Pois isso. Já passou mais de um mês e tal e coiso. Mas claro, antes de voltar ao ginásio, é preciso tratar do equipamento. Das sapatilhas, para não irmos mais longe. Que aqui o cidadão não está ainda para grandes deslocações. Neutral? Stability? Motion Control? Gel? Termoplástico? E o apoio? Será melhor sem costuras e múltiplas camadas, não? Apoio linear e lateral, bem entendido. E o sistema de torsão? A sola com reforço nas zonas de maior desgaste? O topo devia ser arejado e em malha para assegurar a máxima ventilação? Quero ou não assegurar a máxima aderência em todas as direcções? No final, depois de uma profunda reflexão, tudo ponderado, trouxe umas verdes. Queira Deus que não me tenha precipitado.
Em tempo: aos caríssimos leitores que estejam em vias de enfrentar esta mesma provação peço encarecidamente que não enfiem um par de bofardos ao solícito vendedor se este calhar de perguntar se são pronadores, neutros ou supinadores. Ao contrário do que possa parecer, não se trata de vasculhar nas partes mais esconsas das nossas almas, mas apenas de saber, ao que pude apurar, que tipo de passada e que parte do pé apoiamos. Pelo visto, isso determina, entre outras coisas, o modelo que tem a caixa dos dedos mais adequada. Com tanta tecnologia, presumo, embora sem certezas, que a caixa dos dedos deve ser qualquer coisa como a caixa negra dos aviões, mas neste caso destinada a registar o nível de chulé produzido pelo esforçado aspirante a desportista. Ou isso ou o tamanho das bolhas.

Sei um perito nesses assuntos, mas 1. Acho que prefere encarnadas, 2. Só recebe quem constar de uma lista. E também o melhor mesmo, com este frio, é uma pessoa não se arriscar a apanhar resfriados ginasiais.
Sei de…
Sei disso.
Isso. Até porque ainda não comprei a t-shirt de neopropileno. Ou lá o que é.
Magnífica e épica resolução 🙂
E a palavra “bofardo”, que uso constantemente e nunca vejo escrita 🙂
Confesso que me deu um certo gozo escrever bofardo. Uso muito na comunicação oral embora muito pouco (nada, vá) na prática.