Semanário Alto Alentejo, de Portalegre
(“Todos, neste jornal, discordamos da idiotice plasmada no chamado Acordo Ortográfico, cuja obrigatoriedade de cumprimento consideramos ilegítima”, lê-se no editorial da última edição, sob o título “Escrevemos Português de Portugal”)


ISTO é que deveria de ter sido referendado. Quem vende a sua língua vende a sua Pátria!
Não houve referendo. Mas também não houve consulta informal, nem debate, nem audição de especialistas, nem análise de pareceres. Nada. Tudo à porta fechada, em três ou quatro dias, sem actas de reuniões. E assim se pretende modificar a ortografia de uma língua com mais de 200 milhões de utilizadores diários.
Felizmente a resistência existe. Aí está, em todo o País. Só um cego não vê.
O que me espanta nisto é o presidente ter promulgado logo! Mas existe resistência e é muito grande. O que me preocupa são os meus filhos, pois começam a aprender uma língua que não sei o que é! No Brasil, pelos vistos, foi “suspenso” e os países africanos não foram “tidos nem achados”! Mas com certeza que “alguns” “ganharam” com isto! E agora com esta crise os custos desta situação dispararam! Haja juízo!
Alguns podem ter ganho. Mas todos perdemos.