Respirar em águas revoltas


Rui Rocha,

Os comportamentos individuais devem naturalmente ser correctos e tratados de forma proporcional quando não são. Mas preocupa-me mais como cidadão uma polícia que não respeita garantias constitucionais e como liberal um Estado que exerce violência gratuita contra os indivíduos.

4 comentários em “Respirar em águas revoltas”

  1. Jovem da dita mais bem preparada geração de sempre, que sorris, franzes o sobrolho ou fazes o manguito quando lês os comentários do DO e estás atento ao 1 de Abril governamental, não te esqueças:

    – até dois mil e vinte e qualquer coisa a administração interna, palavra Cabrita, vai oferecer 10.000 (dez mil) lugares de trabalho nas forças de segurança. Não, não há erro jovem é mesmo trabalho, não é emprego.

    É aquela oportunidade com que sempre sonhaste quando brincavas ao Superman, ao Spiderman, Batman, … Deter e prender vilões – o Luther, o Octupus, o Joker e o etc. Se a tua inspiração foi o Mickey e o Cor Sintra, lamento dizer-te, mas não podes deter nem prender o Mancha Negra.

    Jovem … Ei jovem … Olha, fez um manguito e carregou no ‘home’!

    Smoreira

  2. Sim RR, de acordo. Infelizmente o estado ao qual a sociedade chegou.
    Haverá abusos das polícias. Permita-me.
    Mas há também, sem dúvida, um óbvio desrespeito pela autoridade.

    Por falta de adequada educação cívica, atempada, em casa e nas escola.
    Por acrimónia em relação ao poder, incitada e politicamente motivada, em certas correntes sociais, por quem tem interesse nisso….
    Uma sociedade já pouco coesa. Descrédito no poder. Porquê ?.

    Não se reverterá, para melhor, esta má deriva só “corrigindo” um dos lados.
    Trata-se de um fenómeno vasto, pendular, iniciado, por cá, há umas dezenas de anos… Apenas estamos a viver a resultante falta de prestígio e de autoridade: na rua, nos Hospitais, nos Tribunais, nos partidos da Assembleia da República(1) … desde a rua até às sedes do poder político.
    Afinal um próximo potencial (para breve?) muito poderoso futuro PM já foi eleito por uns escassos 16.000 votos. Tudo bem?. Os outros eleitores, os outros milhões de cidadãos, terão escolha?. E sobretudo: terão poder de fiscalizar, e reprovar, o poder?.
    (1) – Desde um tosco lugarzinho no anfiteatro concedido, por muito favor, ao Deputado “…ora diga lá!”. Até uma deputada ali a votar, inamomível, já sem o suporte, a autoridade (e os votos) do seu partido.

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