da pena, e após o bitaite da testemunha “abonatória”, há a definição dos factos e a sua ligação ao arguido.
    Numa palavra, a personalidade moral/gerundiva vale zero para o momento da culpabilidade.

    Acaso a tal seriedade valesse alguma coisa, os tribunais seriam agências de receção de curricula, algo que manifestamente não são. Ou então, todos os crimes resolver-se-iam com a pergunta fundamental:

    —uôlhe…o sr. que aqui é acusado é honesto, é sério?

    Acaso seja culpado, no sentido em que realizou os factos tidos como crime, importa escolher e graduar a pena.

    Aqui há dimensões que poderão ser factor de ponderação como o contrário, apesar da importância do zé-povo a tais factores.
    P. ex. o facto de ter pertencido a um orgão cimeiro de uma estrutura política é relevante para uma pena?

    Acaso seja absolvido, por inexistir crime, esta conversa pura e simplesmente vale zero, pois o poder punitivo do Estado inexiste, nem este se pode meter pois em considerações (ilegítimas) de personalidade.

  3. Se fosse sério, já tinha morrido à fome, há vários meses, sozinho e abandonado e estaria a apodrecer à espera que alguém desse pelo cheiro nauseabundo.

  4. Não posso responder; seria alvo de um processo judicial; homens sérios como A. Vara, D. Loureiro, J. Sócrates, M. Amaral, A.Santos e tantos outros, são intocáveis.

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