3 comentários em “Resistência activa ao aborto ortográfico (49)”

  1. A “adesão” ao acordismo serve para traçar um mapa da influência da maçonaria em Portugal, um problema tão grave para a democracia e o estado de direito quanto o acordo ortográfico – que, apadrinhado pelos maçons, acrescenta àqueles dois aspectos o de crime cultural.
    É extraordinário como uma organização secreta pode impor a sua vontade a um país ao arrepio da lei e que tenha conseguido, durante anos, impor uma férrea cortina de silêncio em volta da questão. Esse é o problema a discutir quando se fala de “acordo”.
    Ainda a propósito da pesporrência do acordismo convirá ler o que escreveu Vasco Graça Moura no Público de hoje, a respeito da edição acordizada de Vieira:
    O grave problema está em que a edição pretende pautar-se pela norma ortográfica em vigor e afinal aplica uma norma que não está em vigor nem nunca esteve, e que é a do Acordo Ortográfico.

    «Sabe-se bem que esta questão [do acordo] tem feito correr rios de tinta. Mas entidades tão científica e economicamente poderosas como as mencionadas, tão responsáveis económica, cultural e socialmente, pela missão que desempenham, dispondo de estruturas institucionais que comportam faculdades, departamentos, conselhos científicos, sei lá que mais, não poderiam e não deveriam, antes de se lançarem a este portentoso empreendimento, pedir pareceres científicos e jurídicos abalizados na matéria?

    Viverão num mundo nefelibata? Ignoram a polémica e os problemas? Não sabem que há hoje três grafias divergentes a serem aplicadas no mundo da língua portuguesa? Quem tem medo do Estado de direito? Quem tem medo da aplicação da Lei? Quem tem a desvergonha de, num caso destes, evitar fazê-lo, sem um escrúpulo, sem um prurido de consciência, sem uma forma, ao menos esboçada, de se isentar de responsabilidades pela opção tomada?

    Que autoridade científica, jurídica ou cultural assiste aos directores da edição para falarem, a p. 33 (vol. Cartas), numa “actualização linguística no quadro das normas vigentes do português”? Ou à dr.ª Aida Lemos para aí afirmar, a p. 35, que as grafias foram “normalizadas segunda a norma em vigor”? Se o tivessem sido, nunca poderia ser aplicado o AO porque ele não constitui norma vigente…»

    1. Mas que grande atrasado mental!!
      Mas o que tem a maçonaria a ver com o acordo ortográfico!?
      você deve ser daqueles que:
      se como camarão estragado e fica de caganeira: a culpa é da maçonaria que anda metida nas pescas;
      Se entala o dedo na porta: a culpa é da maçonaria por causa dos marceneiros;
      Se pinga demais a cueca depois da mijadela: a culpa é da maçonaria que anda metida nos texteis;
      Se pisou uma mina de um canídeo no passeio ao pé de casa: a culpa foi da maçonaria porque sabia que o Sr. ia ali passar aquela hora e ia colocar o pé naquele preciso sítio.

      Epa, vá mas é colocar o silício e reze 20 avé marias

  2. Jornal lá da casa até há pouco tempo, não sei se a minha irmã já pediu o cancelamento da assinatura,depois da morte da Mãe. No tempo do seu director mais marcante, o saudoso Dr. Virgílio Arruda, a sua prosa elegante e em correctíssimo português já nos teria dado conta do ” cavalo branco ” que corre nesta altura sobre os campos da lezíria… a cheia, pois então !!

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